Observatório da Inovação e Competitividade

Site do Observatório da Inovação da USP, uma iniciativa do IEA/USP, coordenado pelos Professores Glauco Arbix e Mário Salerno.

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Descobertas científicas na era da eScience

quinta-feira, novembro 3rd, 2011

Agência FAPESP – O Instituto Microsoft Research-FAPESP de Pesquisas em TI e a editora Oficina de Textos lançarão oficialmente, no dia 3 de novembro, o livro O quarto paradigma – descobertas científicas na era da eScience.

Organizado por Tony Hey, vice-presidente corporativo da Microsoft Research Connections, Stewart Tansley, diretor da Microsoft Research Connections, e Kristin Tolle, diretora da Microsoft Research Connections Team’s Natural User Interactions, o livro apresenta pesquisas para a formulação do chamado “quarto paradigma” – uma nova metodologia de desenvolver ciência, baseada no uso intensivo de dados e na utilização de computação avançada para interpretar essas informações e criar conhecimento.

O evento será aberto às 10h por Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP. Em seguida, Roberto Marcondes Cesar Junior, professor do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador da área de ciência e engenharia da computação da FAPESP, fará uma palestra sobre a eScience no Brasil.

Encerrando a programação, Daniel Fay, diretor de Terra, Energia e Ambiente do Microsoft Research Connections, irá proferir uma palestra sobre “O quarto paradigma – o uso intensivo de dados e a computação avançada nas descobertas científicas”.

O evento será realizado em inglês, sem tradução simultânea para o português, no auditório da FAPESP, localizada na R. Pio XI, nº 1500, no Alto da Lapa, em São Paulo.

As inscrições devem ser feitas em www.fapesp.br/eventos/4paradigma/inscricoes.

Mais informações: www.fapesp.br/6625.

O quarto paradigma – descobertas científicas na era da eScience
Organizadores: Tony Hey, Stewart Tansley e Kristin Tolle
Lançamento: 2011
Mais informações: www.ofitexto.com.br/produto/o-quarto-paradigma.html

Bolsas na França

terça-feira, novembro 1st, 2011

Agência FAPESP – O Ministério das Relações Exteriores da França está com inscrições abertas para um programa de bolsas de excelência para estudantes internacionais admitidos em instituições francesas de ensino superior. Trata-se do programa Eiffel, que tem por objetivo formar futuros líderes estrangeiros nos setores público e privado.

O programa de bolsas visa encorajar candidaturas de estudantes de países emergentes, em especial da Ásia, América Latina, Europa do Leste, Oriente Médio e dos novos Estados membros da União Europeia, mas também, para o nível doutorado, dos países industrializados.

São oferecidas duas categorias de bolsas, sendo que as candidaturas deverão ser apresentadas exclusivamente pelos estabelecimentos, que se comprometem a efetuar a inscrição dos estudantes selecionados.

Os estudantes interessados em participar da seleção do programa Eiffel devem manifestar seu interesse ao apresentar suas candidaturas às instituições francesas que, por sua vez, terão até 6 de janeiro para encaminhar as candidaturas à Égide (parceira do Ministério).

Para a categoria Master (especialização ou mestrado), o estudante receberá 1.181 euros mensais. A bolsa é concedida no máximo 12 meses para uma inscrição em M2, 24 meses para uma inscrição em M1 e 36 meses para a preparação de um diploma de engenharia.

As áreas de estudos contempladas são: engenharia, economia e administração, direito e ciências políticas. Para concorrer é preciso ter no máximo 30 anos de idade.

Já na Doctorat (doutorado) são 1.400 euros mensais por dez meses de mobilidade (cotutela ou co-orientação). As áreas de estudos contempladas são: ciências da engenharia e ciências exatas (matemática, física, química e ciências da vida, nano e biotecnologia, ciências ambientais, ciência e tecnologias da informação e da comunicação), economia, administração, direito e ciências políticas. Para concorrer é preciso ter no máximo 35 anos de idade.

Mais informações: www.egide.asso.fr/jahia/Jahia/appels/eiffel

Luta pelos royalties

terça-feira, novembro 1st, 2011

Agência FAPESP – O Senado Federal aprovou, no dia 19 de outubro, um projeto de lei que propõe um novo modelo de distribuição das receitas geradas pelos campos de petróleo recentemente descobertos no país, mas o novo projeto não inclui a definição de royalties para a ciência, tecnologia, inovação e educação, que era prevista em modelos anteriores.

O tema foi destaque, na última segunda-feira (24/10), na seção de notícias da edição online da revista Nature. De acordo com a revista, a expectativa é que o petróleo descoberto no pré-sal gere receitas de R$ 80 bilhões por ano em 2020. O projeto de lei será votado na Câmara dos Deputados antes de ser sancionada pela presidente da república.

O diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, declarou à Nature que a aprovação pleo Senado foi um grande golpe para a ciência e para o financiamento de tecnologia no Brasil. “Começa o desmantelamento de um sistema de financiamento que foi criado em 1998, que tem trazido excelentes resultados em ciência e tecnologia no Brasil”, afirmou Brito Cruz, segundo a revista.

No início de setembro, segundo a revista, uniram-se para a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) lançaram um abaixo assinado pedindo 7% dos royalties para o financiamento de ciência e 30% para a educação. Até agora, de acordo com a Nature, a petição já reuniu mais de 27 mil assinaturas. O objetivo é conseguir um milhão de adesões.

Helena Nader, presidente da SBPC, segundo a Nature, disse que foram justamente os investimentos em educação ciência e tecnologia realizados no passado que permitiram ao país descobrir o pré-sal. Ela escreveu aos congressistas pedindo à Câmara dos Deputados que “revertesse a falta de compromisso com o futuro da nação”.

“Investir em ciência e tecnologia é apostar no futuro do país. Quando o dinheiro do petróleo acabar, ficaremos com a renda que vem da educação, da ciência e da tecnologia”, teria dito Nader à Nature.

Mais informações: www.nature.com 

Avanços em bioenergia

terça-feira, novembro 1st, 2011

Agência FAPESP – A Bioenergia foi o tema de uma das sessões do simpósio FAPESP Week, encerrado na quarta-feira (26/10) em Washington, Estados Unidos, na qual pesquisadores brasileiros discutiram os recentes avanços científicos e tecnológicos e as perspectivas para a produção sustentável de biocombustíveis no mundo.

Glaucia Souza, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo, apresentou resultados do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), do qual é um dos membros da coordenação. O objetivo do programa, segundo ela, é articular atividades de pesquisa e desenvolvimento em laboratórios e empresas para promover o avanço do conhecimento e sua aplicação na produção sustentável de energia a partir do etanol de cana-de-açúcar.

Em sua apresentação, Souza relatou a estrutura e divisões do programa, além de objetivos e resultados de alguns dos 56 projetos de pesquisa em andamento. A pesquisadora destacou a capacidade e resistência dos atuais cultivares para produção de alimentos e energia a custos compatíveis e o balanço energético positivo e baixa emissão de gases de efeito estufa das atuais variedades de cana.

Uma indústria bem desenvolvida no Brasil, segundo a pesquisadora, beneficia-se da produção de 80 toneladas de cana por hectare plantado, com uma produção de 28 bilhões de litros de etanol em 400 usinas instaladas no país. Souza ressaltou ainda que 47% da matriz energética brasileira é renovável. Em países em desenvolvimento é de 13% e cerca de 8% em países desenvolvidos.

A divisão de biomassa do programa trata da rota tecnológica da produção de biocombustível pela aplicação de técnicas de biologia molecular para aumentar a produtividade da cana. Segundo a professora, da forma como é possível fazer esse trabalho hoje, seriam necessários 12 anos para se chegar a essa variedade de alta produção.

“O que queremos é acelerar esse processo por meio da rota transgênica, usando marcadores moleculares”, disse Souza. Os projetos nessa divisão, segundo ela, estudam variedades de cana, fazem o sequenciamento do genoma da cana, e desenvolvem algoritimos para entender a complexidade do processo de geração de novas variedades, entre outros temas.

Perspectiva da indústria

Carlos Calmanovici, da ETH Bioenergia destacou o recente acordo firmado com a FAPESP e a criação de um Centro de pesquisa e desenvolvimento na empresa como uma oportunidade de desenvolvimento. A empresa possui duas usinas no Brasil e pretende colocar outras sete em operação para chegar a uma capacidade de produzir tês bilhões de litros de etanol até 14 milhões de litros de etanol até 2013.

Em sua apresentação, Fernanda Gandara, da Synthetic Genomics relatou o trabalho da companhia para desenvolver processos para síntese de produtos de interesse por meio da alteração do genoma de microrganismos.

“Estamos manipulando o genoma de leveduras e alga fotossintética para que elas realizem as funções que desejamos. A partir de fontes diferentes de carbono, como biomassa de plantas ou dióxido de carbono, esses organismos transformam o carbono absorvido em produtos de maior valor agregado, como, produtos químicos, biocombustíveis ou novas fontes de alimentos ou fármacos”, disse.

USP Leste terá programa de divulgação científica para a comunidade

terça-feira, novembro 1st, 2011

Agência FAPESP – O pró-reitor de Pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), Marco Antonio Zago, anunciou a criação de um programa de divulgação científica na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP Leste.

O projeto visa promover a interação dos estudantes de escolas secundárias da região com a USP, desenvolvendo atividades e projetos científicos em conjunto.

O novo programa terá como sede provisória uma construção que será chamada de Casa da Ciência. O local contará com salas de aula, anfiteatro, laboratórios para experimentos, salas para exposições temporárias e para trabalhos em conjunto.

De acordo com a USP, a escolha do local levou em conta a proximidade do campus com uma população que tem menos acesso ao ensino e à ascensão social.

Zago acredita que a Casa poderia ser instalada em outros locais, mas explica que o campus Leste foi escolhido como sede do novo projeto também porque existem cerca de 1400 escolas públicas de ensino secundário na região.

Os professores participantes da EACH irão elaborar o projeto e decidir a estratégia de comunicação com as escolas secundárias, além dos temas a serem desenvolvidos.

Segundo a universidade, um dos objetivos da criação do campus Leste foi promover a integração da população local com a universidade, servindo como instrumento para alavancar seu desenvolvimento.

A USP informa também que as obras do edifício definitivo para abrigar o projeto estão previstas para serem iniciadas ainda este ano.

Mais informações, aqui.

Chinese FDI in the United States is taking off: How to maximize its benefits?

terça-feira, outubro 25th, 2011

by Thilo Hanemann and Daniel H. Rosen

China’s outward foreign direct investment (OFDI) grew rapidly in the past decade, but flows to developed economies have been limited. Now China’s direct investment flows to the United States are poised to rise substantially. This new trend offers tremendous opportunities for the U. S., provided policymakers take steps to keep the investment environment open and utilize China’s new interest productively.

China’s OFDI flows grew from an annual average of below US$ 3 billion before 2005 to over US$ 60 billion in 2010, bringing China’s total global OFDI stock to more than US$ 300 billion.[1] This investment was concentrated in developing countries and a few resource-rich developed economies. Chinese investments in the U. S. were few and far between.

Since 2008, that story has begun to change. A new dataset allowing a real-time assessment of FDI patterns shows that Chinese FDI in the U. S. is taking off. Direct investment expenditures by Chinese firms in that country have grown more than 130% a year over the past two years. In 2010 alone, Chinese firms spent more than US$ 5 billion in the U. S. on 25 greenfield projects and 34 acquisitions. Today, Chinese firms have investments in at least 35 of the country’s 50 states, across a wide range of industries.[2]

This new momentum in Chinese FDI in developed economies is driven by changing economic realities forcing firms to look abroad. In the past, a fast-growing domestic economy and booming export markets overshadowed overseas opportunities. The shift of China’s growth model is now forcing Chinese firms to upgrade technology, move up the value chain and augment their managerial skills and staff base. We expect Chinese firms to place US$ 1-2 trillion in OFDI worldwide over the coming decade. Developed economies will receive a big share of this investment.

Japan exemplifies the potential. Japanese firms played a minor role in the U.S. economy when they started to invest there in the 1970s. Today, they employ more than 700,000 workers in that country, with an annual payroll of US$ 50 billion, account for more than US$ 60 billion of U.S. exports and spend more than US$ 5 billion annually on research and development in the U. S.[3] However, China will not inevitably replicate Japan’s success. Policymakers must take the right steps to ensure these flows materialize and benefits are maximized.

In particular, U.S. leaders must guard against protectionism and defend investment openness. China’s modest OFDI has already stoked political fires, and there is a danger that anti-China sentiment may further increase if OFDI levels surge. Washington must work on protecting the national security review process from politicization, improve decision-making transparency and reject calls to expand the reviews to include economic security issues.

The U. S. should not only keep the door open but should actively encourage FDI from China, starting with a clear and bipartisan message that this investment is welcome.[4] Growing FDI from China and other emerging markets is changing the game. The U. S. might lose out in competition with other developed countries if it fails to adapt.

Finally, policymakers need to think how best to leverage China’s new overseas investment interest. Threatening to block access to sectors in which foreign firms face restrictions in China would choke off badly needed investment — while having little effect on foreign investment rules in China. However, the increasing presence of Chinese firms in their jurisdiction gives developed countries greater leverage to demand openness, transparency and adherence to global business norms from those companies and their domestic regulators. The U.S. Government should explore bilateral and multilateral options for using this new leverage.

Formulating a coherent policy response to growing Chinese investment is crucial in preparing for a major shift in the patterns of global capital flows. From 2000 to 2009, the share of emerging markets in global OFDI flows jumped from less than 2% to more than 14% as the rest of the world has started to catch up with developed countries in global FDI flows.[5] China will serve as a test case for how the United States deals with these new realities.