Observatório da Inovação e Competitividade

Site do Observatório da Inovação da USP, uma iniciativa do IEA/USP, coordenado pelos Professores Glauco Arbix e Mário Salerno.

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4º Open Innovation Seminar

segunda-feira, outubro 17th, 2011

Agência FAPESP – O Centro de Open Innovation, em parceria com o Centro de Referência em Inovação (CRI) da Fundação Dom Cabral, realizará, nos dias 23 a 25 de novembro, o 4º Open Innovation Seminar.

O evento é voltado a profissionais ligados às áreas de inovação, formuladores de políticas públicas, gestores de escritórios de transferência de tecnologia e executivos das áreas de estratégia, criação de novos negócios, tecnologia, marketing, propriedade intelectual e recursos humanos, entre outros.

Com o tema “Crescimento sustentável apoiado em redes de inovação”, a programação do seminário será composta por palestras, cursos e arenas de inovação para exposição de casos e debates sobre desafios nos setores público e privado.

“Redes e comunidades de inovação: tendências e cenários”, “Redes de inovação e inovação colaborativa no cenário brasileiro” e “Inovação em redes setoriais e cadeias produtivas” são alguns temas que serão discutidos durante o evento.

Henry Chesbrough, professor da Haas School of Business da Universidade da Califórnia em Berkeley, que cunhou o termo inovação aberta em 2003, estará disponível durante o seminário para o aconselhamento de empresas e para participação em eventos in company.

O seminário será realizado no Hotel Grand Hyatt, localizado na Av. das Nações Unidas, nº 13.301.

Mais informações e inscrições: www.openinnovationbrasil.ning.com.

Seminário Inova São Paulo

sexta-feira, outubro 14th, 2011

Agência FAPESP – Em 29 de novembro será realizado o Seminário Inova São Paulo – Rede Paulista de Propriedade Intelectual (PI) e Transferência de Tecnologia (TT), na sede da FAPESP, em São Paulo.

O evento é coordenado pelo Projeto Inova São Paulo – que conta com a participação de universidades estaduais paulistas e federais, além de centros de pesquisas – e tem como objetivo principal iniciar o processo de consolidação de uma rede, sem fins lucrativos, que se chamará Rede Paulista de PI e TT.

A rede será voltada ao fortalecimento de iniciativas que visem à proteção da propriedade intelectual, a geração e a transferência de tecnologia e a promoção da inovação no Estado de São Paulo.

Direcionado aos profissionais de núcleos de inovação tecnológica ou de departamentos ligados à inovação de instituições científico-tecnológicas (ICTs) paulistas, públicas e privadas, o encontro terá a participação de representantes do governo, da FAPESP, do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), da Rede Mineira de Propriedade Intelectual e de gestores do Inova São Paulo.

A programação do seminário conta com palestras e mesas-redondas, nas quais serão apresentadas experiências e resultados de projetos, além da discussão sobre como fortalecer o sistema de inovação e de propriedade intelectual em São Paulo.

A conferência de abertura será ministrada por Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, e por Roberto de Alencar Lotufo, diretor da Inova Unicamp, agência de inovação da Universidade Estadual de Campinas.

Mais informações e inscrições: seminario.inovasaopaulo.org

FAPESP e CNRS lançam chamada para biênio 2012-2013

segunda-feira, outubro 10th, 2011

Agência FAPESP – A FAPESP e o Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), da França, lançam chamada para seleção de propostas de intercâmbio de pesquisadores entre o Estado de São Paulo e a França no biênio 2012-2013, no âmbito do acordo de cooperação científica entre as instituições.

Pela FAPESP, poderão se inscrever pesquisadores responsáveis por projetos vigentes nas modalidades Auxílio à Pesquisa – Regular e Projetos Temáticos ou por auxílios desenvolvidos no âmbito dos programas Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes e Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID). Pelo lado francês, poderão participar pesquisadores que trabalham em instituições de pesquisa daquele país e que possam receber apoio do CNRS.

A Chamada FAPESP 26/2010 está aberta a propostas em todas as áreas de conhecimento científico e tecnológico. Cada projeto deverá ter a duração de, no máximo, 24 meses. A vigência dos processos que vierem a ser aprovados deverá ser, obrigatoriamente, entre 1º de janeiro de 2012 e 31 de dezembro de 2013.

As propostas serão recebidas até o dia 16 de novembro de 2011 e devem ser apresentadas simultaneamente pelo pesquisador do Estado de São Paulo à FAPESP e pelo seu colaborador da França ao CNRS.

A FAPESP e o CNRS apoiarão com recursos de até sete mil euros anuais, pela vigência estabelecida na concessão, destinados necessariamente e exclusivamente a despesas de mobilidade (passagens, diárias e seguro-saúde).

Os auxílios concedidos como resultados da chamada não dispõem de Reserva Técnica. Somente as propostas aprovadas por ambas as partes serão financiadas.

Mais informações sobre a chamada: www.fapesp.br/acordos/cnrs

Nanotecnologias: da ciência ao mundo dos negócios

terça-feira, setembro 27th, 2011

Agência FAPESP – O Workshop Nanotecnologias: da ciência ao mundo dos negócios será realizado no dia 3 de outubro, em São Bernardo do Campo (SP).

O evento tem por objetivo estimular a interação entre empresas e a comunidade acadêmica na área de nanotecnologia e é voltado a pesquisadores, empresários de inovação e nanotecnologia, além de estudantes de áreas afins.

A promoção é dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

A programação do encontro inclui, durante a manhã, apresentações de painéis em que serão debatidos gargalos, demandas e recomendações de cientistas sobre a pesquisa e desenvolvimento em nanotecnologia.

No período da tarde serão realizadas cinco discussões simultâneas em áreas temáticas, com participação de pesquisadores de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) e de redes de cooperação de pesquisa em nanotecnologia.

Mais informações e inscrições: workshopnano.abdi.com.br

Inovaday

quarta-feira, julho 20th, 2011

Agência FAPESP – No dia 29 de julho, a Secretaria de Gestão Pública do Estado de São Paulo realizará o Inovaday. O evento terá como tema o uso das redes sociais em governo e irá abordar as cidades inteligentes, inovação e qualidade de vida nas regiões metropolitanas.

A programação do encontro inclui a palestra “O uso virtuoso das redes sociais no governo”, que será ministrada por Marcelo Marzola, presidente da Predicta, empresa de marketing on-line; estudo de caso pelo professor Fernando Nogueira, da Fundação Getúlio Vargas; apresentação de uma ferramenta social para uso imediato e debates.

O Inovaday terá início às 9h, no Auditório do Mezanino do Edifício Cidade 1, localizado na R. Boa Vista, nº 170, Centro, São Paulo.

Mais informações e inscrições: inovaday.igovsp.net

Avanços e desafios

sábado, julho 9th, 2011

Por Fabrício Marques

Revista Pesquisa FAPESP – O panorama da ciência, da tecnologia e da inovação no Estado de São Paulo sofreu transformações nos anos recentes, com a ampliação, por exemplo, do esforço das empresas em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Em 2008 o setor privado paulista empregava 53% dos pesquisadores em atividade no estado, ante 45% em 1995.

A contribuição de São Paulo para a produção mundial de ciência também avançou, passando de 0,82% em 2002 para 0,94% em 2006, resultado de um crescimento de 41,4% do número de artigos científicos publicados em revistas indexadas no período. A taxa de analfabetismo caiu de 6,6% para 5% no estado entre 1998 e 2006, embora os índices que medem a qualidade do ensino básico tenham evoluído pouco.

Nas universidades nunca houve tantas vagas oferecidas, sobretudo no setor privado, onde faltam candidatos para preenchê-las. O resultado é um elevado aproveitamento de egressos do ensino médio pelas universidades, maior que o de muitas nações desenvolvidas: de 81% em São Paulo e de 71% no Brasil, além de uma inesperada taxa de concluintes do ensino superior que, no Brasil, é maior que a de países como Argentina, México e Chile, e, em São Paulo, é maior que a da Espanha.

Tais índices são alguns dos destaques da nova edição dos Indicadores de ciência, tecnologia e inovação em São Paulo – 2010, que a FAPESP lança no próximo mês, uma radiografia detalhada do avanço de P&D no estado de São Paulo nos últimos anos.

Composta por 12 capítulos, a obra tem quase 900 páginas. É a terceira vez que a FAPESP lança os Indicadores, um programa que responde a um dos objetivos da Fundação que é o de “promover periodicamente estudos sobre o estado geral da pesquisa em São Paulo e no Brasil, identificando os campos que devam receber prioridade de fomento”, como está descrito nos seus estatutos.

“É nesse contexto que se insere a publicação destes Indicadores, que se constituem instrumento de grande valia para formular e avaliar as políticas públicas relativas à ciência e à pesquisa tecnológica”, escreveu o presidente da FAPESP, Celso Lafer, na apresentação da obra.

“Uma equipe de 69 especialistas, entre coordenadores, pesquisadores e auxiliares de pesquisa, fez um trabalho excepcional, levantando e qualificando cuidadosamente os dados usados a partir de fontes frequentemente heterogêneas, e realizando um trabalho analítico detalhado e preciso”, diz o diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz. “Cada capítulo foi lido e criticado pelos 36 assessores técnicos e debatido em sucessivas versões com a equipe de coordenação executiva, liderada pelo professor Wilson Suzigan”, completa.

Cálculos feitos pelos pesquisadores mostram, no capítulo 3, que o dispêndio total em P&D em São Paulo atingiu, em 2008, R$ 15,5 bilhões, o equivalente a 1,52% do PIB estadual. Esse percentual é superior ao de países como Espanha, Portugal, Itália, Irlanda, China e Índia, e de todos os países da América Latina, mas inferior ao de Canadá, Reino Unido, França, Taiwan, e à média dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que é de 2,3% do PIB regional.

O dispêndio total do Brasil chegou a R$ 34,2 bilhões em 2008, com intensidade de 1,14% do PIB. A maior parte (63%) dos investimentos no Estado de São Paulo foi realizada pelo setor privado.

“Esse é mais um traço marcante da economia paulista, mais industrializada do que a de outras unidades da federação, tendo as empresas na liderança do esforço de investimento em P&D”, informa o capítulo 3, escrito sob a coordenação de Carlos Henrique de Brito Cruz e dos economistas José Roberto Rodrigues Afonso, do BNDES, e Sinésio Pires Ferreira, da Fundação Seade.

A composição dos gastos em P&D em São Paulo se distingue da de outros estados e da média brasileira. Apenas 13% desses dispêndios em São Paulo têm origem federal, enquanto nos demais estados a parcela chega a 53%. Já o dispêndio do governo estadual em São Paulo chega a 24%, ante 8,4% no conjunto das demais unidades da federação.

Por fim, o gasto privado equivale a 63% do total em São Paulo, ante 38% nos outros estados. A tendência vem se acentuando. O dispêndio empresarial paulista cresceu 37% em 2008 em comparação a 1995, em valor real (corrigido pelo IGP-DI). No mesmo período, o dispêndio do governo estadual cresceu 47%, enquanto o federal avançou apenas 3%.

Indicador de mudança

O Estado de São Paulo contava com quase 63 mil pesquisadores em 2008, contingente 66% maior do que o estimado para 1995. Uma novidade é a ampliação das oportunidades de trabalho no setor privado. Embora as instituições de ensino superior abriguem grande parte desse contingente (42%), foi o número de pesquisadores empregados em empresas que mais cresceu no período (96%), fazendo sua participação no total passar de 45% em 1995 (com 17.133 pesquisadores) para 53% em 2008 (com 33.528).

“A constatação de que as próprias empresas estão ampliando seus contingentes de pesquisadores é, em si, indicador de mudança importante do comportamento empresarial, que, ao que tudo indica, começa a considerar inovação tecnológica como elemento importante de suas estratégias de concorrência e crescimento”, informa o texto.

Considerando o número de pesquisadores por milhão de habitantes, a situação de São Paulo é ligeiramente superior à da China, Argentina, México e do total do Brasil, mas é inferior à de nações com os quais o país precisa competir, caso da Espanha, Rússia e Coreia do Sul. “É fundamental uma estratégia para que o número de pesquisadores no Estado de São Paulo aumente substancialmente nos próximos anos. (…) Para o caso do Brasil, o desafio é maior ainda”, conclui.

Em 2006, 28% dos 21,4 milhões de brasileiros com elevado nível de qualificação residiam em São Paulo. Os números, embora respeitáveis, perdem parte do brilho quando são relacionados à população economicamente ativa: 20,4% para o Brasil e 25,2% para São Paulo.

Na Espanha, por exemplo, essa parcela chega a 37,6%. Curiosamente, tanto no Brasil quanto no Estado de São Paulo o número de pessoas em ocupações com elevada qualificação era bem maior que o de pessoas com nível superior, o que indica um déficit educacional da força de trabalho mais qualificada.

“Ao mesmo tempo, notou-se que parcela expressiva dos indivíduos com nível de escolaridade superior insere-se em ocupações com exigências de qualificação aparentemente inferiores à adquirida em sua formação escolar. Ou seja, está-se diante de um aparente paradoxo: há cada vez mais pessoas tituladas no ensino superior, mas, em simultâneo, há carência de profissionais qualificados”, observa o estudo.

Leia o texto completo em: www.revistapesquisa.fapesp.br/?art=4477&bd=1&pg=1&lg=

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