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dezO programa de MBA Internacional em Gestão Estratégica da Inovação, promovido por iniciativa do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), por meio do Centro Internacional de Inovação (C2i) e da Universidade da Indústria (Unindus), em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), já está com pré-inscrições abertas e terá início em março de 2011, com duração de 18 meses.
Esse programa conta com um módulo internacional obrigatório, organizado pela própria Unindus e cujas despesas de viagem, hospedagem e alimentação estão incluídas no valor. O módulo será cumprido na Université de Technologie de Compiègne (UTC), na região de Picardie, França.
O público-alvo são os profissionais das indústrias envolvidos na implantação de processos e projetos de inovação ou com interesse em desenvolver esta competência estratégica. É necessário possuir experiência em áreas de gestão, como gestão estratégica, de processo, do conhecimento e de projetos, e conhecimentos intermediários em língua inglesa.
Para mais informações sobre o programa e pré-inscrição, clique aqui.
16
dez
Publicado pela Palgrave Macmillan e editado por Karl P. Sauvant, Jaya P. Pradhan, Ayesha Chatterjee e Brian Harley, este livro recém-lançado (novembro de 2010) contém estudos que visam fornecer novas perspectivas sobre a ascensão das multinacionais indianas.
O peso dos efeitos advindos das expansões em investimentos e aquisições internacionais das multinacionais indianas é claramente reconhecido nos dias de hoje. Não obstante, ainda assim é escasso o conhecimento acerca destas multinacionais emergentes.
Com o intuito de elucidar algumas questões referentes às características, estratégias de competitividade e modos de atuação destas multinacionais ao redor do mundo, duas notáveis instituições (Vale Columbia Center on Sustainable International Investment, da Universidade de Columbia, e Institute for Studies in Industrial Development, instituição de pesquisa de nível nacional na Índia) apresentam neste livro estudos de importantes pesquisadores da área, provendo, assim, maior entendimento sobre este fenômeno à parte que são as multinacionais indianas.
16
dezMais que petróleo, o País precisa de tecnologia
O Estado de S.Paulo – 15 de dezembro de 2010
Glauco Arbix e João A. De Negri
A palavra inovação frequenta documentos de governo desde 2003. No entanto, a economia apenas lentamente incorpora a inovação em sua dinâmica. Apesar dos novos programas, do aumento do investimento e dos incentivos, o País tem dificuldades para transformar conhecimento em tecnologia, com impacto real na atividade econômica.
Dados recentes da Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec-IBGE) revelam que também as empresas de médio e grande porte têm dificuldades de inovar. De um total de 71,9% de empresas inovadoras com mais de 500 funcionários, apenas 4,1% são apoiadas por programas públicos de subvenção econômica ou de apoio à contratação de pesquisadores; e 4,2% conseguem apoio direto de algum instrumento público para seus projetos. Entre 2006 e 2008, não chegaram a cem as empresas que geraram inovações e foram apoiadas diretamente por algum programa público. Isso indica que o coração da economia brasileira se apoia pouco nos incentivos atuais. Pode ser que problemas existam nas duas pontas. Mas o setor público tem obrigação de avaliar – e melhorar – rapidamente o sistema de estímulo existente.
Países desenvolvidos e emergentes fazem de tudo para injetar dinamismo em suas economias. Apoiam as pequenas empresas inovadoras, investem em áreas de tecnologias críticas, fortalecem o venture capital e até criam Ministérios da Inovação. O Brasil avançou muito na infraestrutura de apoio à inovação. Porém esse esforço pode mostrar-se em vão se as novas oportunidades não forem aproveitadas.
No passado, basicamente por omissão do poder público, o Brasil não se capacitou para a microeletrônica. Por confusão, fechou-se em copas e ficou na traseira da onda da informática. Por carência de incentivos, não avançou nas telecomunicações. E agora, com o pré-sal, o País novamente tem uma chance, que se arrisca a perder se não der o passo certo. O pré-sal não se refere somente ao petróleo, mas a toda uma malha de tecnologia capaz de tornar viável sua prospecção, extração, exploração e distribuição. Malha que extrapola em muito o próprio setor.
Com o pré-sal o Brasil passou a ser mercado cobiçado. A Petrobrás será uma das maiores contratantes de equipamentos e serviços submarinos no mundo, por décadas. E grande parte do avanço tecnológico estará ligado a um setor de bens e serviços a serem utilizados no mar, conhecido como subsea. Estima-se que as aquisições brasileiras para o subsea chegarão a 25% nos próximos dez anos.
Essa realidade coloca questões estratégicas para a Petrobrás, mas também para o País. Estudos indicam que a demanda potencial da Petrobrás daria para tornar viável a criação de empresas brasileiras de alta tecnologia em várias áreas, e não apenas no setor de petróleo.
As atuais regras que definem níveis de conteúdo local se mostraram positivas para a atração de investimentos. Empresas multinacionais do setor parapetroleiro instalam novas unidades no Brasil ou ampliam as preexistentes. Gigantes como Halliburton, Schlumberger, FMC e Baker Hugues constroem centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D) no Brasil, o que é extraordinário.
Mas essas multinacionais precisam capacitar-se para atender à demanda do pré-sal, pois as tecnologias apropriadas ainda estão em fase de criação. Para as empresas que dominam o mercado internacional do petróleo o Brasil será, além de fonte de benefícios, um imenso laboratório, em que a aprendizagem será tão relevante quanto imprescindível.
Cabem aqui perguntas simples: se as estrangeiras podem aprender, por que não as brasileiras? Será que as oportunidades são as mesmas? Não seria de interesse público a capacitação de empresas de base tecnológica de capital nacional? Poucos sabem que cerca de 40% dos engenheiros e profissionais científicos (e quase 50% dos pesquisadores com carteira assinada) trabalham para fornecedores da Petrobrás. Ainda que nem sempre diretamente, trabalham e interagem em firmas que participam de sua rede de fornecedores. Porém dentre as grandes fornecedoras globais não desponta uma única brasileira.
Não se trata de nacionalismo rasteiro nem de crítica à Constituição, que reconhece como brasileiras as empresas aqui instaladas. Trata-se de uma oportunidade única que a História apenas raramente coloca como opção para os países. Ao preparar-se para o pré-sal, o Brasil pode alterar a qualidade de parte de sua ciência, de uma rede de empresas, de uma legião de pesquisadores, cientistas e técnicos, assim como pode estimular a indústria de bens de capital, software, nanotecnologia, telecomunicações, robótica e ambiental.
É equivocada a visão que acredita ser a tecnologia do pré-sal um assunto só de petroleiros, dado o potencial multiplicador de tecnologia e de aprendizagem envolvido. O Brasil pode manter as regras de conteúdo local, assim como o cronograma de exploração das novas reservas. Mas pode e deve ampliar a atual estratégia, de modo a trabalhar com os investimentos compulsórios em P&D, já previstos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), e orientá-los para a diversificação de empresas de capital nacional que atuam no setor. Dessa forma, seriam estimuladas novas competências nas áreas de bens e serviços, com ênfase nas atividades de informação sobre os reservatórios, serviços de perfuração, revestimento de poços e produção e instalação
de equipamentos de subsea.
A incorporação de atividades altamente intensivas em conhecimento por empresas nacionais (mesmo que parcial) contribuirá para aproximar o Brasil dos países que atuam na fronteira tecnológica. Se é de inovação que o País precisa, o pré-sal oferece essa oportunidade gigante.
Glauco Arbix é PROFESSOR DA USP, COORDENADOR DO OBSERVATÓRIO DE INOVAÇÃO DO
INSTITUTO DE ESTUDOS AVANÇADOS DA USP E MEMBRO DO CONSELHO
NACIONAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA;
João De Negri é PESQUISADOR DO IPEA.
15
dezA apresentação do Prof. Dr. Guilherme Ary Plonski (Professor da FEA/USP e da POLI/USP, Coordenador Científico do Núcleo de Política e Gestão Tecnológica/USP e Presidente da ANPROTEC) agora está disponível no Canal do Observatório da Inovação e Competitividade no Youtube.
Para assistir a apresentação na íntegra acesse o Canal do OIC no youtube:
12
dezThe Brazil Outsourcing Virtual Seminar and Trade Show, which starts on Monday, December 13 at 11:00 am US Eastern Time
Registration is free. No travel. You can participate from the comfort of your home or office.
Register at http://www.braziloutsourcing.com.br/2010
Many international keynote speakers at the virtual seminar. Check the agenda:
December, 13
14:00 to 14:10 am Brasilia Time –
Seminar Opens – Flavio Grynszpan, Chairman, Brazil Outsourcing 2010
14:10 to 14:50 am Brasilia Time-
IT Industry Outsourcing Trends and Brazil – Peter Bendor – Samuel, CIO, Everest Group
15:10 to 15:50 pm US Eastern Time-
The Brazilian Open Source Projects – Augusto Gadelha, IT Secretary, Ministry of Science and Technology
16:10 to 16:50 pm Brasilia Time-
Governance, Risk, Compliance and Security Software and Services – Luciane Schutte
17:10 to 17:50 pm Brasilia Time-
IT Industry in Brazil – Djalma Petit, Market Director, Softex
December, 14
14:00 to 14:40 am Brasilia Time-
Outsourcing: Global Trends and Global Opportunities – Michael Corbett, Chairman, IAOP
15:00 to 15:40 pm Brasilia Time-
Outsourcing Services and Solutions- Robert Janssen
16:00 to 16:40 pm Brasilia Time-
Business Management Software and Services – Allan Pires
17:00 to 17:40 pm Brasilia Time-
IT Services from Rhodia in Brazil: a Case of Success – Xavier Rambaud, Global CIO, Rhodia
17:40 pm Brasilia Time –
Seminar Closes – Flavio Grynszpan, Chairman, Brazil Outsourcing 2010
The virtual trade show continue until February, 2011. At the trade show, Brazilian companies are showing their software, services and solutions in key areas:
* Security Solutions: governance, risk and compliance
* Business Management Software for SME: ERP, CRM, BI, WMS, POS,
supply chain, strategic planning, sales force automation
* IT and Business Process Outsourcing Services for the international market
Business Open Source Software and Services: infrastructure and applications
The event is promoted by Softex/Apex and the Ministry of Science and Technology.
Register and participate. Seminar opens at 11:00 US eastern time on Monday, December, 13 . Register now
www.braziloutsourcing.com.br/2010
25
novFonte: Folha de São Paulo.
As micro e pequenas empresas brasileiras absorvem cerca de metade dos trabalhadores formais do país.
Apesar disso, produzem apenas 20% do Produto Interno Bruto, segundo levantamento do Sebrae. Na Itália, esse valor chega a 55,6%.
Quando comparadas com firmas de mesmo porte de países industrializados europeus, a produtividade das brasileiras fica ainda pior.
Na avaliação de Carlos Alberto dos Santos, diretor técnico do Sebrae, falta inovação e competitividade.
Na Europa e em outros países industrializados como a Coreia do Sul, diz Santos, as pequenas tem produtividade para competir globalmente, o que falta no Brasil.
“Estratégia competitiva não é só software caro. É inovação constante de processo, gestão e produto. Não se resume apenas a câmbio e a infraestrutura.”
Para ele, o ideal é chegar, no mínimo, a 40% do PIB nos próximos dez anos.
O conceito italiano de “artesanato industrial”, em que pequenas empresas familiares conseguem agregar alto valor mantendo a padronização, é um bom exemplo, diz.
Na Alemanha, a integração das pequenas na cadeia produtiva das gigantes é intensa, mas a participação parece pequena devido ao tamanho das multinacionais.