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Site do Observatório da Inovação da USP, uma iniciativa do IEA/USP, coordenado pelos Professores Glauco Arbix e Mário Salerno.

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Odebrecht Cria Joint Venture com Gigante Europeu no Campo da Defesa

segunda-feira, junho 7th, 2010

Fonte: Estadão – 31/05/2010

Odebrecht cria joint venture com gigante europeu no campo da Defesa

Trata-se de um acordo de gigantes — a Odebrecht é um dos três maiores grupos empresariais do País e a EADS é a segunda maior corporação do mundo no campo de Defesa

SÃO PAULO — A organização Odebrecht e o conglomerado europeu EADS DS — Defence & Security, anunciaram esta manhã, em Munique, na Alemanha, a criação de uma joint venture destinada a operar junto às Forças Armadas, organizações governamentais e indústrias nacionais, além de mercado exportador. A nova empresa será instalada em São Paulo.

É um acordo de gigantes — a Odebrecht é um dos três maiores grupos empresariais do País e a EADS é a segunda maior corporação do mundo no campo de Defesa, produtos e serviços militares. De acordo com o superintendente da Odebrecht Industrial, Roberto Simões, “a EADS DS é um parceiro com amplo interesse em transferência de tecnologia avançada”.

Simões destacou as capacidades da Odebrecht em projeção geopolítica, marketing internacional e ações comerciais de grande porte. “É também uma plataforma de exportações de olho no futuro”, disse, lembrando que a EADS pretende ter uma forte atuação — inclusive de produção — fora da Europa até 2020.

O valor do investimento inicial da joint venture será definido até o dia 15 de julho, da mesma forma que a nova marca.

O presidente da EADS DS, Stefan Zoller, disse que o negócio “é a comprovação de nosso compromisso com o Brasil no sentido de criar uma base industrial local por meio de uma cooperação de longo prazo que inclui a transferência de tecnologias”.

Os dois parceiros mantêm importantes contratos no Brasil no campo da Defesa. A EADS vai fornecer 51 helicópteros pesados para a Marinha, o Exército e a Aeronáutica. Todos serão produzidos na fábrica da Helibrás, em Itajubá (MG). O contrato é da ordem de R$ 1,8 bilhão.

A Odebrecht é a parceira dos armadores franceses DCNS no programa Pro Sub, do qual resultarão um estaleiro, uma base naval, quatro submarinos Scorpéne, de propulsão diesel-elétrica e um submarino nuclear — um pacote de cerca de 6,7 bilhões de euros.

ETH (Odebrecht) adquire Brenco e forma nova gigante no mercado de Etanol.

sexta-feira, fevereiro 19th, 2010

No início desse ano, a Odebrecht, em pareceria com a Petrobras, já havia comandado a consolidação na indústria petroquímica Brasileira em torno da Braskem, criando a maior Petroquímica das Américas. Agora, mais uma vez em parceria com o governo (BNDES), cria uma gigante do Etanol.

Veja a notícia da Folha, abaixo:

Até 2012, empresa do grupo Odebrecht planeja investir R$ 3,5 bi e abrir nove usinas
Expectativa é atingir um faturamento de R$ 4 bi até 2012; capacidade de moagem será de 40 milhões de tonelada de cana por safra

MARIANA BARBOSA
DA REPORTAGEM LOCAL

A ETH Bioenergia, empresa do grupo Odebrecht, anunciou ontem a aquisição da Brenco, um dos negócios mais badalados do setor de etanol, criado em 2007, em tempos de euforia pré-crise financeira. O negócio envolve troca de ações. Os acionistas da ETH (Odebrecht e o grupo japonês Sojitz) ficarão com 65% da nova empresa, e a Brenco, com os 35% restantes.
O preço dos ativos para a conclusão da operação não foi divulgado. Segundo o presidente da ETH, José Carlos Grubisich, entre os critérios para avaliar os ativos está quanto cada empresa investiu até agora.
Desde que foi criada, em 2007, a ETH investiu R$ 2,3 bilhões. A Brenco investiu R$ 845 milhões, mas os sócios se comprometeram a aportar mais R$ 655 milhões -total de R$ 1,5 bilhão- antes da conclusão da operação, prevista para abril.
Segundo o presidente da Brenco, Philippe Reichstul, esse novo aporte está garantido. “Mas, caso não haja a adesão de todos os sócios, os três principais -BNDESPar e os fundos Ashmore e Tarpon- já se comprometeram com o aumento de capital”, disse Reichstul, que deixa a empresa após a conclusão da operação.
Se todos os sócios da Brenco aderirem à chamada para aumentar o capital na proporção de suas atuais participações, o BNDESPar ficará com 16,6% da ETH (equivalente a 47% da participação da Brenco). O fundo Ashmore terá 15,1%, o Tarpon, 2,7%, e os demais minoritários, 0,6%. Se o aporte for proporcional a essas participações, o banco estatal deverá investir mais de R$ 300 milhões.
Sob a liderança de Grubisich, a ETH vai investir mais R$ 3,5 bilhões até 2012. Naquele ano, quando as nove usinas estiverem em operação, a empresa deverá apresentar um faturamento de R$ 4 bilhões. Os investimentos vão garantir uma capacidade de moagem de 40 milhões de toneladas de cana por safra nas nove usinas. Com isso, a empresa terá capacidade para produzir 3 bilhões de litros de etanol e gerar 2.700 GW hora ao ano de energia a partir da biomassa.
Embora a união de ETH e Brenco crie uma gigante do setor, a capacidade de produção de etanol prevista para 2012 equivale à capacidade atual da Cosan, de 2,9 bilhões de litros, segundo dados da Bloomberg New Energy Finance. Na safra passada (2008/09), a Cosan -que anunciou no início do mês uma joint venture com a Shell- moeu 44,2 milhões de toneladas de cana. Sem a Brenco, a ETH é hoje a sétima empresa em capacidade de produção de etanol (672 milhões de litros).
Segundo Grubisich, do total de investimentos, 40% sairão de recursos próprios. O restante será levantado em instituições financeiras. “O financiamento não nos preocupa. Temos uma geração de caixa garantida com a venda de energia e de etanol e podemos securitizar isso”, disse o executivo. A empresa tem plano de abrir capital na Bolsa de Valores, mas não antes do final do segundo semestre de 2011.
Concebida para atender aos mais altos padrões de eficiência e excelência, com a mecanização total da colheita, a Brenco foi idealizada pelo empresário Ricardo Semler e tinha como sócios fundadores bilionários como James Wolfensohn (ex-presidente do Banco Mundial), Steve Case (fundador da AOL) e Vinod Kohsla (um dos fundadores da Sun Microsystems), entre outros.
Apesar do time de estrelas, a crise financeira deixou a empresa com dificuldades de caixa. Como os projetos eram todos novos, a empresa consumia recursos para a construção das usinas, mas não gerava caixa.
Relutantes em fazer novos aportes, os sócios foram atrás de novos investidores. A empresa chegou a negociar com a Petrobras, mas acabou assinando com a ETH.