Observatório da Inovação e Competitividade

Site do Observatório da Inovação da USP, uma iniciativa do IEA/USP, coordenado pelos Professores Glauco Arbix e Mário Salerno.

Posts Tagged ‘Índia’

INFOREL – Brasil e Índia vão reforçar cooperação em Defesa

quinta-feira, fevereiro 2nd, 2012

01/02/2012 – 08h56

INFOREL

Brasília – No próximo sábado, 4, o ministro da Defesa, Celso Amorim, desembarca em Nova Déli, na Índia, para uma visita de cinco dias. Na oportunidade, ele vai discutir uma série de acordos bilaterais de cooperação em Defesa, visitará instalações militares e se reunirá com autoridades do setor.

Amorim viajará acompanhado do Comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito e do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos De Nardi. Em Nova Déli, eles terão reuniões de trabalho com o ministro da Defesa da Índia, A.K. Antony, com o assessor de Segurança Nacional, Shankar Menon, e o primeiro-ministro, Manmoham Singh.

Na cidade de Bangalore, a comitiva brasileira conhecerá as instalações da empresa Hindustan Aeronautics Limited (HAL) e visitará a 50ª Brigada Paraquedista, unidade militar indiana de elite situada na cidade de Agra.

De acordo com o ministério da Defesa, a Índia mantém cooperação intensa em matéria de defesa com países como a França e a Rússia, mas, a exemplo do Brasil, trabalha para reduzir a dependência tecnológica e para isso, investe no desenvolvimento de produtos e serviços de emprego militar como blindados, mísseis e aviões de combate.

O país acaba de concluir um processo de licitação para a compra de 126 aviões de caça. A compra direta será de apenas 18 aeronaves. As 108 restantes serão construídas na Índia com a transferência tecnológica. O modelo escolhido foi o Rafale, de fabricação francesa e que também participa do Programa Fx2 da Força Aérea Brasileira (FAB).

Para o transporte de autoridades, a Índia adquiriu recentemente o modelo Legacy 600, fabricado pela EMBRAER.

Prioridade estratégica

O ministério da Defesa informou que a parceria com a Índia em diversos campos, incluindo a Defesa, é uma prioridade estratégica do Brasil. O governo entende que existe um amplo potencial de cooperação científico-tecnológica com o país asiático no setor militar, com a possibilidade de desenvolvimento de projetos de interesse mútuo.

Entre esses projetos, está a cooperação naval em projetos de construção de porta-aviões e submarinos da classe Scorpène, além da ampliação do intercâmbio de vagas para oficiais das Forças Armadas em cursos de aperfeiçoamento e de altos estudos oferecidos pelas escolas militares de ambos os países.

Além disso, o ministro Celso Amorim irá tratar das parcerias entre os centros de pesquisas militares dos exércitos brasileiro e indiano para o desenvolvimento de equipamentos de defesa que possam suprir, no futuro, necessidades de projetos como o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron).

No âmbito das respectivas forças aéreas, serão tratados temas como o intercâmbio entre escolas de pilotos, medicina aeroespacial, operações de busca e salvamento e paraquedismo.

As relações entre Brasil e Índia na área de defesa ganhou força com o acordo firmado em 2003 entre os dois países do IBAS, grupo integrado pela Índia, Brasil e África do Sul com o objetivo de unir propostas em temas globais e aprofundar o relacionamento em áreas diversas.

Desde então, vários eventos bilaterais de defesa foram realizados, como visitas às Marinhas de Guerra, e reuniões de colegiados como o Comitê Conjunto de Defesa Brasil-Índia (CCD), a Comissão Mista Brasil-Índia (COMISTA) e do Grupo Setorial de Defesa do IBAS.

Celso Amorim aproveitará a viagem à Índia para fazer duas escalas na Itália e Marrocos. No próximo dia 3, ele se reúne com o ministro da Defesa italiano, Giampaolo Di Paola, na cidade de Palermo. No dia 10, ele estará na cidade de Rabat, no Marrocos, onde se reunirá com os ministros da Defesa, Abdellatif Loudiyi, e das Relações Exteriores, Saad Eddine Othmani.

The Rise of Indian Multinationals – Perspectives on Indian Outward Foreign Direct Investment

quinta-feira, dezembro 16th, 2010

india

Publicado pela Palgrave Macmillan e editado por Karl P. Sauvant, Jaya P. Pradhan, Ayesha Chatterjee e Brian Harley, este livro recém-lançado (novembro de 2010) contém estudos que visam fornecer novas perspectivas sobre a ascensão das multinacionais indianas.

O peso dos efeitos advindos das expansões em investimentos e aquisições internacionais das multinacionais indianas é claramente reconhecido nos dias de hoje. Não obstante, ainda assim é escasso o conhecimento acerca destas multinacionais emergentes.

Com o intuito de elucidar algumas questões referentes às características, estratégias de competitividade e modos de atuação destas multinacionais ao redor do mundo, duas notáveis instituições (Vale Columbia Center on Sustainable International Investment, da Universidade de Columbia, e Institute for Studies in Industrial Development, instituição de pesquisa de nível nacional na Índia) apresentam neste livro estudos de importantes pesquisadores da área, provendo, assim, maior entendimento sobre este fenômeno à parte que são as multinacionais indianas.

Índia tem hoje 100 milhões de miseráveis a mais do que em 2004.

quarta-feira, abril 21st, 2010

Apesar de crescer em torno de 6% a.a. desde 2003 (PPP, série Angus Maddison), a Índia “ganhou” nesse mesmo período mais de 100 milhões de miseráveis, ou seja, o equivalente a meio Brasil de pessoas que vivem com menos de 1,25 dólar por dia. Esse dado mostra a complexidade do desafio de desenvolvimento indiano, que envolve dificuldades de distribuição de renda - não só por motivos político-econômicos, mas também culturais - e intensas pressões demográficas – isso para não citar os conflitos étnico-religiosos e as tensões com o Paquistão.

Segue link para notícia da Reuters.

Montadora Chinesa Compra Volvo.

domingo, março 28th, 2010

Geely

A Ford, que havia comprado a Volvo em 1998 por US$ 6,4 bilhões, vendeu neste domingo a empresa para a Chinesa Geely por apenas US$ 1,8 Bilhões. A Geely foi fundada como uma fábrica de geladeiras em 1986 e apenas em 1998 fabricou seu primeiro carro. No ano passado foram 329 mil unidades. Agora com a Volvo ganha destaque no cenário mundial.

 A crise econômica barateou significativamente o preço dos ativos de muitas grandes empresas nos países desenvolvidos, constituindo-se numa ótima oportunidade para aquisições por empresas emergentes dos países em desenvolvimento. A indiana Tata já havia comprado da Ford as marcas Jaguar e Land Rover. (Veja aqui)

Empresas chinesas e as indianas vêm mostrando que estão dispostas a aproveitar tais oportunidades criadas pela crise para queimar etapas e dar saltos em termos de catching up tecnológico e construção de marcas globais. Um importante desafio para as empresas brasileiras é aproveitar também esse momento.

 Segue abaixo reportagem do UOL:

 “Foi anunciada oficialmente neste domingo (28) a venda da Volvo, fabricante sueca de veículos, à Geely, a maior montadora privada da China. A formalização do negócio acontecerá ao longo dos próximos meses, informa o boletim Automotive News Europe. A Ford receberá US$ 1,8 bilhão, mas pagou pela Volvo cerca de US$ 6,4 bilhões em 1999. Na ponta do lápis, a perda é de US$ 4,6 bilhões.
 

A Volvo fazia parte do — agora fechado — leque de marcas premium do grupo norte-americano Ford, que já incluiu Aston Martin, Land Rover e Jaguar, estas duas últimas vendidas para o grupo indiano Tata. A venda da marca sueca — que tem obtido bons resultados com seus modelos no Brasil — aos chineses vinha sendo negociada desde outubro de 2009.

Com o negócio, a Ford pretende focar energias (e dinheiro, obviamente) em seu negócio principal — os carros, picapes e caminhões da própria marca Ford. Entre os três grandes grupos automotivos dos Estados Unidos (os outros dois são General Motors e Chrysler), a Ford foi o que menos sofreu com a crise global de 2008-2009. Não pegou dinheiro emprestado do governo (ao contrário da GM, que hoje, na prática, é uma estatal) nem foi absorvida por um rival europeu (como a Chrysler, nas mãos da Fiat).

A política de livrar-se de marcas deficitárias e/ou internacionais ajudou nisso: restaram à Ford apenas a Lincoln e a Mercury, ambas voltadas aos mercados da América do Norte. Nos últimos anos, por exempo, a Ford desfez-se de seus ramos britânico (as já citadas Land Rover e Jaguar) e japonês (Mazda, na qual passou a ter participação minoritária).

Por sua vez, a chinesa Geely, uma montadora de veículos que nasceu como fábrica de geladeiras em 1986, seis anos depois passou a fabricar motocicletas, e em 1998 lançou seu primeiro carro, consolida-se como player no mercado automotivo mundial. No ano passado, a Geely fabricou cerca de 329 mil veículos. Por ora, não vende seus produtos no Brasil”.