Observatório da Inovação e Competitividade

Site do Observatório da Inovação da USP, uma iniciativa do IEA/USP, coordenado pelos Professores Glauco Arbix e Mário Salerno.

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fev

Camargo Correa Aumenta Participação na Cimpor. Mas CSN segue na briga.

terça-feira, 16 fevereiro 2010 - 12:12 Postado por: Luiz Caseiro Categoria: blog Tags:, , , ,

Desde o fim do ano passado, CC, CSN e Votorantim disputam a aquisição da cimenteira, á maior empresa industrial da saudosa terrinha.

Primeiro foi a CSN quem tentou, numa oferta hostil, adquirir o controle da empresa. Depois a CC também anunciou o interesse. Mas quem surpreendeu primeiro foi a Votorantim, que adquiriu 17,3% da empresa que pertenciam à francesa Lafarge. Na semana passada a CC tornou0-se a principal acionista ao adquirir 28,62% dos grupos Teixera Duarte e Bipadosa. Agora, por direito contratual, adquiriu mais 2,5% de acionistas minoritários, totalizando 31,17%.

Entretanto, a CSN não desistiu do páreo. Mas parece seguir com a estratégia de ofertas hostis, esperando adquirir agora 1/3 da empresa. Veja as notícias completas clicando nos links abaixo:

Camargo Correa eleva participação na Cimpor.

CSN obtém aval da Comissão Européia para oferta.

16

fev

PIB do Japão Surpreende e Cresce 4,6%.

terça-feira, 16 fevereiro 2010 - 11:44 Postado por: Luiz Caseiro Categoria: blog Tags:, , ,

Crescimento Chinês seria o responsável pela recuperação das exportações japonesas no último trimestre de 2009. Entretanto, uma eventual freada no crescimento chinês provocaria grande impacto sobre a economia do país. Com o resultado, o Japão continua com um PIB nominal superior ao da China, mas pode perder o posto ainda este ano.

Notícia da Folha.

A recuperação das exportações japonesas nos últimos três meses de 2009, principalmente por causa do aumento da demanda na China, levou o PIB do país a crescer a uma taxa anualizada de 4,6% no período, superando expectativas. Com isso, o país se mantém como a segunda maior economia do mundo (PIB de US$ 5,075 bilhões), atrás dos EUA, mas seguido de perto pela China (PIB de US$ 4,9 bilhões). No ano, a economia japonesa encolheu a uma taxa recorde de 5%.

12

fev

Camargo e Votorantim fatiam Cimpor.

sexta-feira, 12 fevereiro 2010 - 18:13 Postado por: Luiz Caseiro Categoria: blog Tags:, ,

A CSN também estava na disputa pela maior empresa industrial de Portugal. Mas por enquanto quem vai levando a melhor é a CC e a Votorantim. O movimento de aquisição do grupo Teixeira Duarte - então maior acionista da Cimpor - pela Camargo nessa semana foi considerado surpreendente, visto que a Votorantim tinha levado vantagem na  compra da Lafarge (que detinha 17,8% da empresa). A Camargo detém atualmente 28,7% do capital da Cimpor, e pode adquirir mais 2,8% nos próximos dias. Agora as duas empresas que são concorrentes no Brasil precisarão administrar conjuntamente a empresa portuguesa.

Veja a notícia da Folha abaixo:

A Camargo Corrêa comprou no início da noite de ontem mais 6,5% da cimenteira portuguesa Cimpor, elevando sua participação para 28,7%. A empresa já havia se tornado o maior acionista individual ao adquirir, na quarta-feira, a participação do grupo Teixeira Duarte.

A construtora pagou 6,50 por ação da Bipadosa. Até segunda-feira, a empresa tem chance de adquirir mais 2,8% da Cimpor. Esse é o prazo para que familiares de Teixeira Duarte detentores de ações decidam se querem ou não vendê-las para a Camargo. Se todos concordarem em vender, o negócio total custará 1,315 bilhão.

A entrada da Camargo na sociedade alterou completamente a disputa pela Cimpor, que envolve também Votorantim e CSN.
A CSN, que fez uma oferta pública de aquisição do controle, tem até hoje para melhorar a oferta. Os acionistas têm até o dia 17 para decidir se aceitam ou não.

A intenção da Camargo é adquirir até o limite de 33% das ações, disse à Folha o presidente do Conselho de Administração, Vitor Hallack. Com mais de 33% ela é obrigada a fazer uma oferta pública de aquisição. “O objetivo agora é concentrar na empresa para que possamos ter harmonia e alinhamento entre os sócios.”

Segundo Hallack, a Camargo não levará adiante a proposta de fusão com a Cimpor, seu desejo inicial. “A fusão não está mais na mesa. Isso não quer dizer que os méritos da proposta não estejam lá. Mas não cabe mais discutir isso hoje.”

Ele admite que a entrada da Votorantim na Cimpor “não estava nos planos”. “Não queríamos ter a Votorantim lá. Perdemos a Lafarge para eles.” Questionado se a coexistência de dois concorrentes na sociedade não poderia gerar problemas para a companhia, ele respondeu: “Posso dizer que sabemos atuar em sociedade. Quando todos querem gerar valor para a empresa, o alinhamento vem”.

A investida da Camargo nos últimos dias surpreendeu o mercado por dois motivos. Desde que perdera a disputa com a Votorantim pela participação da francesa Lafarge (17,3%) na Cimpor, na semana passada, muitos achavam que a construtora estava fora do jogo.

E ninguém acreditava que Teixeira Duarte, então maior acionista individual, venderia sua parte. “Nem nós acreditávamos, e por isso não os procuramos”, conta Hallack. “Estávamos conversando com o Teixeira Duarte dizendo que lamentávamos ter perdido a Lafarge quando ele perguntou por que não fizemos uma oferta para ele; 12 horas depois o negócio estava fechado.”

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fev

Romi faz oferta de US$ 92 mi por empresa norte-americana.

sexta-feira, 5 fevereiro 2010 - 18:57 Postado por: Luiz Caseiro Categoria: blog Tags:,

Oferta teria sido hostil, e é mais um sinal da retomada do apetite de internacionalização das empresas brasileiras. Nota da Folha:

“A fabricante brasileira de máquinas Romi anunciou ontem uma oferta hostil de US$ 92 milhões para comprar todas as ações da norte-americana Hardinge. A Romi, no entanto, disse que a oferta foi rejeitada”.

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fev

Bacharelado em C&T é o curso mais cobiçado pelos jovens brasileiros.

sexta-feira, 5 fevereiro 2010 - 15:01 Postado por: Luiz Caseiro Categoria: blog Tags:, ,

Aos quatro anos, ele conseguiu desbancar direito, engenharia e até medicina. Sem mesmo ter tradição – mas, agora, com prestígio de sobra –, o curso de ciência e tecnologia ganhou o título de mais procurado por alunos do Sisu (Sistema de Seleção Unificada).

Foram mais de 16.250 cadastros para as 1.500 vagas da UFABC (Universidade Federal do ABC) ofertadas no sistema online em apenas seis dias – prazo da primeira rodada, encerrada no dia 3 de fevereiro. O resultado dos convocados na primeira etapa foi antecipado para a noite desta quinta-feira (4).

O professor Derval dos Santos Rosa, coordenador do curso da UFABC, afirma que não ficou surpreso depois de divulgada a quantidade de inscrições feitas no portal do MEC (Ministério da Educação).

- A gente tem sentido que os estudantes estão satisfeitos com o curso, de certa forma, isso não foi uma surpresa. A gente acredita na proposta pedagógica, no corpo docente, na infraestrutura, que está quase pronta.

Rosa credita sua confiança em dois diferenciais do bacharelado: a interdisciplinaridade e a flexibilidade do currículo. Na faculdade não há somente matérias obrigatórias e opcionais, quase 30% das disciplinas são livres. Ou seja, à medida que o aluno monta a grade, ele vai dando a sua própria cara para o curso.

Além disso, Rosa explica que o projeto pedagógico permite que o aluno trace, ao fim do curso, novos caminhos para a carreira. O calouro pode escolher entre oito opções nas engenharias, cinco bacharelados e outras três licenciaturas. Isso faz com que ele estude áreas de conhecimento de seu interesse.

Fonte: R7

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fev

Cosan e Shell anunciam aliança de US$ 12 bilhões

segunda-feira, 1 fevereiro 2010 - 16:08 Postado por: OIC Categoria: blog Tags:, , , ,

SÃO PAULO (Reuters) – A Cosan, maior empresa do setor sucroalcooleiro no Brasil, anunciou nesta segunda-feira negociações com a Shell para a formação de uma joint-venture avaliada em US$ 12 bilhões que vai reunir sob um mesmo teto operações de açúcar, etanol, distribuição de combustíveis e pesquisa.

O negócio, anunciado na segunda-feira após a assinatura de um memorando na véspera, confirma a tendência de crescimento de investimentos estrangeiros na indústria de biocombustíveis do Brasil. Em 2008, a britânica BP adquiriu uma fatia de 50% na Tropical Bioenergia. A Bunge fez acordo em dezembro para comprar a Moema, por US$ 452 milhões, enquanto em 2009 a francesa Louis Dreyfus ampliou sua participação no setor ao assumir a Santelisa Vale.

“A visão da Cosan é se tornar uma líder global em energia limpa e renovável. O nosso tamanho, grau de sofisticação e estágio de desenvolvimento recomenda um parceiro que não apenas compartilhe estes objetivos, mas também tenha acesso a mercados internacionais…”, afirmou Rubens Ometto Silveira Mello, presidente do Conselho de Administração da Cosan, em comunicado nesta segunda-feira.

O memorando assinado pela Cosan prevê negociações exclusivas por 180 dias para a formação da joint-venture que vai unir os negócios da Cosan de açúcar e etanol, incluindo co-geração de energia, com ativos de distribuição e comercialização de combustíveis da Shell no Brasil, além da participação da petrolífera em empresas de pesquisa e desenvolvimento a partir da biomassa.

Segundo o diretor financeiro da Cosan, Marcelo Martins, a joint-venture deve ter uma receita bruta anual estimada em 40 bilhões de reais.

Enquanto isso, a Shell vai fazer em até dois anos aporte em dinheiro na joint-venture de cerca de US$ 1,625 bilhão e valor “contingente” estimado em 300 milhões de dólares ao longo de cinco anos, “a título de contribuição adicional baseada em ganhos futuros da estrutura conjugada”.

Não foram divulgadas estimativas do valor da rede de distribuição da Shell no Brasil.

Segundo a Cosan, a associação será “possivelmente” implementada por meio da criação de duas companhias. Uma ficaria a cargo de açúcar, etanol e co-geração de energia. A outra ficaria com os ativos de distribuição de combustíveis, que será a terceira maior do setor do país, com 4.500 postos de combustíveis no Brasil.

A Cosan já atua no setor de distribuição de combustíveis por meio da Esso, cujas operações brasileiras foram adquiridas em 2008 por aproximadamente 1 bilhão de dólares.

Em dezembro, a empresa anunciou a compra da rede de distribuição da Petrosul, com mais 83 postos.

Distribuição nacional

Segundo Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, com o negócio, a distribuição deve ficar “cada vez mais nacionalizada no Brasil”.

Ele lembrou que agora o forte da distribuição está com grupos brasileiros: BR Distribuidora, Ipiranga (Grupo Ultra), Cosan/Shell e Ale.

A líder em distribuição de combustíveis no país é a BR Distribuidora, da Petrobras, seguida pela Ipiranga, de acordo com dados do Sindicomb, o sindicado do setor.

“Isso (a notícia) reforça os argumentos da decisão da Petrobras de entrar no negócio de etanol”, acrescentou Pires, destacando que a consolidação traz a profissionalização para o setor sucroalcooleiro. “Não vai ter mais aquelas 400 usinas, vão ser menos empresas, mas mais fortes.”

A Cosan vai dar mais esclarecimentos sobre a operação ainda nesta segunda-feira. A companhia vai deixar de fora da associação suas atividades com produção e venda de lubrificantes, atividades logísticas da Rumo Logística, propriedades agrícolas e marcas de alimentos, como “Da Barra” e “União”.