Observatório da Inovação e Competitividade

Site do Observatório da Inovação da USP, uma iniciativa do IEA/USP, coordenado pelos Professores Glauco Arbix e Mário Salerno.

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Chamada de Projetos vai estimular empresas a investir em inovação

sexta-feira, outubro 8th, 2010

Fonte: Portal administradores.com , por Regina Mamede

Traduzir, desmistificar e disseminar o conceito de inovação junto às micro e pequenas empresas. Para viabilizar esse trabalho foi anunciada oficialmente nesta quinta-feira (07) uma Chamada de Projetos no valor de R$ 48,6 milhões. Este foi o marco principal da primeira reunião de trabalho entre representantes da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e do Sebrae para concretizar o acordo assinado pelas duas entidades na sexta-feira da semana passada (01), em São Paulo.

O encontro desta quinta-feira foi realizado na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro. A proposta é financiar 3 mil projetos de inovação e capacitar 18 mil representantes do setor industrial nos próximos três anos. Para isso, será criada uma Rede Nacional de Inovação, presente em todos os estados, com um total de 35 núcleos, sob a orientação de um comitê nacional.

A criação da Rede é considerada uma opção estratégica para disseminar o conceito de uma forma ampla e abrangente. Por isso, os repasses serão feitos apenas para projetos elaborados em conjunto pelas unidades do Sebrae e federações estaduais da indústria e suas entidades, como Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Instituto Euvaldo Lodi.

Encontrar uma abordagem adequada foi uma das grandes preocupações demonstradas pelos técnicos, que discutiram estratégias, como promover reuniões e seminários, além de realizar trabalhos de consultoria e assessoria para mostrar aos empresários que inovação não é sinônimo de grandes investimentos e nem se limita a tecnologia.

“A inovação está no centro da competitividade de qualquer empresa. Ao atualizar ou aperfeiçoar produtos e processos, ela incrementa o aprendizado. A gestão de inovação é o centro da estratégia empresarial”, afirma o diretor de operações da CNI, Rafael Lucchesi.

“Quando um empresário muda o modelo de gestão isso já significa inovação. Assim, ele fica mais preparado para identificar gargalos em setores como produção, marketing, vendas ou gerência, por exemplo, e entende que esse conceito perpassa toda a organização. Queremos trabalhar para que a empresa possa competir no mercado e não seja apenas mais uma”, avalia a gerente adjunta da unidade de Atendimento Coletivo e Indústria do Sebrae, Kelly Cristina Sanches.

Pesquisa do Observatório sobre Internacionalização de Empresas vira notícia no site da USP.

terça-feira, julho 6th, 2010

Reportagem de Luiza Caires, da USP Online.

Arbix, que também é professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, lidera no Observatório o estudo “Políticas de Apoio Governamental à Internacionalização de Empresas Brasileiras”, feito em perspectiva comparada com China e Índia. O objetivo é mapear este movimento e formular recomendações de políticas públicas ao governo para estimulá-lo e regulamentá-lo.

Embraer instala unidade em Fort Lauderdale, Flórida

As empresas brasileiras, segundo o professor, têm conseguido alcançar sucesso em mercados avançados, isto é, disputados e regulamentados, como o europeu, o norte-americano e o japonês. Este é o caso da Embraer, empresa de aviação que recentemente instalou uma filial na Flórida, Estados Unidos – país que é um grande mercado consumidor para os jatos executivos que produz.

Mas o pesquisador adverte que este, longe de ser um processo simples, é caro e complexo, exigindo extenso preparo por parte das firmas envolvidas. Isso inclui as áreas jurídica, estratégica e tecnológica, para que se alcance um padrão adequado à competitividade. “Atualmente, até para a exportação são colocados diversos requisitos além da qualidade – como por exemplo um certificado de rastreabilidade de alimentos como a carne, que permite saber sua procedência, isto é, se é produzida em uma fazenda que atende a normas ambientais, sanitárias e do Ministério do Trabalho.”

O esforço, entretanto, compensa. Primeiro para a empresa em si, que penetra em mercados sofisticados, cujos consumidores muitas vezes têm poder aquisitivo superior aos dos países de origem, resultando em altas taxas de rentabilidade. E, mais importante, para a economia do país como um todo. “A empresa só consegue realizar este processo se pagar melhores salários, e as pesquisas mostram que, em geral, as que se internacionalizam elevam os padrões salariais a um patamar semelhante ao das subsidiárias de multinacionais instaladas aqui”, diz o professor.

Professor Glauco Arbix

Além disso, Arbix afirma que o grau de escolaridade exigido do trabalhador de empresas internacionalizadas é, em média, 30% mais alto, em anos de estudo, em relação ao das outras. O tempo de permanência destes empregados nas empresas também é maior, com menos rotatividade. “Elas valorizam a experiência, e investem na formação de seus quadros.”

Toda a malha de fornecedores de produtos e serviços para a empresa que se internacionaliza também é afetada. “São repassadas aos fornecedores as exigências que são feitas às empresas no exterior, fazendo com que eles também elevem seus padrões de qualidade e salário. Isso gera um impacto muito grande no país, uma onda de requalificação”.

O governo pode colaborar, entre outras coisas, com ações como a diminuição da burocracia; a instalação de postos de suporte no exterior para as empresas que estão chegando, como câmaras de comércios; o fornecimento de ajuda para qualificação profissional; e também no âmbito das universidades, potencializando as pesquisas feitas para que trabalhem “em sintonia com a economia”. E tais políticas devem ser empreendidas incluindo as empresas menores.

Mas o pesquisador adverte que também há aspectos negativos na internacionalização, dependendo do modo como é feita. “Algumas empresas restringem o impacto na economia do país trabalhando com fornecedores estrangeiros e não elevando os salários. Ou seja, não é algo automático.” Daí a necessidade, como argumenta, de não só as políticas públicas estimularem o processo de internacionalização, como também o disciplinarem. “A maioria dos financiamentos para a internacionalização vem de instituições públicas, como o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], que pode colocar requisitos para concedê-los”, sugere.

O projeto coordenado por Arbix, que conta com a participação de pesquisadores do IEA e também de iniciação científica e pós-graduação, já concluiu a fase de levantamento de dados, e prepara atualmente um estudo de casos sobre empresas de biotecnologia e do tipo “born global” (que já nascem internacionalizadas). Estão previstas ainda a realização de seminário nacional e internacional no próximo ano, com a presença de gestores públicos; a apresentação de artigos para publicação; e a preparação de um livro sobre a pesquisa. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) apóia a iniciativa.

ETH (Odebrecht) adquire Brenco e forma nova gigante no mercado de Etanol.

sexta-feira, fevereiro 19th, 2010

No início desse ano, a Odebrecht, em pareceria com a Petrobras, já havia comandado a consolidação na indústria petroquímica Brasileira em torno da Braskem, criando a maior Petroquímica das Américas. Agora, mais uma vez em parceria com o governo (BNDES), cria uma gigante do Etanol.

Veja a notícia da Folha, abaixo:

Até 2012, empresa do grupo Odebrecht planeja investir R$ 3,5 bi e abrir nove usinas
Expectativa é atingir um faturamento de R$ 4 bi até 2012; capacidade de moagem será de 40 milhões de tonelada de cana por safra

MARIANA BARBOSA
DA REPORTAGEM LOCAL

A ETH Bioenergia, empresa do grupo Odebrecht, anunciou ontem a aquisição da Brenco, um dos negócios mais badalados do setor de etanol, criado em 2007, em tempos de euforia pré-crise financeira. O negócio envolve troca de ações. Os acionistas da ETH (Odebrecht e o grupo japonês Sojitz) ficarão com 65% da nova empresa, e a Brenco, com os 35% restantes.
O preço dos ativos para a conclusão da operação não foi divulgado. Segundo o presidente da ETH, José Carlos Grubisich, entre os critérios para avaliar os ativos está quanto cada empresa investiu até agora.
Desde que foi criada, em 2007, a ETH investiu R$ 2,3 bilhões. A Brenco investiu R$ 845 milhões, mas os sócios se comprometeram a aportar mais R$ 655 milhões -total de R$ 1,5 bilhão- antes da conclusão da operação, prevista para abril.
Segundo o presidente da Brenco, Philippe Reichstul, esse novo aporte está garantido. “Mas, caso não haja a adesão de todos os sócios, os três principais -BNDESPar e os fundos Ashmore e Tarpon- já se comprometeram com o aumento de capital”, disse Reichstul, que deixa a empresa após a conclusão da operação.
Se todos os sócios da Brenco aderirem à chamada para aumentar o capital na proporção de suas atuais participações, o BNDESPar ficará com 16,6% da ETH (equivalente a 47% da participação da Brenco). O fundo Ashmore terá 15,1%, o Tarpon, 2,7%, e os demais minoritários, 0,6%. Se o aporte for proporcional a essas participações, o banco estatal deverá investir mais de R$ 300 milhões.
Sob a liderança de Grubisich, a ETH vai investir mais R$ 3,5 bilhões até 2012. Naquele ano, quando as nove usinas estiverem em operação, a empresa deverá apresentar um faturamento de R$ 4 bilhões. Os investimentos vão garantir uma capacidade de moagem de 40 milhões de toneladas de cana por safra nas nove usinas. Com isso, a empresa terá capacidade para produzir 3 bilhões de litros de etanol e gerar 2.700 GW hora ao ano de energia a partir da biomassa.
Embora a união de ETH e Brenco crie uma gigante do setor, a capacidade de produção de etanol prevista para 2012 equivale à capacidade atual da Cosan, de 2,9 bilhões de litros, segundo dados da Bloomberg New Energy Finance. Na safra passada (2008/09), a Cosan -que anunciou no início do mês uma joint venture com a Shell- moeu 44,2 milhões de toneladas de cana. Sem a Brenco, a ETH é hoje a sétima empresa em capacidade de produção de etanol (672 milhões de litros).
Segundo Grubisich, do total de investimentos, 40% sairão de recursos próprios. O restante será levantado em instituições financeiras. “O financiamento não nos preocupa. Temos uma geração de caixa garantida com a venda de energia e de etanol e podemos securitizar isso”, disse o executivo. A empresa tem plano de abrir capital na Bolsa de Valores, mas não antes do final do segundo semestre de 2011.
Concebida para atender aos mais altos padrões de eficiência e excelência, com a mecanização total da colheita, a Brenco foi idealizada pelo empresário Ricardo Semler e tinha como sócios fundadores bilionários como James Wolfensohn (ex-presidente do Banco Mundial), Steve Case (fundador da AOL) e Vinod Kohsla (um dos fundadores da Sun Microsystems), entre outros.
Apesar do time de estrelas, a crise financeira deixou a empresa com dificuldades de caixa. Como os projetos eram todos novos, a empresa consumia recursos para a construção das usinas, mas não gerava caixa.
Relutantes em fazer novos aportes, os sócios foram atrás de novos investidores. A empresa chegou a negociar com a Petrobras, mas acabou assinando com a ETH.

Braskem paga US$ 350 milhões por divisão da americana Sunoco‏

segunda-feira, fevereiro 1st, 2010

SÃO PAULO – Avaliado como um passo importante em seu processo de internacionalização, a Braskem comunicou a compra da Sunoco Chemicals, com capacidade anual de 950 mil toneladas de polipropileno.

Por 14.908 ações representativas de 100% do capital votante e total da unidade da americana Sunoco, houve desembolso de US$ 350 milhões. O valor será pago à vista, como explicou a Braskem em nota, dentro de estimados 60 dias.

A empresa do setor petroquímico observou que está fora da transação uma divisão de químicos e aromáticos da Sunoco Chemicals. “Neste sentido, a Sunoco segregará os ativos químicos e aromáticos da Sunoco Chemicals como condição para a concretização da aquisição”, conforme fato relevante divulgado nesta segunda-feira.

Desembolsos do BNDES crescem 49% em 2009, para R$ 137,4 bilhões.

quinta-feira, janeiro 28th, 2010

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou recorde em suas atividades no ano passado. O volume de desembolsos alcançou R$ 137,4 bilhões, uma alta de 49% em relação ao valor registrado em 2008. As aprovações cresceram 40% e somaram R$ 170,2 bilhões.

O BNDES afirmou em nota que o resultado de 2009 “mostra o vigor da economia brasileira e reflete o sucesso das medidas adotadas pelo governo para enfrentar a crise financeira internacional”.

O banco destacou o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), cuja carteira atingiu R$ 37,1 bilhões em apenas seis meses, de julho e dezembro.

O PSI foi criado pelo governo para ajudar a mitigar os efeitos da crise sobre a economia brasileira, com foco nos setores de bens de capital, exportação e inovação.

O programa oferece taxas reduzidas para aquisição de bens. No caso de ônibus e caminhões, a até é de 6% ao ano. Para máquinas e equipamentos, os juros são de 4,5%, e para investimentos em inovação, entre 3,5% e 4,5% ao ano.

Mais de 80% dos investimentos no âmbito do PSI já foram contratados, informa o BNDES. O programa deveria ser encerrado no fim do ano passado, mas foi prorrogado até 30 de junho.

Do total da carteira de 2009 do PSI, R$ 28,1 bilhões correspondem a ônibus e caminhões e demais itens de bens de capital, R$ 8,7 bilhões a financiamento à exportação e R$ 300 milhões a inovação.

Leia mais: http://www.valoronline.com.br/?online/bndes/14/6077340/desembolsos-do-bndes-crescem-49%-em-2009,-para-r-137,4-bilhoes&scrollX=0&scrollY=0&tamFonte=#ixzz0dxAWsxT1