Observatório da Inovação e Competitividade

Site do Observatório da Inovação da USP, uma iniciativa do IEA/USP, coordenado pelos Professores Glauco Arbix e Mário Salerno.

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Prêmio Top Etanol abre inscrições

sexta-feira, setembro 30th, 2011

Agência FAPESP – Profissionais de nível técnico, além de estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores e inventores, podem inscrever até o dia 29 de fevereiro de 2012 seus trabalhos na terceira edição do Prêmio Top Etanol.

A premiação reconhecerá trabalhos acadêmicos, como teses e artigos publicados por estudantes de graduação e pós-graduação, matriculados no período de 2009 a 2011, relacionados a “Agroenergia e Meio Ambiente”.

O prêmio também destacará descobertas, aperfeiçoamentos tecnológicos ou novidades significativas de caráter tecnológico que contribuam para o uso mais eficiente do etanol no Brasil. Os autores das maiores inovações em transportes, geração de energia industrial e utilização do etanol como insumo industrial na produção de bioplástico receberão, cada um, R$ 5 mil.

Na última edição do Top Etanol foram premiados estudos apoiados pela FAPESP na modalidade trabalhos acadêmicos. Entre eles “As influências dos produtores estadunidenses de milho na formulação da política de comércio internacional agrícola dos EUA entre 2002 e 2009”, de Laís Fortí Thomaz, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que obteve o primeiro lugar na categoria Graduação.

Os artigos “Studies on the rapid expansion of sugarcane for ethanol production in São Paulo State (Brazil) using Landsat Data”, de Bernardo Friedrich Theodor Rudorff e colegas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e “Simulation of soil carbon dynamics under sugarcane with the Century Model”, de Carlos Clemente Cerri e Carlos Eduardo Cerri, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP), alcançaram, respectivamente, o primeiro e segundo lugares na categoria Trabalhos Acadêmicos Publicados.

Já na categoria pós-graduação stricto sensu, o vencedor foi o estudo “Análise funcional de genes de cana-de-açúcar e A. thaliana associados a estresse hídrico e salino em tabaco transgênico”. A pesquisa foi realizada por Kevin Begcy Padilla Suárez, do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (IB-Unicamp), no âmbito do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN)

Mais informações e inscrições: www.premiotopetanol.com.br

ETH (Odebrecht) adquire Brenco e forma nova gigante no mercado de Etanol.

sexta-feira, fevereiro 19th, 2010

No início desse ano, a Odebrecht, em pareceria com a Petrobras, já havia comandado a consolidação na indústria petroquímica Brasileira em torno da Braskem, criando a maior Petroquímica das Américas. Agora, mais uma vez em parceria com o governo (BNDES), cria uma gigante do Etanol.

Veja a notícia da Folha, abaixo:

Até 2012, empresa do grupo Odebrecht planeja investir R$ 3,5 bi e abrir nove usinas
Expectativa é atingir um faturamento de R$ 4 bi até 2012; capacidade de moagem será de 40 milhões de tonelada de cana por safra

MARIANA BARBOSA
DA REPORTAGEM LOCAL

A ETH Bioenergia, empresa do grupo Odebrecht, anunciou ontem a aquisição da Brenco, um dos negócios mais badalados do setor de etanol, criado em 2007, em tempos de euforia pré-crise financeira. O negócio envolve troca de ações. Os acionistas da ETH (Odebrecht e o grupo japonês Sojitz) ficarão com 65% da nova empresa, e a Brenco, com os 35% restantes.
O preço dos ativos para a conclusão da operação não foi divulgado. Segundo o presidente da ETH, José Carlos Grubisich, entre os critérios para avaliar os ativos está quanto cada empresa investiu até agora.
Desde que foi criada, em 2007, a ETH investiu R$ 2,3 bilhões. A Brenco investiu R$ 845 milhões, mas os sócios se comprometeram a aportar mais R$ 655 milhões -total de R$ 1,5 bilhão- antes da conclusão da operação, prevista para abril.
Segundo o presidente da Brenco, Philippe Reichstul, esse novo aporte está garantido. “Mas, caso não haja a adesão de todos os sócios, os três principais -BNDESPar e os fundos Ashmore e Tarpon- já se comprometeram com o aumento de capital”, disse Reichstul, que deixa a empresa após a conclusão da operação.
Se todos os sócios da Brenco aderirem à chamada para aumentar o capital na proporção de suas atuais participações, o BNDESPar ficará com 16,6% da ETH (equivalente a 47% da participação da Brenco). O fundo Ashmore terá 15,1%, o Tarpon, 2,7%, e os demais minoritários, 0,6%. Se o aporte for proporcional a essas participações, o banco estatal deverá investir mais de R$ 300 milhões.
Sob a liderança de Grubisich, a ETH vai investir mais R$ 3,5 bilhões até 2012. Naquele ano, quando as nove usinas estiverem em operação, a empresa deverá apresentar um faturamento de R$ 4 bilhões. Os investimentos vão garantir uma capacidade de moagem de 40 milhões de toneladas de cana por safra nas nove usinas. Com isso, a empresa terá capacidade para produzir 3 bilhões de litros de etanol e gerar 2.700 GW hora ao ano de energia a partir da biomassa.
Embora a união de ETH e Brenco crie uma gigante do setor, a capacidade de produção de etanol prevista para 2012 equivale à capacidade atual da Cosan, de 2,9 bilhões de litros, segundo dados da Bloomberg New Energy Finance. Na safra passada (2008/09), a Cosan -que anunciou no início do mês uma joint venture com a Shell- moeu 44,2 milhões de toneladas de cana. Sem a Brenco, a ETH é hoje a sétima empresa em capacidade de produção de etanol (672 milhões de litros).
Segundo Grubisich, do total de investimentos, 40% sairão de recursos próprios. O restante será levantado em instituições financeiras. “O financiamento não nos preocupa. Temos uma geração de caixa garantida com a venda de energia e de etanol e podemos securitizar isso”, disse o executivo. A empresa tem plano de abrir capital na Bolsa de Valores, mas não antes do final do segundo semestre de 2011.
Concebida para atender aos mais altos padrões de eficiência e excelência, com a mecanização total da colheita, a Brenco foi idealizada pelo empresário Ricardo Semler e tinha como sócios fundadores bilionários como James Wolfensohn (ex-presidente do Banco Mundial), Steve Case (fundador da AOL) e Vinod Kohsla (um dos fundadores da Sun Microsystems), entre outros.
Apesar do time de estrelas, a crise financeira deixou a empresa com dificuldades de caixa. Como os projetos eram todos novos, a empresa consumia recursos para a construção das usinas, mas não gerava caixa.
Relutantes em fazer novos aportes, os sócios foram atrás de novos investidores. A empresa chegou a negociar com a Petrobras, mas acabou assinando com a ETH.