Observatório da Inovação e Competitividade

Site do Observatório da Inovação da USP, uma iniciativa do IEA/USP, coordenado pelos Professores Glauco Arbix e Mário Salerno.

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BBEST: Não há mais limitações técnicas para produzir combustível renovável em larga escala

terça-feira, agosto 30th, 2011
Guilherme Gorgulho

Pesquisadores reunidos na primeira edição da Conferência Brasileira de Ciência e Tecnologia em Bioenergia (Brazilian Bioenergy Science and Technology Conference – BBEST), que aconteceu em Campos do Jordão (SP), entre 14 e 18 de agosto, defenderam que não existem mais limitações técnicas para a produção de combustíveis renováveis em larga escala nem escassez de terra no mundo para transformar o atual sistema global de produção de energia em um modelo baseado na sustentabilidade. Segundo especialistas brasileiros e estrangeiros ouvidos pela reportagem de Inovação Unicamp durante o congresso, a questão essencial é coordenar políticas públicas em âmbito internacional para que o modelo baseado no uso intensivo de derivados de petróleo seja substituído por alternativas mais limpas e economicamente viáveis.

Com mais de 600 pessoas, evento em Campos do Jordão contou com apresentações de 27 conferencistas de 9 países Com a participação de mais de 600 pessoas, o evento contou com apresentações de 27 conferencistas de nove países, além de palestras de pesquisadores de universidades, institutos e empresas brasileiras. A integração entre países em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias e na definição de modelos de produção foi um dos pontos principais das mesas redondas, plenárias e sessões paralelas do BBEST. O consenso de que não será possível modificar a matriz energética mundial nas próximas décadas sem um esforço coletivo e integrado entre as nações e blocos econômicos esteve presente em várias das manifestações de brasileiros, norte-americanos e europeus. Mesmo que grande parte dos governos tenha despertado para a necessidade de modificação nas políticas energéticas nos últimos anos, e que as grandes empresas do setor energético estejam dedicando mais espaço em suas estratégias para introduzir ou ampliar a produção de combustíveis renováveis em seu portfólio, ainda existe muito a ser feito para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera rumo a uma “economia verde”, afirmam os especialistas.

Bruce Dale, da Universidade Estadual de Michigan, apresentou no BBEST os resultados de sua pesquisa para desenvolver novas formas de pré-tratamento químico da lignocelulose para a produção de biocombustíveis de segunda geração. O sistema AFEX (Ammonia Fiber Expansion) emprega a amônia para a quebra da parede celular de diferentes matérias-primas, seja bagaço de cana-de-açúcar, palha de arroz ou milho, o que reduz os custos e melhora o rendimento na conversão de biomassa em combustível. Em entrevista a Inovação Unicamp, Dale afirmou que o uso intensivo de derivados de petróleo nas últimas décadas exigirá várias décadas para que haja uma mudança e uma maior aceitação dos biocombustíveis na sociedade, mas considera que já houve muitas melhoras.

“É principalmente uma questão de percepção pública. Acho que grandes partes do mundo, principalmente os tomadores de decisões dos países mais influentes no hemisfério norte, realmente não sabem o importante papel que os biocombustíveis podem exercer”, destacou Dale. Para o professor do Departamento de Engenharia Química e Ciência de Materiais da Universidade Estadual de Michigan, a noção de que não há terras disponíveis para o incremento da produção de culturas para a indústria de biocombustíveis é comum em países altamente industrializados, mas há milhões de hectares agricultáveis ainda no mundo. “Esse é nosso trabalho, como educadores, de mostrar às pessoas que realmente nós temos milhões de hectares que podem ser cultivados, ter sua qualidade melhorada, para que possamos fornecer alimento e ração para os animais e oferecer trabalho para milhões de pessoas”, concluiu Dale, elogiando o modelo brasileiro de produção de etanol de cana-de-açúcar e a exportação da tecnologia para países como Colômbia e África.

O engenheiro químico Luuk van der Wielen, professor do Departamento de Biotecnologia da Universidade Técnica de Delft, na Holanda, participou de uma mesa redonda no BBEST sobre políticas para uma economia baseada nos biocombustíveis. Van der Wielen também é diretor do BE-Basic (Bio-based Ecologically Balanced Sustainable Industrial Chemistry), um consórcio público-privado holandês, criado em 2010, para pesquisa e desenvolvimento da indústria química, com grande foco em inovação tecnológica e em parcerias internacionais, principalmente com Brasil, Estados Unidos, Malásia e Vietnã.

Em entrevista a Inovação Unicamp, o pesquisador holandês afirmou que o Brasil é muito bem-sucedido com seus sistemas de produção agroindustriais de grande escala no setor de biocombustíveis, apesar de necessidade de aprimoramentos. Segundo Van der Wielen, o Brasil pode ensinar muito ao restante do mundo sobre a sustentabilidade nos biocombustíveis, muito mais do que aprender a partir de outros modelos. “Em âmbito global, é necessária uma maior concordância sobre o que sustentabilidade realmente significa, para que todos concordem com os mesmos parâmetros. Isso significa que existe a necessidade de um compromisso, do Brasil e de outros países, para alcançar padrões que sejam realistas e praticáveis”, disse.

O BE-Basic desenvolve um trabalho em parceria atualmente com países do sudeste asiático, principalmente na cadeia do óleo de palma para a geração de biodiesel, mas esse setor esbarra ainda no problema da competição entre alimentos e biocombustíveis. Van der Wielen ressalta, no entanto, que as cadeias de produção de países como Malásia e Indonésia não podem ser consideradas sustentáveis, pois o grau de integração nas lavouras de palma é baixo, se comparado com a da cadeia sucroalcooleira brasileira. Por isso, o BE-Basic deve convidar em breve pesquisadores do Brasil para compartilhar suas experiências em um workshop com parceiros do convênio holandês na Malásia.

Questionado sobre se existiria a necessidade do estabelecimento de uma nova instância de decisões internacionais sobre a sustentabilidade da produção de bioenergia no mundo, o professor da Universidade Técnica de Delft concordou que essa seria uma possibilidade para integrar as políticas dos países para um objetivo comum. “A escala na qual nós precisamos concordar sobre a sustentabilidade é global. Mesmo que tenhamos grandes empresas globais sensíveis ao problema, como as petrolíferas, elas nunca serão capazes de alcançar todos os setores.” Para ele, não se trata de discutir os parâmetros sobre a sustentabilidade apenas da cana ou do milho para produzir etanol, já que há várias outras culturas importantes e cadeiras de produção de alimentos envolvidas.

“Nós precisamos de algo chamado condições de concorrência equitativas, que é basicamente todos terem o mesmo tipo de opinião sobre o que é ser sustentável e que tenhamos um sistema de cálculo sobre a metodologia que seja comum em todo o mundo”, explicou Van der Wielen, indicando que talvez algum braço executivo da Organização das Nações Unidas (ONU) possa exercer algum papel para equalizar as diferenças e estruturar a produção mundial de biocombustíveis sustentáveis. “Ainda não está claro que organização deveria liderar esse movimento, mas está claro que não deverá ser apenas um desenvolvimento no âmbito do mercado livre, isso está além do que indústrias sozinhas ou grupos de indústrias podem organizar.”

Dados da Agência Internacional de Energia mostram que 88% do consumo de energia no mundo vêm dos combustíveis fósseis e que apenas 10% da energia consumida são originados a partir de biocombustíveis, principalmente para aquecimento doméstico, transporte e indústria. Apenas no setor de transportes, os biocombustíveis líquidos — dos quais o etanol representa 90% — atendem a somente 3% da demanda do consumo mundial, em um mercado ainda fortemente concentrado na produção de etanol de Estados Unidos e Brasil, com uma parcela menor de biodiesel. Os dados, apresentados no BBEST pelo professor Luiz Augusto Horta, da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), revelam o potencial inexplorado dos combustíveis renováveis na maior parte do mundo e mostram a necessidade de se estabelecer novas políticas e estratégias na esfera internacional para viabilizar o desenvolvimento da bioenergia.

Horta destacou em sua apresentação que o custo da produção de etanol de cana caiu cerca de 30% nas últimas três décadas, sendo que no Brasil a agroindústria do etanol emprega seis vezes mais do que a indústria de petróleo, gerando empregos e benefícios sociais. Grande parte desse movimento foi estimulada por políticas públicas, como a adoção da mistura de álcool na gasolina vendida no Brasil desde 1931 — no início, limitada a 5%, mas que progressivamente foi aumentando após a crise do petróleo, na década de 1970 —, destacou o professor da Unifei. “Estou convencido de que as razões econômicas, sociais e ambientais são suficientes para justificar a adoção dessas políticas públicas. Mas como promover a bioenergia? Neste caso, o papel do governo é absolutamente decisivo”, declarou Horta. Segundo ele, há vários exemplos de países com condições similares que tiveram sua indústria de biocombustíveis bem desenvolvida ou estagnada a partir das opções estratégicas adotadas pelos respectivos governos.

O professor Lee Lynd, do Dartmouth College, nos Estados Unidos, abordou em sua palestra no BBEST as estratégias para se conciliar a produção de bioenergia em grande escala com outras prioridades, como a preservação ambiental e a produção de alimentos no mundo. Lynd prevê que, em um futuro próximo, os biocombustíveis deverão fornecer pelo menos um terço da demanda de energia para o setor de transportes no mundo. Apesar das diferentes opiniões sobre a exequibilidade e a necessidade de uma produção em larga escala no mundo, diz o pesquisador norte-americano, há uma “necessidade urgente” de maior clareza sobre como e se será possível produzir biocombustíveis em uma proporção suficiente para atender os desafios presentes face ao crescimento populacional.

“Apesar das preocupações com as questões sobre uso da terra, surgem várias ‘alavancas’ que podem permitir uma produção de bioenergia em larga escala nas terras disponíveis sem diminuir a produção de alimentos e com impactos positivos ou neutros no meio ambiente”, defendeu Lynd, citando, entre outros fatores, a intensificação do uso de pastagens e o plantio de culturas voltadas para a produção de energia em áreas impróprias para culturas de alimentos.

Nova descoberta

Em entrevista a Inovação Unicamp, Lynd falou sobre os resultados de uma pesquisa sua publicada em agosto no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), sobre a descoberta de um gene isolado no microorganismo Clostridium thermocellum que melhora a produção de etanol celulósico. Segundo Lynd, que também é um dos donos da empresa Mascoma, a pesquisa — realizada em parceria com o Laboratório Nacional de Oak Ridge e o Departamento de Energia dos EUA — encontrou um gene que sozinho pode dobrar a tolerância dessa bactéria para a produção de etanol a partir de biomassa. “Até agora as pessoas pensavam que a tolerância ao etanol era determinada por muitos e muitos genes”, explicou Lynd. O pesquisador afirmou que esse microorganismo apresenta vários traços característicos, como usar a celulose da biomassa de uma maneira muito eficiente para a liberação de açúcares, mas que até agora não tinha uma capacidade de produção de etanol muito grande. “Se pudermos melhorar sua tolerância ao etanol, poderemos superar sua limitação, o que talvez seja um caminho para uma tecnologia mais barata.”

“Por que analisar a estrutura produtiva brasileira sob a ótica da tecnologia e do conhecimento?” – Com Carlos Torres Freire

quarta-feira, novembro 3rd, 2010

Caros(as),

No dia 08/11, próxima segunda feira, contaremos com a presença de Carlos Torres Freire (Doutorando em Sociologia/USP e Pesquisador do Cebrap)  apresentando sua pesquisa: Por que analisar a estrutura produtiva brasileira sob a ótica da tecnologia e do conhecimento?”.

O evento ocorrerá das, 11hs às 12h30, no auditório do IEA/USP, Prédio da Reitoria (clique aqui para ver como chegar). Também será transmitido pelo site: www.iea.usp.br/aovivo e perguntas poderão ser enviadas pelo e-mail iearesponde@usp.br

Aproveitamos para encaminhar um artigo do Prof. Glauco Arbix, Coordenador do Observatório, sobre a eleição de Dilma Rousseff: http://www.project-syndicate.org/commentary/arbix2

Um abraço,

Equipe do OIC.

Open Letter on Climate Change

sexta-feira, setembro 17th, 2010

Written by Anthony Giddens & Martin Rees (Policy Network)

We address this letter to political and business leaders and to the wider public.This year has seen outbreaks of extreme weather in many regions of the world. No-one can say with certainty that events such as the flooding in Pakistan, the unprecedented weather episodes in some parts of the US , the heat-wave and drought in Russia, or the floods and landslides in Northern China, were influenced by climate change. Yet they constitute a stark warning. Extreme weather events will grow in frequency and intensity as the world warms.

No binding agreements were reached at the COP 15 meetings in Copenhagen last December. Leaked emails between scientists at the University of East Anglia, claimed by critics to show manipulation of data, received a great deal of attention – as did errors found in the volumes produced by the Intergovernmental Panel on Climate Change of the UN (IPCC). Many newspapers, especially on the political right, have carried headlines that global warming has either stopped or is no longer a problem.

It cannot be emphasized too strongly that the core scientific findings about humanly-induced climate change and the dangers it poses for our collective future remain intact. The most important relevant fact is based on uncontroversial measurements: the carbon dioxide (CO2) concentration in the atmosphere is higher than it has been for at least the last half-million years. It has risen by 30% since the start of the industrial era, mainly because of the burning of fossil fuels. If the world continues to depend on fossil fuels to the extent it does today, CO2 will reach double pre-industrial level within the next half-century. This build-up is triggering long-term warming, the physical reasons for which
are well-known and demonstrable in the laboratory.

Data from the National Oceanic and Atmospheric Administration of the US show that 2010 is set to be the warmest year globally since their records began in 1880. June 2010 was the 304th consecutive month with a land and ocean temperature above the twentieth-century average. A report produced by NOAA in 2009 analysed findings from some 50 independent records monitoring temperature change, involving 10 separate indices. All 10 indicators showed a clear pattern of warming over the past half-century.

A renewed drive is demanded to wake the world from its torpor. The
catastrophic events noted above should provide the stimulus. The floods in Pakistan have left some 20 million people homeless. Pakistan cannot be left to founder – but neither can other poor countries, many of which are vulnerable to catastrophic weather events. World leaders should expedite and accelerate the discussions currently under way to provide large-scale funding for poorer countries to develop the infrastructure to cope with future weather shocks.

The United States and China are far and away the biggest polluters in the world, contributing well over 40% of total global emissions. The EU is pursuing progressive policies in containing the carbon emissions of its member states. Yet whatever the EU and the rest of the world does, if the US and China do not alter their current policies there is little or no hope of containing climate change. The United States has 4% of the world’s population but churns out fully 25% of the world’s carbon emissions. With or without federal legislation, the United States must assume a greater leadership role in world efforts to curb climate change.
President Obama should reassert that containing climate change is one of the highest priorities of his administration. Positive initiatives are happening at the level of local communities, third sector organisations, cities and states. These groups must exert pressure on many different levels to promote a significant reduction in the country’s emissions.

China’s leaders show increasing awareness of how vulnerable the country is to climate change, and are investing in renewable technologies and nuclear power on a substantial scale. However China’s carbon emissions are steadily increasing. China has the right and the need to develop, but much clearer plans than seem to exist at present are needed to show how the country intends to move away from
its existing high-carbon path. The Chinese leadership should formulate such plans, make them public and open them up for international scrutiny. The current emphasis upon improving energy efficiency is important, but nowhere near enough to seriously chart such a path. Russia is the third largest emitter of greenhouse gases after the United States and China. President Medvedev has proposed targets the country should adopt, but as they stand they are empty.
Calculated against a 1990 baseline, they are accounted for simply by the decline of the country’s uncompetitive heavy industries.

Above all a renewed impetus to international collaboration is required. The meetings of the UN at Cancun in December at the moment carry little promise of initiating policies on the scale needed. The US, China, the EU and other major states such as Brazil and India, with due attention paid to the interests of smaller nations, should work together to try to introduce a greater sense of urgency into the process. Finally, limiting carbon emissions won’t happen solely through regulation and target-setting – innovation, social, economic and technological -
will be central. Enlightened business leaders should step up their attempts at to this end. The rewards, after all, are huge. The actions needed to counter this threat – the transition to a lifestyle dependent on clean and efficient energy – will create manifold new economic opportunities.

Anthony Giddens
Martin Rees

Anthony Giddens is former Director of the LSE and a Fellow of King’s College, Cambridge. He is the author of The Politics of Climate Change.

Martin Rees is Master of Trinity College, Cambridge and is currently President of the Royal Society, London. He was the BBC Reith Lecturer in 2010.

Faça o Download do PDF: http://www.observatoriousp.pro.br/wp-content/uploads/Giddens-Open-Letter1.pdf

Por uma política de inovação tecnológica

terça-feira, outubro 27th, 2009

Artigo de Glauco Arbix, João Alberto De Negri e Evando Mirra de Paula e Silva publicado no Estadão em 07/10/2009. Clique aqui para ler.

Inovação: uma agenda de desenvolvimento para o Brasil

sexta-feira, outubro 23rd, 2009

O Observatório parte da concepção de que é preciso ampliar os processos de diálogo entre o setor público e privado no sentido de promoção da inovação. É preciso reconhecer que há vida inteligente no mundo empresarial. Que após o ciclo desenvolvimentista nasceram empresas empreendedoras, afeitas a um mercado mais aberto, que incorporaram nas suas estratégias a qualidade e as exportações, e que assumem riscos maiores com a internacionalização de seus ativos.

Nesse contexto, os professores Glauco Arbix (Departamento de Sociologia – USP) e Mario Salerno (Departamento de Eng. de Produção da POLI) decidiram projetar um pólo aglutinador de competências e capaz de articular e desenvolver análises sobre o processo de inovação na economia brasileira. Assim surgiu o projeto do Observatório da Inovação e Competitividade, apresentado ao Conselho Deliberativo do IEA em março de 2007. O lançamento da iniciativa ocorreu em outubro do mesmo ano.

No seu curto período de existência, tem realizado pesquisas sobre a iniciativa empresarial e atuado de forma propositiva em conjunto com diversas instituições públicas, como a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI); o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA); o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), entre outras instituições.

Ao mesmo tempo, mantém fortes laços com os setores mais dinâmicos da comunidade acadêmica, organizando debates semanais na sede do IEA/USP onde são apresentadas pesquisas atuais relacionadas aos desafios para o desenvolvimento do país.

O Observatório constitui-se, desse modo, num espaço de pesquisa rigorosa e de debates propositivos para uma maior dinamização e competitividade da economia brasileira.