Hoje, o Caderno de Economia do jornal O Estado de São Paulo dedicou a capa e algumas matérias à nova Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) e às medidas do governo para estimular a inovação. As matérias podem ser lidas no site do jornal (os links encontram-se indicados nos títulos, abaixo) ou nos arquivos em PDF que disponibilizamos ao final do post.
A capa dizia “Governo quer R$ 37 bi para inovação: nova versão da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), a ser divulgada em abril, mira em competitividade e pede mais verba para pesquisa”. Fala sobre as metas de aumento do gasto privado em P&D e aponta quais devem ser as diferenças da chamada “PDP 2″ em relação a sua antecessora.
Nas páginas B4 e B5, a continuação das matérias relacionadas ao tema:
Na página B4, em “Empresas são atraídas para projeto de inovação: CNI vai apresentar propostas para o plano de Política de Desenvolvimento Produtivo”, o assunto é a tentativa do governo de ampliar a adesão do setor privado ao plano. Fala-se sobre a proposta do ministro de Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante, de criação de novos fundos setoriais para dar mais força ao FNDCT e sobre a perda de recursos sofrida por esse fundo por meio dos contingenciamentos fiscais. Outro plano aludido é o de transformar a FINEP em uma instituição financeira, encarado com o pé no chão por seu presidente, Glauco Arbix, que diz saber que isso não acontecerá em menos de quatro anos. “Enquanto isso, a intenção é dobrar o orçamento da Finep e triplicar o número de empresas fomentadas pela agência até 2014″, relatam os autores da matéria. Há ainda alguns dados e estatísticas sobre a inovação no país.
Na mesma página, “Dilema entre ‘o que se quer ser’ e ‘o que se é’” traz a questão da dificuldade de equilibrar uma política industrial que seja capaz de promover o investimento em setores de alta tecnologia, mais intensivos em conhecimento e com alto valor agregado, sem deixar de incentivar os setores que já são tradicionalmente competitivos. O governo tem a preocupação de evitar que o país se especialize demais em commodities (como vem fazendo), mas não pode deixar de lado os setores que as produzem se pretende aumentar o investimento a médio prazo.
Ao lados dos dois artigos indicados acima, há um quadro com gráficos dos dados e estatísticas sobre a inovação brasileira. Esse quadro pode ser visto apenas nos arquivos PDF (abaixo) e não foi colocado no site do jornal.
Por último, na página B5, há uma entrevista com Carmen Pagés-Serra, pesquisadora do Bando Interamericando de Desenvolvimento (BID), intitulada “Governo deveria incentivar serviços: para Carmen, em vez de escolher setores e dar subsídios, o Brasil deveria criar uma ‘política industrial de serviços’”. Com uma postura crítica, ela diz que a grande fonte de crescimento para o país e para a região está no setor de serviços, que representa mais de 60% da economia, e que o governo errará se lançar a nova PDP preocupado apenas com indústria e exportações. Comenta, ainda, a criação de um Ministério das micro e pequenas empresas relacionando a ideia a uma “visão romântica” sobre o que é pequeno. Para ela, as empresas pequenas devem crescer com o tempo ou não estariam sendo produtivas. Será que essa é realmente a lógica predominante em todos os setores? Especialmente, será que essa lógica é válida para os setores de alta tecnologia?
Para baixar as páginas do jornal em PDF, clique nos links abaixo:
Estadão – 28/03/2011 – Página B1
Estadão – 28/03/2011 – Página B4
Estadão – 28/03/2011 – Página B5