Observatório da Inovação e Competitividade

Site do Observatório da Inovação da USP, uma iniciativa do IEA/USP, coordenado pelos Professores Glauco Arbix e Mário Salerno.

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Seminário Inova São Paulo

sexta-feira, outubro 14th, 2011

Agência FAPESP – Em 29 de novembro será realizado o Seminário Inova São Paulo – Rede Paulista de Propriedade Intelectual (PI) e Transferência de Tecnologia (TT), na sede da FAPESP, em São Paulo.

O evento é coordenado pelo Projeto Inova São Paulo – que conta com a participação de universidades estaduais paulistas e federais, além de centros de pesquisas – e tem como objetivo principal iniciar o processo de consolidação de uma rede, sem fins lucrativos, que se chamará Rede Paulista de PI e TT.

A rede será voltada ao fortalecimento de iniciativas que visem à proteção da propriedade intelectual, a geração e a transferência de tecnologia e a promoção da inovação no Estado de São Paulo.

Direcionado aos profissionais de núcleos de inovação tecnológica ou de departamentos ligados à inovação de instituições científico-tecnológicas (ICTs) paulistas, públicas e privadas, o encontro terá a participação de representantes do governo, da FAPESP, do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), da Rede Mineira de Propriedade Intelectual e de gestores do Inova São Paulo.

A programação do seminário conta com palestras e mesas-redondas, nas quais serão apresentadas experiências e resultados de projetos, além da discussão sobre como fortalecer o sistema de inovação e de propriedade intelectual em São Paulo.

A conferência de abertura será ministrada por Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, e por Roberto de Alencar Lotufo, diretor da Inova Unicamp, agência de inovação da Universidade Estadual de Campinas.

Mais informações e inscrições: seminario.inovasaopaulo.org

Satélite geoestacionário poderá ser testado e lançado no Brasil

segunda-feira, outubro 10th, 2011

Mas a Telebras não acredita que a montagem final do SGB possa ser feita no país

Carlos Orsi
Inovação Unicamp

O Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), que a Telebras espera ter em operação no espaço até meados de 2014, a tempo para a Copa do Mundo de Futebol, será construído no exterior. Ainda assim, existe a perspectiva de que haja transferência de tecnologia para o Brasil, e há a possibilidade de que os testes finais e o lançamento do material sejam feitos no País. O investimento estimado é de R$ 716 milhões.

“Não existe indústria nacional que faça esse tipo de satélite”, disse a Inovação Unicamp o engenheiro de telecomunicações da Telebras, Ruy de Araújo Carneiro. “O que existe é uma grande possibilidade de haver uma indústria nacional que participe da fabricação e absorva essa tecnologia”.

Carneiro explica que a transferência de tecnologia deve envolver tanto a parte espacial quanto a terrestre – no caso, as antenas, em terra, que ficam conectadas ao satélite. “Esse me parece até um fundamento mais rápido e mais fácil de dominar”, declarou.

Ele disse que uma empresa fará a montagem, ou integração, do satélite, reunindo componentes produzidos por terceiros. Técnicos brasileiros iriam ao exterior para acompanhar o processo.

“Acho difícil que essa integração ocorra no Brasil”, opinou. “Nós faríamos um acompanhamento”.

A possibilidade de a integração vir a ocorrer em território nacional havia sido levantada quando a decisão de adquirir o satélite no exterior foi divulgada, no fim de setembro. O presidente da Embraer Defesa e Segurança, Luiz Carlos Aguiar, citado pelo jornal Valor Econômico, chegou a manifestar interesse no projeto.

“Nós iríamos aprender com os fabricantes. Acompanhar a integração, os testes”, explicou Carneiro. Isso permitiria, nas palavras do engenheiro, que a indústria brasileira começasse a “fazer parte” do satélite. O principal interesse das empresas nacionais, nesse caso, seria “aprender a fazer, a fabricar”.

Ele afirmou, no entanto, que alguns testes do satélite poderão acontecer já em território nacional. “Testes elétricos, testes mecânicos, que são severos porque na hora do lançamento há muita vibração, esses testes a gente acha que tem muita coisa que poderia ser feita no Brasil, no Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)”.

Lançamento

Carneiro disse ainda que há a possibilidade de o satélite ser lançado do Brasil, a partir da base espacial de Alcântara.
Isso vai depender, de acordo com ele, da massa final do equipamento e de a empresa binacional Brasil-Ucrânia Cyclone Alcântara Space já ter disponível, até 2014, o foguete Cyclone 4, com capacidade de levar até 1.600 kg para a órbita geoestacionária.

“O satélite terá de atender às Forças Armadas e à Telebras. Mas se ele conseguir ficar abaixo desse peso, poderá ser lançado de Alcântara. Se não, teremos de buscar lançamento no exterior”, disse.

Satélites geoestacionários ficam numa órbita mais elevada que a faixa chamada de órbita baixa da Terra, onde trafegam a maioria dos objetos lançados pelo homem ao espaço, incluindo a maioria dos satélites, a Estação Espacial Internacional (ISS) e o Telescópio Espacial Hubble.

Nessa órbita mais alta, os satélites completam uma rotação a cada 24 horas, efetivamente acompanhando um ponto sobre a superfície da Terra. Satélites desse tipo são usados, principalmente, transmissões de televisão e de dados. O SGB será usado para comunicações das Forças Armadas e, na aplicação civil, principalmente para internet de banda larga.

Clientes

“O objetivo é ter o satélite operando, disponível, no meio de 2014, para a Copa e outras coisas”, disse Carneiro. Do ponto de vista da Telebras, a principal função do SGB será levar banda larga a mais de mil municípios brasileiros.

“A Telebras já tem uma série de fibras, cedidas pelas empresas de energia elétrica, pela Petrobras, para fazer os anéis de fibra óptica” para a internet, explicou o engenheiro. “Mas os anéis de fibra óptica não alcançam o território nacional todo”.

Dos mais de 5.500 municípios brasileiros, disse Carneiro, cerca de 1.300 estão fora da cobertura de fibra óptica e dependerão do satélite para ter acesso à banda larga. A Telebras não descarta, no entanto, usar o SGB para prestar serviços a outros clientes de telecomunicação.

“Ainda não temos a demanda estimada para 2014, mas estamos avaliando qual será, e então vendo se configuraríamos o satélite para atendê-la”. A decisão sobre uma configuração para servir a outros clientes no ano da Copa dependeria, ainda, de vários fatores: “Isso pode afetar o peso do satélite e se ele será lançado daqui ou não, o que dependerá de se o projeto Cyclone em Alcântara já estará disponível”, exemplifica.

FAPESP lança edital do programa CEPID

sexta-feira, maio 27th, 2011

Agência FAPESP – A FAPESP divulgou no dia 23 de maio a abertura do segundo edital do programa dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID), que visa à seleção de até 15 propostas para a criação de Centros.

Esses Centros devem ter ousadia, complexidade, impacto mundial e regional e seu objetivo é desenvolver pesquisa fundamental, pesquisa orientada para a transferência de tecnologias e atividades de educação e difusão do conhecimento.

A FAPESP reservará até R$ 45 milhões por ano para a implementação do programa. Cada CEPID poderá receber até R$ 4 milhões anuais por um período inicial de cinco anos, renovável por mais dois períodos de três anos.

Em 2000, o programa aprovou a criação de 11 Centros nas áreas de pesquisa e tratamento do câncer, óptica e fotônica, estudos da metrópole e da violência, sono, genoma humano, terapia celular, desenvolvimento de materiais cerâmicos, biologia molecular estrutural e toxinologia. Pesquisadores responsáveis pelos Centros já estabelecidos poderão concorrer no segundo edital.

As propostas serão recebidas pela FAPESP até o dia 15 de agosto e serão analisadas em duas fases. Para a primeira fase, de análise preliminar, deverá ser encaminhada uma pré-proposta, redigida em inglês. As pré-propostas selecionadas para a segunda fase serão convidadas a apresentar propostas completas, que também deverão ser redigidas em inglês.

As propostas podem ser apresentadas por pesquisadores com título de doutor e vínculo formal com instituições de ensino superior e pesquisa no Estado de São Paulo.

O programa CEPID, inspirado no modelo adotado em 20 centros da National Science Foundation, nos Estados Unidos, estabelece um novo paradigma de organização da pesquisa científica porque propõe uma visão integrada da atividade de pesquisa com a transferência do conhecimento gerado para o setor público e privado e a educação em diferentes níveis, do treinamento de alunos e professores a cursos de pós-graduação.

Os Centros podem estabelecer parcerias com a indústria ou organizações responsáveis pela implantação de políticas públicas e estimular a formação de pequenas empresas que utilizem os resultados da pesquisa.

Mais informações: www.fapesp.br/cepid