Vídeo do seminário apresentado em 12/09/2011 por Manoel Galdino, doutorando pelo Departamento de Ciência Política pela USP, sobre o tema
Determinantes de adesão a tratados de patentes
Vídeo do seminário apresentado em 12/09/2011 por Manoel Galdino, doutorando pelo Departamento de Ciência Política pela USP, sobre o tema
Determinantes de adesão a tratados de patentes
Agência FAPESP – A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) está com inscrições abertas até 15 de setembro para o Concurso Ideias Inovadoras 2011.
A iniciativa tem como objetivo estimular o empreendedorismo na Bahia, atrair membros da comunidade acadêmica para a atividade empresarial e incentivar o desenvolvimento de ideias inovadoras.
As melhores propostas receberão até R$ 8 mil e estão divididas em quatro categorias: Graduando e Pós-Graduando lato sensu; Pós-Graduando stricto sensu; Pesquisadores; e Inventores independentes.
O concurso está dividido em quatro fases, sendo que a primeira consiste na inscrição e avaliação do trabalho. Na fase dois, serão selecionados até dez projetos em cada categoria.
Na terceira, os candidatos aprovados na fase anterior deverão fazer uma apresentação e defesa oral de seus trabalhos. Já na última etapa, serão selecionados os três primeiros colocados de cada categoria.
Para a seleção, serão avaliados a originalidade, a aplicabilidade, o mercado potencial, a diferenciação, os impactos da inovação, o perfil do empreendedor e a apresentação da proposta.
Mais informações, regulamento e edital: www.fapesb.ba.gov.br/?page_id=
Slides do seminário apresentado por Roberto Alvarez, Gerente de Assuntos Internacionais da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), sobre o tema “Global Federation on Competitiveness Councils (GFCC), a participação brasileira e o projeto de índices de competitividade“, realizado em 29/08/2011, no Observatório da Inovação e Competitividade. Para abrir o arquivo PDF, clique aqui.
Vídeo do seminário apresentado em 29/08/2011 por Roberto Alvarez, Gerente de Assuntos Internacionais da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), sobre o tema
Global Federation on Competitiveness Councils (GFCC), a participação brasileira e o projeto de índices de competitividade
Os slides do seminário encontram-se disponíveis em nossa Biblioteca e o arquivo PDF pode ser acessado diretamente clicando aqui.

“Resistam!” Este foi o conselho, em uma palavra, dado pelo ganhador do Prêmio Nobel de Química de 2005, Richard Schrock, aos acadêmicos brasileiros que se vejam pressionados a fazer pesquisa aplicada, sob o argumento de que é preciso suprir um papel no desenvolvimento econômico que não vem sendo desempenhado pelas grandes empresas.
“Na verdade, deve haver três áreas”, explicou Schrock, em entrevista a Inovação Unicamp. “Os acadêmicos, as indústrias e um intermediário. Pessoas de espírito empreendedor, companhias start-up, possivelmente pessoas que venham da academia, que fazem descobertas e fundam empresas. São essas companhias que podem ser úteis para a indústria”.
“A indústria não deve dizer aos acadêmicos o que fazer, isso é loucura”, enfatizou Schrock, que dividiu o Nobel de 2005 com Yves Chauvin e Robert Grubbs, pelo desenvolvimento de uma reação, em química orgânica, que encontrou ampla aplicação em processos industriais, tanto na produção de fármacos quanto em outras áreas. “Nós na academia decidimos fazer o que é mais interessante para nós, não para eles”.
O pesquisador reconheceu, no entanto, que a pressão para que a universidade encontre soluções rápidas para problemas atuais existe em várias partes do mundo. “Mas esta não me parece a melhor maneira de obter sucesso”, ponderou. “Porque isso é só apagar incêndios, não é fazer progresso. Então, o que eu digo é, resistam!”
Indústria
Schrock, que trabalhou na gigante química DuPont, traçou o que chamou de uma distinção “honesta” entre o trabalho de um pesquisador acadêmico e de um cientista contratado pela indústria: “Companhias querem fazer dinheiro. Esta é a razão de ser delas. Na academia, faz-se ciência porque se acredita que essa é a coisa mais importante. Que avançar as fronteiras da ciência é o mais importante”.
O pesquisador fez a ressalva de que “muita coisa boa acontece na indústria”, mas lamentou o fim dos grandes laboratórios de ciência básica mantidos por corporações. “Eles não existem mais”, declarou, acrescentando que não vê, na passagem por um grande centro industrial, uma etapa “fundamental” na formação de um cientista.
“A ciência acadêmica oferece uma experiência de aprendizado mais forte que a ciência industrial”, disse.
Entre as consequências de ter ganhado o Nobel, Schrock mencionou o fato de estar “viajando muito”. “As pessoas reconhecem meu nome, minha imagem, e tive a oportunidade de fazer coisas que não tinha tido antes, o que foi uma boa mudança”. Ele disse, no entanto, que as verbas para pesquisa continuam as mesmas.
Ensino e pesquisa
Outro ganhador do Nobel de Química, Ei-ichi Neghishi, premiado em 2010, disse à Inovação Unicamp que é preciso tomar cuidado para que a universidade não descuide do que, para ele, é sua principal função – o ensino.
“A melhor colaboração que a universidade pode dar ao país é a formação das mentes da nova geração”, declarou. “Sem cabeças bem treinadas, não há como haver desenvolvimento, nem mesmo na indústria. Essas cabeças têm de começar, têm de vir da universidade”.
O pesquisador acrescentou, porém, que em sua visão as universidades precisam receber algum tipo de orientação externa. “Conheço muito bem a situação japonesa”, disse.
“Em minha opinião, as universidades lá não atuaram na área de pesquisa tão bem quando poderiam, ou deveriam. Como todas as organizações, as universidades pedem dinheiro, recebem dinheiro, e as coisas acabam crescendo além de um certo nível”, ponderou.
Richard Schrock e Ei-ichi Negishi estiveram no Brasil para participar da Escola Avançada de Química, realizada entre 14 e 18 de agosto na Unicamp Negishi disse que o Japão está, atualmente, reduzindo o número de suas universidades dedicadas à pesquisa, de 100 para 30. “Não sei se 30 é um bom número. Parece-me uma redução drástica”, afirmou, mesmo reconhecendo que um ajuste no sistema japonês era, provavelmente, necessário.
Desafio
Para Negishi, o principal desafio atual de sua área de pesquisa – o desenvolvimento de catalisadores para reações orgânicas – está na busca por um meio de capturar gás carbônico da atmosfera e reaproveitá-lo como matéria-prima.
“As plantas fazem isso”, disse ele. “Usam a luz do sol para converter CO2 em matéria vegetal, que depois as vacas comem, e transformam, por exemplo, em leite. Talvez seja possível não precisarmos mais desses estágios intermediários, as plantas e as vacas”, exemplificou. Em sua opinião, o gás carbônico – cuja concentração na atmosfera, hoje, é tida como principal causa da mudança climática – é um recurso valioso, à espera apenas de um processo químico eficiente para ser aproveitado.
Tendo recebido o Nobel há menos de um ano, o cientista disse que gostaria de voltar para sua vida normal, mas que “ainda tenho que dar o que outras pessoas e outros países esperam, até um certo ponto”.
Tanto Schrock quanto Negishi estiveram no Brasil para participar da Escola Avançada de Química, realizada entre 14 e 18 de setembro na Unicamp. Também vieram para a Escola outros dois ganhadores do Nobel de Química, Ada Yonath (2009) e Kurt Wüthrich (2002), além de outros importantes pesquisadores do Brasil e do mundo.
Slides do seminário apresentado por pelo Prof. Sérgio Kannebley Jr., Professor Titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo – Campus Ribeirão Preto, sobre o tema “Avaliando ativos intangíveis numa economia de mercado emergente: uma aplicação ao Brasil”, realizado em 22/08/2011, no Observatório da Inovação e Competitividade. Para abrir o arquivo PDF, clique aqui.