Observatório da Inovação e Competitividade

Site do Observatório da Inovação da USP, uma iniciativa do IEA/USP, coordenado pelos Professores Glauco Arbix e Mário Salerno.

Posts Tagged ‘Ciência’

USP Leste terá programa de divulgação científica para a comunidade

terça-feira, novembro 1st, 2011

Agência FAPESP – O pró-reitor de Pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), Marco Antonio Zago, anunciou a criação de um programa de divulgação científica na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP Leste.

O projeto visa promover a interação dos estudantes de escolas secundárias da região com a USP, desenvolvendo atividades e projetos científicos em conjunto.

O novo programa terá como sede provisória uma construção que será chamada de Casa da Ciência. O local contará com salas de aula, anfiteatro, laboratórios para experimentos, salas para exposições temporárias e para trabalhos em conjunto.

De acordo com a USP, a escolha do local levou em conta a proximidade do campus com uma população que tem menos acesso ao ensino e à ascensão social.

Zago acredita que a Casa poderia ser instalada em outros locais, mas explica que o campus Leste foi escolhido como sede do novo projeto também porque existem cerca de 1400 escolas públicas de ensino secundário na região.

Os professores participantes da EACH irão elaborar o projeto e decidir a estratégia de comunicação com as escolas secundárias, além dos temas a serem desenvolvidos.

Segundo a universidade, um dos objetivos da criação do campus Leste foi promover a integração da população local com a universidade, servindo como instrumento para alavancar seu desenvolvimento.

A USP informa também que as obras do edifício definitivo para abrigar o projeto estão previstas para serem iniciadas ainda este ano.

Mais informações, aqui.

FAPESP Week discute cooperação científica entre Brasil e EUA

sexta-feira, outubro 21st, 2011

Agência FAPESP – Os mais recentes avanços da ciência e o desenvolvimento de novas tecnologias obtidos nos últimos anos por pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos serão tema de debates entre cientistas dos dois países durante a FAPESP Week, de 24 a 26 de outubro em Washington, Estados Unidos.

Realizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), National Science Foundation (NSF), Ohio State University e Woodrow Wilson International Center for Scholars, o simpósio vai expor ao público norte-americano o que há de mais avançado na produção científica brasileira atual e colocar em discussão alguns dos resultados científicos mais expressivos obtidos pelos dois países, com vistas a incrementar a parceria já significativa existente entre ambos.

Durante a FAPESP Week, que também comemora os 50 anos de atividades da FAPESP, 53 pesquisadores de diferentes instituições de ensino e pesquisa vão expor os resultados de seus trabalhos, entre eles Paulo Nussenzweig, Vanderlei Bagnato, Paulo Artaxo, Marie Anne van Sluys, Glaucia Souza, Fernando Limongi, Hugo Armelin, Mayana Zatz e Walter Colli, da Universidade de São Paulo (USP); Hugo Fragnito, Carlos Lenz Cesar, Carlos Joly, Paulo Arruda, Licio Veloso e Fernando F. Costa, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Tullo Vigevani, da Universidade Estadual Paulista (Unesp); Gilberto Câmara, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe); e Jorge Kalil, do Instituto Butantan.

Os brasileiros debaterão com renomados pesquisadores de instituições norte-americanas, entre eles Erich Grotewold, Wondwossen Gebreyes e Daniel James, da Ohio State University; Michal Lipson, da Cornell University; Thomas Lovejoy, da George Mason University; Ana Carnaval, do The City College of New York; John Wenzel, do Carnegie Museum of Natural History; Tulia G. Falleti, da University of Pennsylvania; Elizabeth Stein, da University of New Orleans; Scott Desposato, da University of California, San Diego; Jane Buikstra, da Arizona State University; e Nikolaos Vasilakis, da University of Texas.

Entre os temas debatidos estarão aqueles localizados em áreas de fronteira da ciência, como bioenergia, genômica, biodiversidade, mudanças climáticas globais, óptica e fotônica, câncer, células-tronco, distúrbios genéticos, doenças tropicais e doenças infecciosas que atingem pessoas em todo o mundo, vacinas e medicamentos, além de ciência política e estudos sobre metrópoles.

“A inclusão de um simpósio do porte da FAPESP Week entre os eventos comemorativos do cinquentenário da Fundação é uma maneira construtiva de reconhecer a importância e de aprofundar a interação entre cientistas num mundo globalizado”, disse Celso Lafer, presidente da FAPESP.

Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, destaca que a colaboração internacional proposta pelo encontro é parte importante da estratégia da Fundação.

“A FAPESP tem importantes acordos com agências como a NSF, nos Estados Unidos, Research Councils, no Reino Unido, DFG, na Alemanha, CNRS, na França, pelos quais são apoiados importantes projetos de pesquisa colaborativa”, disse.

A FAPESP Week ocorre em um momento em que a pesquisa brasileira alcança maior projeção, com índices que denotam sua maior participação no sistema mundial de ciência e tecnologia.

A maior produção brasileira, aliada a maior visibilidade alcançada por essas pesquisas, inspirou a FAPESP a lançar um Código de Boas Práticas Científicas, seguindo a tendência, verificada em vários países nos últimos dez anos, de publicar regulamentos, códigos de conduta e políticas institucionais para o tratamento de bons procedimentos nessa atividade.

Desse modo, busca-se não apenas dar visibilidade internacional à produção local, mas garantir a excelência da pesquisa científica e tecnológica realizada no Estado de São Paulo.

Temas em debate

No primeiro dia da FAPESP Week será apresentado na sessão sobre Mudanças Climáticas um estudo sobre interações entre a sociedade e a natureza na região.

O diretor do Inpe, Gilberto Câmara, em sua palestra “Land change and human-environment interactions in Amazonia: integrative modelling approaches”, mostrará métodos para levantamento de informações para avaliar e prever mudanças resultantes de ações humanas na Amazônia e formas de organização que contribuam para evitar o desmatamento e emissões de gases utilizando sistemas computacionais que estão em desenvolvimento no Inpe.

No mesmo painel, Reynaldo Victoria falará sobre resultados de projetos apoiados no Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), que coordena.

As principais metas do programa são o aumento de conhecimento sobre o clima para apoiar decisões políticas relacionadas às mudanças e estabelecer estratégias de mitigação e de adaptação a elas.

Com investimentos de US$ 30 milhões, o PFPMCG apoia o processamento de um grande volume de informações produzidas no país para criação do Modelo Brasileiro do Sistema Climático Global, capaz de gerar cenários climáticos futuros e necessário para cumprir as metas de monitoramento do clima assumidas internacionalmente pelo Brasil.

Um supercomputador, instalado no Inpe, foi adquirido pela FAPESP em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para fazer esse trabalho.

Na sessão que inclui o tema Biodiversidade e Amazônia, o coordenador do projeto BIOTA-FAPESP, Carlos Joly, vai expor os dados da primeira fase do programa (1999-2009), entre eles 27 mapas da vegetação, que serviram, por exemplo, de base para a atuação do Ministério Público Estadual em situações de degradação ambiental no Estado de São Paulo, em seis núcleos regionais no Estado.

O BIOTA-FAPESP, que se estende por mais dez anos (2010-2020), compreende pesquisas para formação de pesquisadores, bioprospecção e análise das origens da diversidade e da distribuição da flora e da fauna no Estado de São Paulo, voltadas para políticas públicas com impacto na conservação e uso sustentável da biodiversidade.

No segundo dia da FAPESP Week, a pesquisadora do Instituto de Química da USP Glaucia Souza fará uma apresentação sobre o Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), com investimento previsto de até US$ 130 milhões para integrar pesquisas básicas e aplicadas sobre cana-de-açúcar e outros materiais que podem ser usados como fontes de biocombustíveis.

Um dos 59 projetos do BIOEN desenvolveu em laboratório um bioquerosene para substituir o querosene derivado de petróleo utilizado pela aviação comercial.

O biocombustível pode ser produzido em diferentes regiões do Brasil, com menor custo de distribuição e sem custo com royalties, pois, além da matéria-prima, a concepção, o projeto e a construção dos reatores e separadores são nacionais. A pesquisa apresenta desenvolvimento e inovação nas áreas de engenharia das reações químicas e das separações, garantindo pureza ao produto e sua possibilidade de uso em altas altitudes.

Agência FAPESP fará a cobertura diária da FAPESP Week direto de Washington. Mais informações e notícias (em inglês) estão disponíveis no site do evento: www.fapesp.br/week.

Jornada de Estudos Sociais em Ciência

quinta-feira, outubro 6th, 2011

Agência FAPESP – Os Programas de Pós-Graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade (PPGCTS) e em Ciência Política (PPGPol) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) promoverão, no dia 5 de outubro, a Jornada de Estudos Sociais em Ciência e a nova sessão das Machiavellicas.

O evento visa discutir os recentes trabalhos na área de Estudos de Ciência, Tecnologia e Sociedade, em particular alinhados à Teoria Ator-Rede, que tornaram possível uma discussão de como as práticas tecnológicas e científicas são concebidas, permitindo, assim, que a relação entre tecnociência e sociedade seja vista sob um novo panorama.

Durante o encontro serão discutidas as implicações da perspectiva da Teoria Ator-Rede no contexto de países em desenvolvimento. Como exemplo disto, citam-se as tecnologias de informação e comunicação usadas no suporte do programa governamental “Bolsa Família”.

As inscrições para participação na atividade são gratuitas e devem ser feitas nos dias 3 e 4 de outubro, pelo e-mail ppgcts@ufscar.br.

O evento terá início às 10h e será realizado no auditório do Departamento de Ciências Sociais, localizado na área Sul do campus da UFScar em São Carlos, situado na Rod. Washington Luís, km 235.

Quando o Brasil terá um Nobel?

terça-feira, setembro 27th, 2011

Brito Cruz, Calado, Reinach e Mayana Zatz (esq.p/dir.)
participaram de debate sobre cenários da C&T no Brasil
na 4ª Semana Abril do Conhecimento (divulgação)

Por Mônica Pileggi

Agência FAPESP – A juventude da ciência brasileira, a burocracia e deficiências no sistema educacional são fatores que podem ajudar a explicar por que o país não tem um cientista ganhador do prêmio Nobel. A análise foi feita por Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, durante a 4ª Semana Abril do Conhecimento, na terça-feira (13/09) na sede da Editora Abril, em São Paulo.

O encontro, mediado por Mayana Zatz, coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano, um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP, teve como objetivo discutir cenários e oportunidades em ciência e tecnologia no Brasil e a questão “Quando teremos um Prêmio Nobel?” como um dos temas principais.

O debate contou com a participação do professor Rodrigo do Tocantins Calado, do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), e do biólogo Fernando Reinach, membro do conselho de administração do Fundo Pitanga de capital de risco.

“Há muitos elementos na vida brasileira que precisamos melhorar para podermos falar em Nobel. Não é um cientista sozinho que faz a ciência de um país”, disse Brito Cruz.

“A pergunta que deveríamos fazer é ‘como a ciência pode ajudar mais os brasileiros a ter uma vida melhor, com ou sem o Nobel’, pois o objetivo de fazer ciência boa em um país não é ganhar o prêmio, é fazer o país ser melhor. Se fizermos isso direito, aparecerá um Nobel”, ressaltou.

Além da melhora da qualidade de vida e da educação, Reinach destacou a necessidade de calcular o rendimento científico considerando a competitividade das empresas brasileiras.

“A medida de sucesso de um país deveria ser essa, e o prêmio Nobel, a cereja do bolo. O Nobel tem uma característica muito peculiar: prevê algo totalmente novo e não obrigatoriamente traz benefícios para a população”, disse.

Reinach citou como exemplo o trabalho da bióloga Johanna Döbereiner (1924-2000) com o desenvolvimento de variedade de sementes de soja adaptadas ao clima tropical.

“Isso permitiu que a soja criasse toda uma riqueza agrícola-industrial no Centro-Oeste brasileiro. Não é um fato inovador, mas provavelmente é possível contabilizar a riqueza gerada por ela”, disse.

Calado, que voltou recentemente ao Brasil após uma temporada de nove anos nos Estados Unidos, disse que uma das principais dificuldades encontradas no país para o avanço da pesquisa é a burocracia para a importação de materiais e equipamentos. “Isso atrapalha muito a nossa competitividade”, afirmou.

Segundo ele, atualmente grande parte dos serviços administrativos ainda é realizada pelo próprio cientista, em vez de funcionários específicos para essa função, contratados pelas instituições acadêmicas e de pesquisa, como é comum em diversos países em que a ciência está mais desenvolvida.

“É preciso que as universidades brasileiras garantam um escudo que proteja os pesquisadores da burocracia. O erro é ele fazer um serviço que não é de pesquisador. O tempo do pesquisador deve ser usado para fazer ciência e escrever papers”, destacou Brito Cruz.

Para atender a essa demanda da comunidade científica no Estado de São Paulo, a FAPESP implantou um programa piloto de treinamento para as equipes dos Escritórios de Apoio Institucional ao Pesquisador (EAIP).

As EAIPs ampliam a atuação dos pontos de apoio, que a FAPESP mantém distribuídos por diversas universidades e instituições de ensino superior e de pesquisa no Estado de São Paulo e que atuam como facilitadores no envio de documentação à FAPESP, além de orientar bolsistas e pesquisadores nos procedimentos envolvendo a Fundação.

9ª Jornada Científica e Tecnológica da UFSCar

sexta-feira, julho 29th, 2011

De 26 a 30 de setembro, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) realizará a 9ª edição da Jornada Científica e Tecnológica.

Trata-se de um conjunto de eventos simultâneos, que têm como objetivo a divulgação, disseminação e reflexão sobre o conhecimento produzido na universidade, permitindo a visibilidade das inúmeras formas de integração entre ensino, pesquisa e extensão.

Os eventos serão:

- o XIX Congresso de Iniciação Científica (CIC)

- o IV Congresso de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (CIDTI)

- o VIII Congresso de Extensão (ConEx)

- o V Workshop de Grupos de Pesquisa (WGP)

- o I Congresso de Ensino de Graduação (ConEGrad),

- o VI Congresso de Pós-Graduação (ConPG) e

- o IV Ciclo de Minicursos

A programação dos eventos inclui apresentações orais de trabalhos, painéis, palestras, mesas-redondas e minicursos.

Mais informações: http://www.jornada2011.ufscar.br/geral/apresentacao/

Mais de 4 mil livros de ciência de graça

quarta-feira, junho 15th, 2011

Agência FAPESP – A National Academies Press (NAP), editora das academias nacionais de ciência dos Estados Unidos, anunciou no dia 2 de junho que passou a oferecer seu catálogo completo para ser baixado e lido de graça pela internet.

São mais de 4 mil títulos, que podem ser baixados inteiros ou por capítulos, em arquivos pdf. A NAP publica mais de 200 livros por ano nas mais diversas áreas do conhecimento, com destaque para publicações importantes em política científica e tecnológica.

Os livros podem ser copiados livremente a partir de qualquer computador conectado na internet e mostram o esforço da NAP em democratizar o acesso ao conteúdo produzido pelas academias norte-americanas. As academias, que atuam há mais de 100 anos, são: National Academy of Sciences, National Academy of Engineering, Institute of Medicine e National Research Council.

Os títulos em capa dura continuarão à venda no site da NAP. A opção de ler de graça parte de livros ou títulos inteiros começou a ser oferecida pelo site em 1994. A oferta de todo o catálogo de graça para ser baixado em pdf foi feita primeiro para os países em desenvolvimento.

Entre os títulos que podem ser baixados estão: On Being a Scientist: A Guide to Responsible Conduct in Research, Guide for the Care and Use of Laboratory Animals e Prudent Practices in the Laboratory: Handling and Management of Chemical Hazards.

Mais informações: www.nap.edu

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