Observatório da Inovação e Competitividade

Site do Observatório da Inovação da USP, uma iniciativa do IEA/USP, coordenado pelos Professores Glauco Arbix e Mário Salerno.

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Nova PDP e a mira em inovação e competitividade

segunda-feira, março 28th, 2011

Hoje, o Caderno de Economia do jornal O Estado de São Paulo dedicou a capa e algumas matérias à nova Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) e às medidas do governo para estimular a inovação. As matérias podem ser lidas no site do jornal (os links encontram-se indicados nos títulos, abaixo) ou nos arquivos em PDF que disponibilizamos ao final do post.

A capa dizia “Governo quer R$ 37 bi para inovação: nova versão da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), a ser divulgada em abril, mira em competitividade e pede mais verba para pesquisa”. Fala sobre as metas de aumento do gasto privado em P&D e aponta quais devem ser as diferenças da chamada “PDP 2″ em relação a sua antecessora.

Nas páginas B4 e B5, a continuação das matérias relacionadas ao tema:

Na página B4, em “Empresas são atraídas para projeto de inovação: CNI vai apresentar propostas para o plano de Política de Desenvolvimento Produtivo”, o assunto é a tentativa do governo de ampliar a adesão do setor privado ao plano. Fala-se sobre a proposta do ministro de Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante, de criação de novos fundos setoriais para dar mais força ao FNDCT e sobre a perda de recursos sofrida por esse fundo por meio dos contingenciamentos fiscais. Outro plano aludido é o de transformar a FINEP em uma instituição financeira, encarado com o pé no chão por seu presidente, Glauco Arbix, que diz saber que isso não acontecerá em menos de quatro anos. “Enquanto isso, a intenção é dobrar o orçamento da Finep e triplicar o número de empresas fomentadas pela agência até 2014″, relatam os autores da matéria. Há ainda alguns dados e estatísticas sobre a inovação no país.

Na mesma página, “Dilema entre ‘o que se quer ser’ e ‘o que se é’” traz a questão da dificuldade de equilibrar uma política industrial que seja capaz de promover o investimento em setores de alta tecnologia, mais intensivos em conhecimento e com alto valor agregado, sem deixar de incentivar os setores que já são tradicionalmente competitivos. O governo tem a preocupação de evitar que o país se especialize demais em commodities (como vem fazendo), mas não pode deixar de lado os setores que as produzem se pretende aumentar o investimento a médio prazo.

Ao lados dos dois artigos indicados acima, há um quadro com gráficos dos dados e estatísticas sobre a inovação brasileira. Esse quadro pode ser visto apenas nos arquivos PDF (abaixo) e não foi colocado no site do jornal.

Por último, na página B5, há uma entrevista com Carmen Pagés-Serra, pesquisadora do Bando Interamericando de Desenvolvimento (BID), intitulada “Governo deveria incentivar serviços: para Carmen, em vez de escolher setores e dar subsídios, o Brasil deveria criar uma ‘política industrial de serviços’”. Com uma postura crítica, ela diz que a grande fonte de crescimento para o país e para a região está no setor de serviços, que representa mais de 60% da economia, e que o governo errará se lançar a nova PDP preocupado apenas com indústria e exportações. Comenta, ainda, a criação de um Ministério das micro e pequenas empresas relacionando a ideia a uma “visão romântica” sobre o que é pequeno. Para ela, as empresas pequenas devem crescer com o tempo ou não estariam sendo produtivas. Será que essa é realmente a lógica predominante em todos os setores? Especialmente, será que essa lógica é válida para os setores de alta tecnologia?

Para baixar as páginas do jornal em PDF, clique nos links abaixo:

Estadão – 28/03/2011 – Página B1

Estadão – 28/03/2011 – Página B4

Estadão – 28/03/2011 – Página B5

Luiz C. Z. Caseiro

quarta-feira, outubro 28th, 2009

Pesquisador do OIC desde 2008 e graduado em Ciências Sociais (USP).

Rafael Grilli

quarta-feira, outubro 28th, 2009

Mário Salerno – Coordenador Executivo

quarta-feira, outubro 28th, 2009

Coordenador do Laboratório de Gestão da Inovação (LGI) do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da. Professor Titular (2006) e chefe do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da USP – EPUSP (a partir de junho/2007). Ex-Diretor de Desenvolvimento Industrial da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI (2005-6), Ex-Diretor de Desenvolvimento Industrial do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea (2003-4), quando coordenou estudos e participou da coordenação do Grupo Executivo que elaborou as Diretrizes de Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior do Governo Federal. Atua principalmente em estratégia e organização; gestão estratégica da inovação; projeto e análise organizacionais; organização do trabalho; política industrial, tecnológica e de inovação.

Glauco Arbix – Coordenador Geral

quarta-feira, outubro 28th, 2009

Professor Livre-Docente do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP). Membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT) e Coordenador Geral do Observatório de Inovação e Competitividade do Instituto de Estudos Avançados da USP. Foi Presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA, 2003 2006), Coordenador Geral do Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (NAE, 2003-2006) e membro do Group of Advisers do United Nations Development Programme (PNUD-ONU, 2006-2009). Professor do Departamento de Ciência Política da UNICAMP (1996-1997) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP, 1995). Realizou estudos de pós-doutorado na Universidade de Columbia (EUA, 2007 e 2009), na Universidade da California – Berkeley (EUA, 2008), na London School of Economics (Reino Unido, 2002), no Massachusetts Institute of Technology, MIT (EUA, 1999) e na Universidade de Cornell (EUA, 1997).