Observatório da Inovação e Competitividade

Site do Observatório da Inovação da USP, uma iniciativa do IEA/USP, coordenado pelos Professores Glauco Arbix e Mário Salerno.

Posts Tagged ‘cooperação internacional’

Bolsas na França

terça-feira, novembro 1st, 2011

Agência FAPESP – O Ministério das Relações Exteriores da França está com inscrições abertas para um programa de bolsas de excelência para estudantes internacionais admitidos em instituições francesas de ensino superior. Trata-se do programa Eiffel, que tem por objetivo formar futuros líderes estrangeiros nos setores público e privado.

O programa de bolsas visa encorajar candidaturas de estudantes de países emergentes, em especial da Ásia, América Latina, Europa do Leste, Oriente Médio e dos novos Estados membros da União Europeia, mas também, para o nível doutorado, dos países industrializados.

São oferecidas duas categorias de bolsas, sendo que as candidaturas deverão ser apresentadas exclusivamente pelos estabelecimentos, que se comprometem a efetuar a inscrição dos estudantes selecionados.

Os estudantes interessados em participar da seleção do programa Eiffel devem manifestar seu interesse ao apresentar suas candidaturas às instituições francesas que, por sua vez, terão até 6 de janeiro para encaminhar as candidaturas à Égide (parceira do Ministério).

Para a categoria Master (especialização ou mestrado), o estudante receberá 1.181 euros mensais. A bolsa é concedida no máximo 12 meses para uma inscrição em M2, 24 meses para uma inscrição em M1 e 36 meses para a preparação de um diploma de engenharia.

As áreas de estudos contempladas são: engenharia, economia e administração, direito e ciências políticas. Para concorrer é preciso ter no máximo 30 anos de idade.

Já na Doctorat (doutorado) são 1.400 euros mensais por dez meses de mobilidade (cotutela ou co-orientação). As áreas de estudos contempladas são: ciências da engenharia e ciências exatas (matemática, física, química e ciências da vida, nano e biotecnologia, ciências ambientais, ciência e tecnologias da informação e da comunicação), economia, administração, direito e ciências políticas. Para concorrer é preciso ter no máximo 35 anos de idade.

Mais informações: www.egide.asso.fr/jahia/Jahia/appels/eiffel

FAPESP e CNRS lançam chamada para biênio 2012-2013

segunda-feira, outubro 10th, 2011

Agência FAPESP – A FAPESP e o Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), da França, lançam chamada para seleção de propostas de intercâmbio de pesquisadores entre o Estado de São Paulo e a França no biênio 2012-2013, no âmbito do acordo de cooperação científica entre as instituições.

Pela FAPESP, poderão se inscrever pesquisadores responsáveis por projetos vigentes nas modalidades Auxílio à Pesquisa – Regular e Projetos Temáticos ou por auxílios desenvolvidos no âmbito dos programas Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes e Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID). Pelo lado francês, poderão participar pesquisadores que trabalham em instituições de pesquisa daquele país e que possam receber apoio do CNRS.

A Chamada FAPESP 26/2010 está aberta a propostas em todas as áreas de conhecimento científico e tecnológico. Cada projeto deverá ter a duração de, no máximo, 24 meses. A vigência dos processos que vierem a ser aprovados deverá ser, obrigatoriamente, entre 1º de janeiro de 2012 e 31 de dezembro de 2013.

As propostas serão recebidas até o dia 16 de novembro de 2011 e devem ser apresentadas simultaneamente pelo pesquisador do Estado de São Paulo à FAPESP e pelo seu colaborador da França ao CNRS.

A FAPESP e o CNRS apoiarão com recursos de até sete mil euros anuais, pela vigência estabelecida na concessão, destinados necessariamente e exclusivamente a despesas de mobilidade (passagens, diárias e seguro-saúde).

Os auxílios concedidos como resultados da chamada não dispõem de Reserva Técnica. Somente as propostas aprovadas por ambas as partes serão financiadas.

Mais informações sobre a chamada: www.fapesp.br/acordos/cnrs

REFEB: apoio a pesquisas sobre o Brasil

segunda-feira, outubro 10th, 2011

Postado por: CenDoTeC

A Rede Francesa de Estudos Brasileiros - REFEB é um programa da Embaixada da França no Brasil de ajuda à mobilidade para impulsionar e consolidar pesquisas brasilianistas. Todo ano a REFEB lança um edital destinado aos estudantes e jovens pesquisadores em ciências humanas e sociais, cujo objeto de estudo necessita de uma estada no Brasil.

O auxílio à mobilidade ocorre de duas maneiras: bolsa de 800 euros por mês para estadas de curta duração (3 a 6 meses) e moradia em Brasilia por um período máximo de 6 meses.

Este programa é destinado aos jovens pesquisadores de nacionalidade francesa ou europeia com menos de 35 anos, atuando na França, em um laboratório de ciências sociais no âmbito de um Master 2, de um doutorado ou de um pós-doutorado.

O dossiê de candidaturas à mobilidade 2012 está disponível no site da Embaixada da França no Brasil e as inscrições vão até 16 de dezembro.

Acesse: http://ambafrance-br.org/spip.php?article792

Programa GUYAMAZ

segunda-feira, outubro 10th, 2011

Postado por: CenDoTeC

A Agence Inter-établissements de Recherche pour le Développement - AIRD, a Embaixada da França no Brasil e a Guiana Francesa,  em parceria com as Fundações de Amparo à Pesquisa dos estados do Amazonas (FAPEAM), do Amapá (FAP Tumucumaque) e do Maranhão (FAPEMA), lançam programa franco-brasileiro de cooperação científica e universitária  nas áreas de biodiversidade, sociedade e saúde, agroecologia, meio ambiente, biotecnologia, sensoriamento remoto e engenharia aeroespacial.

Podem participar do edital pesquisadores e professores-pesquisadores, vinculados a instituições de pesquisa sediadas em um dos estados parceiros, no caso brasileiro, ou vinculados a órgãos de pesquisa na França metropolitana ou na Guiana Francesa, pertencentes a um ou mais membros da AIRD (CIRAD, CNRS, INSERM, Institut Pasteur, IRD, universidade francesa).

Os projetos submetidos devem ter um coordenador francês e um brasileiro. O francês deve enviar as propostas para a AIRD até 20 de outubro. O brasileiro deve enviar projeto homólogo para a Fundação de Amparo à Pesquisa de seu estado.

Prazo limite para inscrições:

Brasil:

Amapá: candidaturas até 30 de setembro

Amazonas: candidaturas até 20 de outubro

Maranhão: candidaturas até 28 de outubro

França:

Inscrições até 20 de outubro

Acesse http://www.aird.fr/guyamaz/

Governo federal abre inscrições para bolsas de estudo nos EUA

sexta-feira, setembro 9th, 2011

Notícia publicada no Portal Educação.

Governo federal publicou no Diário Oficial a chamada pública do programa Ciência sem Fronteiras para o preenchimento de vagas de bolsas de estudo nos Estados Unidos. Segundo a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), os primeiros estudantes atendidos na modalidade graduação-sanduíche devem embarcar em janeiro de 2012.
Para se inscrever, o candidato deve ser de nacionalidade brasileira e, entre outros requisitos, apresentar bom rendimento acadêmico, além de ter concluído no mínimo 40% e no máximo 80% do currículo previsto para o curso de graduação no momento de início da viagem de estudos. Por fim, comprovar nota mínima de 79 pontos no exame Toefl-Ibet Test.
Os alunos participantes receberão auxílio financeiro pelo período de 12 meses, pagamento das taxas escolares americanas, nos casos em que couber, além de passagens aéreas.
A primeira chamada pública da Capes permitirá a instituições de ensino superior nacionais selecionar estudantes brasileiros de graduação, em áreas de interesse para o país, para cursos ou estágio em instituições americanas. Para isso, o documento estabelece que as instituições brasileiras firmem acordo de adesão com a Capes, por meio do qual se habilitarão a selecionar e a indicar os alunos.
O Ciência sem Fronteiras, lançado em 26 de julho de 2011, é um programa do governo federal destinado a promover a internacionalização da ciência e da tecnologia, da inovação e da competitividade brasileiras por meio do intercâmbio de alunos de graduação e pós-graduação e da mobilidade internacional. O projeto prevê a concessão de até 75 mil bolsas em quatro anos, além de 25 mil com o apoio da iniciativa privada.

BBEST: Não há mais limitações técnicas para produzir combustível renovável em larga escala

terça-feira, agosto 30th, 2011
Guilherme Gorgulho

Pesquisadores reunidos na primeira edição da Conferência Brasileira de Ciência e Tecnologia em Bioenergia (Brazilian Bioenergy Science and Technology Conference – BBEST), que aconteceu em Campos do Jordão (SP), entre 14 e 18 de agosto, defenderam que não existem mais limitações técnicas para a produção de combustíveis renováveis em larga escala nem escassez de terra no mundo para transformar o atual sistema global de produção de energia em um modelo baseado na sustentabilidade. Segundo especialistas brasileiros e estrangeiros ouvidos pela reportagem de Inovação Unicamp durante o congresso, a questão essencial é coordenar políticas públicas em âmbito internacional para que o modelo baseado no uso intensivo de derivados de petróleo seja substituído por alternativas mais limpas e economicamente viáveis.

Com mais de 600 pessoas, evento em Campos do Jordão contou com apresentações de 27 conferencistas de 9 países Com a participação de mais de 600 pessoas, o evento contou com apresentações de 27 conferencistas de nove países, além de palestras de pesquisadores de universidades, institutos e empresas brasileiras. A integração entre países em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias e na definição de modelos de produção foi um dos pontos principais das mesas redondas, plenárias e sessões paralelas do BBEST. O consenso de que não será possível modificar a matriz energética mundial nas próximas décadas sem um esforço coletivo e integrado entre as nações e blocos econômicos esteve presente em várias das manifestações de brasileiros, norte-americanos e europeus. Mesmo que grande parte dos governos tenha despertado para a necessidade de modificação nas políticas energéticas nos últimos anos, e que as grandes empresas do setor energético estejam dedicando mais espaço em suas estratégias para introduzir ou ampliar a produção de combustíveis renováveis em seu portfólio, ainda existe muito a ser feito para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera rumo a uma “economia verde”, afirmam os especialistas.

Bruce Dale, da Universidade Estadual de Michigan, apresentou no BBEST os resultados de sua pesquisa para desenvolver novas formas de pré-tratamento químico da lignocelulose para a produção de biocombustíveis de segunda geração. O sistema AFEX (Ammonia Fiber Expansion) emprega a amônia para a quebra da parede celular de diferentes matérias-primas, seja bagaço de cana-de-açúcar, palha de arroz ou milho, o que reduz os custos e melhora o rendimento na conversão de biomassa em combustível. Em entrevista a Inovação Unicamp, Dale afirmou que o uso intensivo de derivados de petróleo nas últimas décadas exigirá várias décadas para que haja uma mudança e uma maior aceitação dos biocombustíveis na sociedade, mas considera que já houve muitas melhoras.

“É principalmente uma questão de percepção pública. Acho que grandes partes do mundo, principalmente os tomadores de decisões dos países mais influentes no hemisfério norte, realmente não sabem o importante papel que os biocombustíveis podem exercer”, destacou Dale. Para o professor do Departamento de Engenharia Química e Ciência de Materiais da Universidade Estadual de Michigan, a noção de que não há terras disponíveis para o incremento da produção de culturas para a indústria de biocombustíveis é comum em países altamente industrializados, mas há milhões de hectares agricultáveis ainda no mundo. “Esse é nosso trabalho, como educadores, de mostrar às pessoas que realmente nós temos milhões de hectares que podem ser cultivados, ter sua qualidade melhorada, para que possamos fornecer alimento e ração para os animais e oferecer trabalho para milhões de pessoas”, concluiu Dale, elogiando o modelo brasileiro de produção de etanol de cana-de-açúcar e a exportação da tecnologia para países como Colômbia e África.

O engenheiro químico Luuk van der Wielen, professor do Departamento de Biotecnologia da Universidade Técnica de Delft, na Holanda, participou de uma mesa redonda no BBEST sobre políticas para uma economia baseada nos biocombustíveis. Van der Wielen também é diretor do BE-Basic (Bio-based Ecologically Balanced Sustainable Industrial Chemistry), um consórcio público-privado holandês, criado em 2010, para pesquisa e desenvolvimento da indústria química, com grande foco em inovação tecnológica e em parcerias internacionais, principalmente com Brasil, Estados Unidos, Malásia e Vietnã.

Em entrevista a Inovação Unicamp, o pesquisador holandês afirmou que o Brasil é muito bem-sucedido com seus sistemas de produção agroindustriais de grande escala no setor de biocombustíveis, apesar de necessidade de aprimoramentos. Segundo Van der Wielen, o Brasil pode ensinar muito ao restante do mundo sobre a sustentabilidade nos biocombustíveis, muito mais do que aprender a partir de outros modelos. “Em âmbito global, é necessária uma maior concordância sobre o que sustentabilidade realmente significa, para que todos concordem com os mesmos parâmetros. Isso significa que existe a necessidade de um compromisso, do Brasil e de outros países, para alcançar padrões que sejam realistas e praticáveis”, disse.

O BE-Basic desenvolve um trabalho em parceria atualmente com países do sudeste asiático, principalmente na cadeia do óleo de palma para a geração de biodiesel, mas esse setor esbarra ainda no problema da competição entre alimentos e biocombustíveis. Van der Wielen ressalta, no entanto, que as cadeias de produção de países como Malásia e Indonésia não podem ser consideradas sustentáveis, pois o grau de integração nas lavouras de palma é baixo, se comparado com a da cadeia sucroalcooleira brasileira. Por isso, o BE-Basic deve convidar em breve pesquisadores do Brasil para compartilhar suas experiências em um workshop com parceiros do convênio holandês na Malásia.

Questionado sobre se existiria a necessidade do estabelecimento de uma nova instância de decisões internacionais sobre a sustentabilidade da produção de bioenergia no mundo, o professor da Universidade Técnica de Delft concordou que essa seria uma possibilidade para integrar as políticas dos países para um objetivo comum. “A escala na qual nós precisamos concordar sobre a sustentabilidade é global. Mesmo que tenhamos grandes empresas globais sensíveis ao problema, como as petrolíferas, elas nunca serão capazes de alcançar todos os setores.” Para ele, não se trata de discutir os parâmetros sobre a sustentabilidade apenas da cana ou do milho para produzir etanol, já que há várias outras culturas importantes e cadeiras de produção de alimentos envolvidas.

“Nós precisamos de algo chamado condições de concorrência equitativas, que é basicamente todos terem o mesmo tipo de opinião sobre o que é ser sustentável e que tenhamos um sistema de cálculo sobre a metodologia que seja comum em todo o mundo”, explicou Van der Wielen, indicando que talvez algum braço executivo da Organização das Nações Unidas (ONU) possa exercer algum papel para equalizar as diferenças e estruturar a produção mundial de biocombustíveis sustentáveis. “Ainda não está claro que organização deveria liderar esse movimento, mas está claro que não deverá ser apenas um desenvolvimento no âmbito do mercado livre, isso está além do que indústrias sozinhas ou grupos de indústrias podem organizar.”

Dados da Agência Internacional de Energia mostram que 88% do consumo de energia no mundo vêm dos combustíveis fósseis e que apenas 10% da energia consumida são originados a partir de biocombustíveis, principalmente para aquecimento doméstico, transporte e indústria. Apenas no setor de transportes, os biocombustíveis líquidos — dos quais o etanol representa 90% — atendem a somente 3% da demanda do consumo mundial, em um mercado ainda fortemente concentrado na produção de etanol de Estados Unidos e Brasil, com uma parcela menor de biodiesel. Os dados, apresentados no BBEST pelo professor Luiz Augusto Horta, da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), revelam o potencial inexplorado dos combustíveis renováveis na maior parte do mundo e mostram a necessidade de se estabelecer novas políticas e estratégias na esfera internacional para viabilizar o desenvolvimento da bioenergia.

Horta destacou em sua apresentação que o custo da produção de etanol de cana caiu cerca de 30% nas últimas três décadas, sendo que no Brasil a agroindústria do etanol emprega seis vezes mais do que a indústria de petróleo, gerando empregos e benefícios sociais. Grande parte desse movimento foi estimulada por políticas públicas, como a adoção da mistura de álcool na gasolina vendida no Brasil desde 1931 — no início, limitada a 5%, mas que progressivamente foi aumentando após a crise do petróleo, na década de 1970 —, destacou o professor da Unifei. “Estou convencido de que as razões econômicas, sociais e ambientais são suficientes para justificar a adoção dessas políticas públicas. Mas como promover a bioenergia? Neste caso, o papel do governo é absolutamente decisivo”, declarou Horta. Segundo ele, há vários exemplos de países com condições similares que tiveram sua indústria de biocombustíveis bem desenvolvida ou estagnada a partir das opções estratégicas adotadas pelos respectivos governos.

O professor Lee Lynd, do Dartmouth College, nos Estados Unidos, abordou em sua palestra no BBEST as estratégias para se conciliar a produção de bioenergia em grande escala com outras prioridades, como a preservação ambiental e a produção de alimentos no mundo. Lynd prevê que, em um futuro próximo, os biocombustíveis deverão fornecer pelo menos um terço da demanda de energia para o setor de transportes no mundo. Apesar das diferentes opiniões sobre a exequibilidade e a necessidade de uma produção em larga escala no mundo, diz o pesquisador norte-americano, há uma “necessidade urgente” de maior clareza sobre como e se será possível produzir biocombustíveis em uma proporção suficiente para atender os desafios presentes face ao crescimento populacional.

“Apesar das preocupações com as questões sobre uso da terra, surgem várias ‘alavancas’ que podem permitir uma produção de bioenergia em larga escala nas terras disponíveis sem diminuir a produção de alimentos e com impactos positivos ou neutros no meio ambiente”, defendeu Lynd, citando, entre outros fatores, a intensificação do uso de pastagens e o plantio de culturas voltadas para a produção de energia em áreas impróprias para culturas de alimentos.

Nova descoberta

Em entrevista a Inovação Unicamp, Lynd falou sobre os resultados de uma pesquisa sua publicada em agosto no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), sobre a descoberta de um gene isolado no microorganismo Clostridium thermocellum que melhora a produção de etanol celulósico. Segundo Lynd, que também é um dos donos da empresa Mascoma, a pesquisa — realizada em parceria com o Laboratório Nacional de Oak Ridge e o Departamento de Energia dos EUA — encontrou um gene que sozinho pode dobrar a tolerância dessa bactéria para a produção de etanol a partir de biomassa. “Até agora as pessoas pensavam que a tolerância ao etanol era determinada por muitos e muitos genes”, explicou Lynd. O pesquisador afirmou que esse microorganismo apresenta vários traços característicos, como usar a celulose da biomassa de uma maneira muito eficiente para a liberação de açúcares, mas que até agora não tinha uma capacidade de produção de etanol muito grande. “Se pudermos melhorar sua tolerância ao etanol, poderemos superar sua limitação, o que talvez seja um caminho para uma tecnologia mais barata.”

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