Observatório da Inovação e Competitividade

Site do Observatório da Inovação da USP, uma iniciativa do IEA/USP, coordenado pelos Professores Glauco Arbix e Mário Salerno.

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IBM premia pesquisas

sexta-feira, outubro 21st, 2011

Professor da USP e doutorandos do ITA e da PUC-RS
são selecionados pela IBM do Brasil para receber
auxílio a pesquisas nas áreas de matemática e de computação

Por Elton Alisson

Agência FAPESP – Carlos Humes Junior, professor do Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da Universidade de São Paulo (USP), e dois estudantes de pós-graduação receberão auxílios à pesquisa da IBM no Brasil por trabalhos nas áreas de matemática e computação.

Humes Junior foi um dos selecionados no IBM Faculty Award 2011 pelo projeto “Modelos matemáticos para a indústria de serviços”. As distinções foram anunciadas em cerimônia no dia 5 de outubro, em São Paulo.

Baseado em estudos que Humes Junior iniciou na década de 1970, durante doutorado na Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, o projeto visa aplicar modelos matemáticos para otimizar operações de redes de computadores e de sistemas nas indústrias de serviços, como em bancos e call centers, por exemplo.

“Essas questões foram estudadas fortemente na década de 1970 e estão retornando com força agora. Pretendemos continuar realizando pesquisas nessa área usando um pouco da minha experiência em aplicações de teoria da otimização em redes de computadores e de sistemas”, disse Humes Junior à Agência FAPESP.

Por sua vez, Julio Cezar Silveira Jacques Junior, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação da Faculdade de Informática da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, e Juliana Bezerra, doutoranda da Divisão de Ciência da Computação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), foram escolhidos para receber o IBM Ph.D Fellowship Award 2011 por suas pesquisas, respectivamente, sobre “Segmentação humana em imagens fixas” e “Comunidades virtuais auto-organizadas: mecanismos de resposta a conflitos e de motivação.

Segundo a IBM do Brasil, o IBM Faculty Award premia anualmente professores de “universidades renomadas em todo o mundo que atuam na criação de ciência e tecnologia que tornem o mundo mais inteligente”. O prêmio tem por objetivo estimular a colaboração entre a academia e a indústria, em áreas de interesse estratégico da IBM.

O processo de seleção envolve projetos apresentados por centenas de professores pertencentes às melhores universidades do mundo, e o recebimento do auxílio é o reconhecimento da relevância e provável impacto da pesquisa do professor agraciado, segundo a empresa.

Já o IBM Ph.D. Fellowship é uma bolsa direcionada a doutorandos que realizam estudos sobre questões que contribuam para a solução de problemas de interesse da empresa e que representem contribuições científicas significativas para as áreas de ciência da computação, engenharia elétrica e de materiais, ciências físicas, matemática e ciência de serviços.

As bolsas são concedidas anualmente para doutorandos com atuação acadêmico-científica de destaque em todo o mundo, selecionados por meio de um processo global de seleção altamente competitivo.

O auxílio e as bolsas foram entregues durante o primeiro Colóquio Técnico-Científico realizado pela empresa pela primeira vez no Brasil como parte da celebração de seu centenário.

Promovido pelo laboratório brasileiro da divisão de pesquisa da companhia, o evento foi dedicado à principal linha de pesquisa do laboratório – a exploração de recursos naturais, em especial, petróleo e gás, recursos minerais e agricultura.

RERS 2011: estudo sobre educação francesa

segunda-feira, outubro 10th, 2011

Postado por: CenDoTeC

O estudo « Repères et références statistiques sur les enseignements, la formation et la recherche », RERS, traz dados estatísticos sobre o sistema de ensino e de pesquisa francês, divididos em mais de 180 temáticas, constituindo referências para a reflexão sobre a evolução do sistema educacional francês. A publicação é anual, realizada pela direção de avaliação, prospectiva e desempenho do ministério francês de educação.

A pesquisa referente a este ano foi publicada em setembro e está disponível online. Ela está dividida nas seguintes temáticas:

    • Sistema educacional – este capítulo introdutório traz dados sintéticos sobre o sistema de ensino francês.
    • Estabelecimentos – descrição dos estabelecimentos de ensino pelo tamanho, número médio de alunos por classe, se pertencentes ao setor público ou privado.
    • Alunos de primeiro nível – trata das escolas maternais e elementares. Os alunos são descritos segundo idade e gênero, nível de ensino e repartição territorial. São abordados em particular a escolarização de crianças com deficiência e o ensino de línguas estrangeiras.
    • Alunos do segundo nível – apresenta as estatísticas da população escolar do ensino secundário levando em conta características sociodemográficas dos estudantes, os cursos e sua repartição territorial. Trata detalhadamente das trajetórias escolares dos alunos.
    • Aprendizes – descreve os centros de formação de aprendizes a partir das características sociodemográficas de seus alunos, distribuição territorial e níveis de diplomas.
    • Estudantes – aborda o ensino superior e inclui uma pesquisa a respeito das trajetórias de graduandos de 2008. Este capítulo também apresenta dados sobre a procedência de estudantes estrangeiros na França.
    • Formação continuada – analisa a formação ao longo da vida compreendida em número de estágios, nível de ensino, número de certificados obtidos e financiamentos.
    • Resultados, diplomas e inserção – traz uma avaliação de competências dos alunos que terminaram o ensino elementar ou secundário, bem como dos estudantes que conquistaram o diploma, abordando suas perspectivas de inserção profissional.
    • Profissionais – neste capítulo os profissionais de ensino são descritos segundo status, estabelecimento de exercício, repartição territorial, domínio de intervenção (ensino, administração, enquadramento) e atuação no setor público ou privado. Também são analisados os concursos de recrutamento e a mobilidade de professores dentro da França.
    • Orçamento, custos e financiamento – expõe os custos da educação mostrando a evolução do orçamento, o modo como é repartido, os custos médios por aluno, as bolsas e auxílios sociais.
    • Pesquisa e desenvolvimento – apresentados do ponto de vista do quadro de pesquisadores, das despesas internas e externas e da repartição do orçamento entre atores privados e públicos.
    • Ultramar – apresenta de maneira detalhada as estatísticas educacionais referentes aos departamentos de ultramar como Nova Caledônia, Antilhas e Guiana Francesa e Polinésia Francesa.

Além do estudo, o site disponibiliza as várias tabelas estatísticas analisadas e links interessantes para quem quer se aprofundar no assunto.

Sobre o ensino superior na França,  especificamente, há um estudo anual intitulado ” O estado do ensino superior e da pesquisa na França” . Realizada pelo Ministério de Ensino Superior e Pesquisa, traz dados estatísticos sobre a entrada no ensino superior, o perfil dos estudantes, financiamento e recursos, percurso e sucesso educacional, nível de estudo e inserção profissional. A versão 2010 está disponível online.

Acesse: http://www.education.gouv.fr/cid57096/reperes-et-references-statistiques.html

Informação científica e técnica em livre acesso: pesquisa e monitoração

segunda-feira, outubro 10th, 2011

Postado por: CenDoTeC

O blog francês My Science Work publicou em 5/9/11 um dossiê apresentando uma série de ferramentas que podem facilitar a pesquisa de documentos e o planejamento de uma monitoração da informação científica e técnica em livre acesso.

Segundo o autor, Hans Dillaert, a informação científica e técnica em livre acesso constitui um importante acervo complementar às plataformas pagas que as bibliotecas colocam à disposição dos pesquisadores; cerca de 20% dos artigos científicos são hoje acessíveis gratuitamente.

Além de orientações de como preparar a pesquisa e a monitoração, o dossiê apresenta alguns dos principais repositórios de informações científicas e plataformas editoriais em livre acesso, bem como motores de busca multirrecursos, capazes de localizar documentos simultaneamente em diversos repositórios.

Confira também alguns dos repositórios franceses em livre acesso na seção “Arquivos abertos” dos Recursos Online apresentados neste site.

Dossiê L’Information scientifique et technique en libre accès: recherche et veille:

http://blog.mysciencework.com/2011/09/05/linformation-scientifique-et-technique-en-libre-acces-recherche-et-veille.html

Unesp abre centro para equipamentos de pesquisa

sexta-feira, setembro 23rd, 2011

Agência FAPESP – A Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu (SP), inaugurou as instalações do Centro de Desenvolvimento e Manutenção de Equipamentos de Pesquisa (CDMEQ), que atuará no desenvolvimento e adaptação de equipamentos, ferramentas ou sistemas necessários à realização de pesquisas na FCA.

O CDMEQ auxiliará professores e pós-graduandos para criar protótipos ou dispositivos úteis às suas atividades de pesquisa, caso necessitem de equipamentos que não existem no mercado ou que precisam ser adaptados para um determinado experimento.

O centro também terá a função de dar suporte às atividades de manutenção dos equipamentos utilizados nos laboratórios e experimentos em atividades acadêmicas e científicas da FCA. Além dos aparelhos utilizados nas pesquisas, o centro deverá receber equipamentos de uso comum na faculdade e que demandam muita manutenção, como aparelhos de ar condicionado e todo o aparato de informática.

Numa primeira etapa, o centro vai funcionar como um órgão de triagem para receber equipamentos que necessitem de reparos. Ao receber um aparelho, os técnicos do CDMEQ irão avaliar suas condições, identificar o tipo de defeito, conferir se há garantia ou alguma reserva técnica que possa ser utilizada no seu conserto.

A partir disso, o equipamento poderá ser encaminhado a um serviço terceirizado de manutenção ou reparado no próprio centro. A expectativa é que a atuação do centro estimule as atividades de pesquisas, além de economizar recursos para a faculdade.

Mais informações: www.fca.unesp.br 

Inovação deve surgir no espaço entre empresa e universidade, diz ganhador do Nobel

terça-feira, agosto 30th, 2011
Carlos Orsi

Antoninho Perri
Richard Schrock, nobelista de 2005, durante evento da Unicamp

“Resistam!” Este foi o conselho, em uma palavra, dado pelo ganhador do Prêmio Nobel de Química de 2005, Richard Schrock, aos acadêmicos brasileiros que se vejam pressionados a fazer pesquisa aplicada, sob o argumento de que é preciso suprir um papel no desenvolvimento econômico que não vem sendo desempenhado pelas grandes empresas.

“Na verdade, deve haver três áreas”, explicou Schrock, em entrevista a Inovação Unicamp. “Os acadêmicos, as indústrias e um intermediário. Pessoas de espírito empreendedor, companhias start-up, possivelmente pessoas que venham da academia, que fazem descobertas e fundam empresas. São essas companhias que podem ser úteis para a indústria”.

“A indústria não deve dizer aos acadêmicos o que fazer, isso é loucura”, enfatizou Schrock, que dividiu o Nobel de 2005 com Yves Chauvin e Robert Grubbs, pelo desenvolvimento de uma reação, em química orgânica, que encontrou ampla aplicação em processos industriais, tanto na produção de fármacos quanto em outras áreas. “Nós na academia decidimos fazer o que é mais interessante para nós, não para eles”.

O pesquisador reconheceu, no entanto, que a pressão para que a universidade encontre soluções rápidas para problemas atuais existe em várias partes do mundo. “Mas esta não me parece a melhor maneira de obter sucesso”, ponderou. “Porque isso é só apagar incêndios, não é fazer progresso. Então, o que eu digo é, resistam!”

 

Indústria

Schrock, que trabalhou na gigante química DuPont, traçou o que chamou de uma distinção “honesta” entre o trabalho de um pesquisador acadêmico e de um cientista contratado pela indústria: “Companhias querem fazer dinheiro. Esta é a razão de ser delas. Na academia, faz-se ciência porque se acredita que essa é a coisa mais importante. Que avançar as fronteiras da ciência é o mais importante”.

O pesquisador fez a ressalva de que “muita coisa boa acontece na indústria”, mas lamentou o fim dos grandes laboratórios de ciência básica mantidos por corporações. “Eles não existem mais”, declarou, acrescentando que não vê, na passagem por um grande centro industrial, uma etapa “fundamental” na formação de um cientista.

“A ciência acadêmica oferece uma experiência de aprendizado mais forte que a ciência industrial”, disse.

Entre as consequências de ter ganhado o Nobel, Schrock mencionou o fato de estar “viajando muito”. “As pessoas reconhecem meu nome, minha imagem, e tive a oportunidade de fazer coisas que não tinha tido antes, o que foi uma boa mudança”. Ele disse, no entanto, que as verbas para pesquisa continuam as mesmas.

 

Ensino e pesquisa

Outro ganhador do Nobel de Química, Ei-ichi Neghishi, premiado em 2010, disse à Inovação Unicamp que é preciso tomar cuidado para que a universidade não descuide do que, para ele, é sua principal função – o ensino.

“A melhor colaboração que a universidade pode dar ao país é a formação das mentes da nova geração”, declarou. “Sem cabeças bem treinadas, não há como haver desenvolvimento, nem mesmo na indústria. Essas cabeças têm de começar, têm de vir da universidade”.

O pesquisador acrescentou, porém, que em sua visão as universidades precisam receber algum tipo de orientação externa. “Conheço muito bem a situação japonesa”, disse.

“Em minha opinião, as universidades lá não atuaram na área de pesquisa tão bem quando poderiam, ou deveriam. Como todas as organizações, as universidades pedem dinheiro, recebem dinheiro, e as coisas acabam crescendo além de um certo nível”, ponderou.

Richard Schrock e Ei-ichi Negishi estiveram no Brasil para participar da Escola Avançada de Química, realizada entre 14 e 18 de agosto na Unicamp Negishi disse que o Japão está, atualmente, reduzindo o número de suas universidades dedicadas à pesquisa, de 100 para 30. “Não sei se 30 é um bom número. Parece-me uma redução drástica”, afirmou, mesmo reconhecendo que um ajuste no sistema japonês era, provavelmente, necessário.

 

Desafio

Para Negishi, o principal desafio atual de sua área de pesquisa – o desenvolvimento de catalisadores para reações orgânicas – está na busca por um meio de capturar gás carbônico da atmosfera e reaproveitá-lo como matéria-prima.

“As plantas fazem isso”, disse ele. “Usam a luz do sol para converter CO2 em matéria vegetal, que depois as vacas comem, e transformam, por exemplo, em leite. Talvez seja possível não precisarmos mais desses estágios intermediários, as plantas e as vacas”, exemplificou. Em sua opinião, o gás carbônico – cuja concentração na atmosfera, hoje, é tida como principal causa da mudança climática – é um recurso valioso, à espera apenas de um processo químico eficiente para ser aproveitado.

Tendo recebido o Nobel há menos de um ano, o cientista disse que gostaria de voltar para sua vida normal, mas que “ainda tenho que dar o que outras pessoas e outros países esperam, até um certo ponto”.

Tanto Schrock quanto Negishi estiveram no Brasil para participar da Escola Avançada de Química, realizada entre 14 e 18 de setembro na Unicamp. Também vieram para a Escola outros dois ganhadores do Nobel de Química, Ada Yonath (2009) e Kurt Wüthrich (2002), além de outros importantes pesquisadores do Brasil e do mundo.

Farmácia da USP terá centro de P&D

terça-feira, agosto 30th, 2011

Agência FAPESP – A Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Universidade de São Paulo (USP) lançou projeto para construção de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento.

Com inauguração prevista para o segundo semestre de 2012, o objetivo do novo prédio é dar melhores condições para o desenvolvimento de pesquisas para a unidade.

Segundo Jorge Mancini, diretor da FCF, o novo centro será fundamental para a continuidade do aumento do número de pesquisas realizadas não somente pela FCF, mas pela USP como um todo.

Localizado na Rua do Lago, na Cidade Universitária, o prédio contará com cerca de 2 mil metros quadrados de área construída, dividido em quatro pavimentos.

No andar térreo ficará a Central Analítica, que será destinada a todos os departamentos da FCF e para outras unidades da USP e de outras instituições. O objetivo da Central será facilitar a integração entre diferentes grupos de pesquisas, de diversas áreas e unidades.

O primeiro andar abrigará os laboratórios do Departamento de Alimentos e Nutrição Experimental, e o segundo, do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas.

Já o terceiro andar abrigará uma área de “multiusuários”. Nele, serão instalados laboratórios que estarão disponíveis para todas as áreas da unidade e com livre acesso a todos os professores. Entre os laboratórios haverá um na área biomolecular, com características nível dois de biossegurança, que estará disponível para experimentos.

A cobertura do prédio terá infraestrutura de vigilância, limpeza e áreas técnicas, além de uma passarela de interligação do centro com os blocos da unidade.

As obras devem ser iniciadas ainda em 2011, assim que estiver concluído o processo de licitação, conduzido pela própria unidade, com acompanhamento da Coordenadoria do Espaço Físico da USP (Coesf).

Com investimento da ordem de R$ 4,5 milhões, o prazo para entrega do empreendimento será de 10 a 12 meses, contados a partir do início das obras.

Mais informações: www4.usp.br/index.php/institucional/22100-novo-centro-de-pesquisas-da-fcf-tem-inauguracao-prevista-para-2012

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