Observatório da Inovação e Competitividade

Site do Observatório da Inovação da USP, uma iniciativa do IEA/USP, coordenado pelos Professores Glauco Arbix e Mário Salerno.

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Mais de 4 mil livros de ciência de graça

quarta-feira, junho 15th, 2011

Agência FAPESP – A National Academies Press (NAP), editora das academias nacionais de ciência dos Estados Unidos, anunciou no dia 2 de junho que passou a oferecer seu catálogo completo para ser baixado e lido de graça pela internet.

São mais de 4 mil títulos, que podem ser baixados inteiros ou por capítulos, em arquivos pdf. A NAP publica mais de 200 livros por ano nas mais diversas áreas do conhecimento, com destaque para publicações importantes em política científica e tecnológica.

Os livros podem ser copiados livremente a partir de qualquer computador conectado na internet e mostram o esforço da NAP em democratizar o acesso ao conteúdo produzido pelas academias norte-americanas. As academias, que atuam há mais de 100 anos, são: National Academy of Sciences, National Academy of Engineering, Institute of Medicine e National Research Council.

Os títulos em capa dura continuarão à venda no site da NAP. A opção de ler de graça parte de livros ou títulos inteiros começou a ser oferecida pelo site em 1994. A oferta de todo o catálogo de graça para ser baixado em pdf foi feita primeiro para os países em desenvolvimento.

Entre os títulos que podem ser baixados estão: On Being a Scientist: A Guide to Responsible Conduct in Research, Guide for the Care and Use of Laboratory Animals e Prudent Practices in the Laboratory: Handling and Management of Chemical Hazards.

Mais informações: www.nap.edu

PWC – “A&D Insights: Gaining technological advantage”

sexta-feira, junho 10th, 2011

Tendo em vista a palestra do Exmo. Brig. Reginaldo dos Santos (13 de junho), reitor de uma das mais renomadas instituições tecnológicas do Brasil, o ITA, gostaria de lançar algumas discussões no ar de forma a subsidiar o debate na próxima segunda-feira. 

A PWC (PricewaterhouseCoopers), por exemplo, umas das gigantes do setor de consultorias (ao lado de nomes como Deloitte, Ernst & Young e KPMG), lançou recentemente a segunda edição  de “A&D Insights” de olho nas transformações no segmento Aeroespacial e de Defesa. Trata-se de um trabalho de 40 páginas repleto de dados bastante interessantes e depoimentos de grandes executivos do setor, fruto de 18 entrevistas realizadas entre novembro de 2010 e março de 2011. Destaque-se o breve depoimento do executivo da Embraer, Luiz Carlos Siqueira de Aguiar, logo no início da publicação.  Disponível em: http://www.pwc.com/en_GX/gx/aerospace-defence/pdf/aerospace-defence-insights.pdf.

Levando em consideração algumas das tendências apontadas por esse relatório, como a indústria aeroespacial e de defesa está se preparando para os novos desafios?

Inovações Tecnológicas no Brasil: Desempenho, Políticas e Potencial

quinta-feira, junho 9th, 2011

Foi lançado, no dia 02/06/2011, o livro Inovações Tecnológicas no Brasil: Desempenho, Políticas e Potencial, organizado por Ricardo Sennes (professor de relações internacionais da PUC-SP e diretor da Prospectiva Consultoria) e Antonio Britto Filho (presidente executivo da Interfarma). Publicado pela editora Cultura Acadêmica, é uma coletânea de análises de gestores na área de ciência e tecnologia sobre o desenvolvimento de pesquisa e a evolução de políticas de ciência, tecnologia e inovação no Brasil, especialmente na área da saúde.

O livro é dividido em quatro partes; as três primeiras contam com artigos (9 capítulos no total) e a quarta é constituída por entrevistas.

Glauco Arbix (atual presidente da FINEP e coordenador geral temporariamente afastado do Observatório da Inovação e Competitividade) e Luiz Caseiro (pesquisador do Observatório da Inovação e Competitividade) constam entre os autores do livro, com o artigo: “Inovação à brasileira. Três estilos de internacionalização: Natura, Marcopolo e Embraer” (Parte 2, cap. 4).

SUMÁRIO

Parte 1. Potencial Científico do Brasil

Capítulo 1: Recursos humanos para ciência e tecnologia no Brasil
Carlos Henrique de Brito Cruz
Capítulo 2: Evolução e perfil da produção científica brasileira
Marco Antonio Zago
Capítulo 3: Avaliação do perfil atual da pesquisa aplicada no Brasil
Fernando Galembeck


Parte 2. Inovação como estratégia empresarial

Capítulo 1. Atração de investimentos direto estrangeiro em pesquisa e desenvolvimento
Sérgio Queiroz
Capítulo 2: A Inovação na Empresa: imperativo para uma mudança estratégica
Ronald Dauscha
Capítulo 3: Os movimentos das multinacionais e a internacionalização da pesquisa, desenvolvimento e inovação
Ricardo Sennes, Anselmo Takaki e Gabriel Kohlmann
Capítulo 4: Inovação à brasileira. Três estilos de internacionalização: Natura, Marcopolo e Embraer
Glauco Arbix e Luiz Caseiro


Parte 3. Inovação no Brasil: comparações e casos de sucesso

Capítulo 1: Oportunidades, incentivos e dificuldades na atração e estabelecimento de laboratórios de pesquisa no Brasil: o caso da IBM Research-Brasil
Claudio Pinhanez e Fábio Gandour

Capítulo 2: Ambiente internacional de inovação biofarmacêutica: situação atual e perspectivas
Eduardo Emrich Soares


Parte 4. Inovação no setor da saúde do homem no Brasil

* Panorama regulatório da pesquisa no Brasil

Entrevistados:
Jorge Kalil, Diretor Geral do Instituto Butantan
José Fernandes Perez, Recepta Biopharma
Marcelo Vianna Lima, Sociedade Brasileira de Medicina Farmacêutica

* Centros de pesquisa em hospitais de ponta no Brasil

Entrevistados:
Luiz Fernando Lima Reis, Diretor do Hospital Sírio-Libanês
Luiz Vicente Rizzo, Diretor do Hospital Albert Einstein

* Link entre inovação e acesso saúde

Entrevistados:
Antonio Paes de Carvalho, empresa de biotecnologia Extracta
Reinaldo Guimarães, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Ministério da Saúde

* Inovação nos laboratórios públicos

Entrevistados:
Manoel Barral Neto, Fiocruz Bahia
Otávio Azevedo Mercadante, Ex-Diretor Geral do Instituto Butantan

* A Inovação e o BNDES

Entrevistados:
João Carlos Ferraz: Diretor de Planejamento do BNDES
Pedro Palmeira, Chefe do Departamento de Produtos Químicos e Farmacêuticos do BNDES

Comunidade científica vai propor novo marco legal para a ciência no País

quinta-feira, junho 9th, 2011

Alexandre Gonçalves – O Estado de S. Paulo

Secretários estaduais de ciência e tecnologia e representantes das fundações estaduais de amparo a pesquisa de todo o Brasil vão enviar à Câmara e ao Senado a proposta de um novo marco legal para a ciência no País. A iniciativa nasceu de um fórum em Belo Horizonte que terminou nesta terça-feira [31/05] e reuniu o Conselho Nacional dos Secretários de Ciência e Tecnologia (Consecti) e o Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap).

“Não basta fazer ajustes no cipoal de leis que já existem”, afirma Mario Neto Borges, presidente do Confap. “Só um novo arcabouço legal resolve o problema.” A maioria dos pesquisadores defende a urgência das reformas, inclusive representantes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), presentes no evento.

Também há consenso quanto às mudanças necessárias. No encontro, a exigência de submeter-se à lei de licitações (Lei nº 8666, de 21/06/1993) para a compra de material de pesquisa foi o tema mais debatido. Pesquisadores e gestores argumentam que não faz sentido utilizar a mesma lei que regula construção de estradas para fiscalizar gastos com ciência.

Por um lado, o volume de recursos em jogo seria muito menor. Por outro, demandaria maior agilidade e flexibilidade na execução dos gastos. Muitas vezes, por exemplo, equipamentos essenciais para determinados estudos contam com um único fornecedor. Mas, segundo os cientistas, a legislação atual trata com enorme desconfiança licitações com um só candidato, algo sensato quando o objetivo é construir um hospital, mas bem pouco prático quando a meta é trabalhar com tecnologia de ponta e inovação.

“Há um grave problema cultural no País”, aponta o secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia do Estado do Pará, Alex Fiúza de Mello. Ele afirma que servidores dos órgãos de fiscalização orçamentária, “com raras exceções”, aplicam a lei de forma cega, atendo-se à letra, mas sacrificando o espírito da norma. “Há especificidades no trabalho de pesquisa que precisam ser levadas em conta”, aponta.

Ele propõe que, na mudança do marco legal, os critérios para julgar se o dinheiro público foi destinado corretamente olhem para os frutos da pesquisa, e não para um check list com resultados determinados de antemão. “A princípio, quando um sujeito começa uma pesquisa, não sabe exatamente o que vai encontrar e os caminhos que vai trilhar”, comenta Borges. “É diferente de outros tipos de gasto público.”

Angela Brusamarello, do Tribunal de Contas da União (TCU), também presente no evento, disse que o órgão tem se esforçado para garantir que os auditores aprendam as particularidades do processo de pesquisa e já se observam pequenos avanços na relação com a academia. Contudo, Angela ressalva que a lei atual não é ruim. Bastaria saber aplicá-la.

A lei já prevê, por exemplo, um trâmite específico para a compra de equipamentos de um fornecedor específico. “O problema é que a maioria dos pesquisadores não sabe usar a lei”, afirma Angela. Ela considera importante a criação de uma carreira para gestores científicos que tire das costas dos pesquisadores de bancada o fardo de administrar compras de insumos ou relatórios orçamentários. “Além disso, se todo mundo exigir uma lei diferente para regular o gasto público em cada área – ciência, cultura, esporte… -, a situação só piora”, pondera. “Precisamos de menos leis. Não de mais.”

Mas os cientistas argumentam que a burocracia da atual legislação torna estéreis os esforços para inovação. “Quando mencionamos inovação, estamos falando principalmente da iniciativa privada”, afirma o diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes), Anilton Salles Garcia. “E o marco legal atual inibe as parcerias dos pesquisadores que atuam na universidade pública com os empresários, pois a iniciativa privada tem medo de perder o dinheiro investido no emaranhado de leis”, conclui Borges.

Outros temas também exigem mudanças – algumas vezes, drásticas – na atual legislação, segundo os pesquisadores. As restrições de acesso à biodiversidade e os entraves à importação de insumos, por exemplo, também geraram relatos acalorados dos cientistas.

Um grupo de juristas que acompanhou as discussões já começou a preparar um conjunto de propostas para alterar a legislação. Uma versão preliminar foi apresentada no fim do fórum. “Mas precisamos de algo mais concreto antes de enviar para Brasília”, comentou Odenildo Teixeira Sena, presidente do Consecti. O texto será melhor elaborado e deve incluir novas sugestões de pesquisadores. A versão final ficará pronta até o fim de julho. O deputado federal Sibá Machado (AC-PT), representando a Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, comprometeu-se a levar o texto para discussão no Legislativo.

BBest prorroga inscrições para tutoriais

quinta-feira, junho 9th, 2011

Agência FAPESP – A Conferência Brasileira de Ciência e Tecnologia em Bioenergia (1st Brazilian BioEnergy Science and Technology Conference – BBest) prorrogou até o dia 15 de junho o período de inscrições para participação nos cursos tutoriais pré-evento.

Os cursos serão realizados no dia 14 de agosto, antes da abertura do BBest, principal evento brasileiro sobre o estado da arte na área de bioenergia que ocorrerá de 14 a 18 de agosto de 2011 em Campos do Jordão (SP).

A BBest será um fórum internacional privilegiado para especialistas de todo o mundo apresentarem seus mais recentes avanços científicos e realizações tecnológicas e discutirem negócios e políticas para o desenvolvimento do setor.

A conferência está estruturada em Sessões Plenárias, Sessões Especiais, Sessões Paralelas, Sessões de Pôster e Espaço para exposição de produtos e novas tecnologias, nos seguintes tópicos: Biomassa; Tecnologia de Biocombustíveis; Alcoolquímica e Biorrefinarias; Motores e outros Aparelhos de Conversão; Integração de Processos; e Sustentabilidade.

Os cursos tutoriais são destinados a profissionais envolvidos na produção e utilização de biocombustíveis, bem como a novos pesquisadores da área e estudantes de pós-graduação.

Os tutoriais serão ministrados por renomados especialistas, entre os quais os brasileiros Augusto Horta Nogueira (Unifei), Francisco Nigro (IPT), Luiz Antonio Bonomi (CTBE), Márcia Azanha (USP), Oscar Braunbeck (CTBE), René Nome (Unicamp) e Rubens Maciel Filho (Unicamp); os norte-americanos Paul Moore (Texas A&M) e Steve Long (EBI); o inglês Jeremy Woods (Imperial College) e o alemão Wolfgang Marquardt (Aachen Institute).

Os temas dos oito tutoriais são: Fotossíntese; Melhoramento de cana e práticas agrícolas; Biocombustíveis Avançados I – Produção de Etanol; Biocombustíveis Avançados II – Etanol celulósico; Biorrefinarias; Motores; Sustentabilidade I – Meio ambiente; e Sustentabilidade II – Socioeconomia dos Biocombustíveis.

Mais informações e inscrições: www.bbest.org.br e bbest@bbest.org.br.

Começam as obras do Parque Científico da Unicamp

quinta-feira, junho 9th, 2011

Agência FAPESP – Foi iniciada a construção do Núcleo do Parque Científico da Unicamp, que abrigará o centro administrativo e a nova estrutura da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Unicamp (Incamp).

De acordo com a Unicamp, da área projetada da obra, de 4.000 m², na primeira fase serão construídos 2.750 m², com previsão de entrega em 360 dias. A obra, financiada pelo Governo do Estado de São Paulo, terá investimento de R$ 5.505.439,44. No Parque, o espaço para a incubação de empresas de base tecnológica será ampliado para atender até 48 empresas.

Para Roberto de Alencar Lotufo, diretor executivo da Agência de Inovação Inova Unicamp, a construção do Núcleo é um importante passo para a implantação do Parque Científico da Unicamp. “Também estamos em negociação avançada para o início da construção de outros prédios em parceria”, disse.

O Parque Científico da Unicamp está pré-credenciado no Sistema Paulista de Parques. Sua estrutura final ocupará uma área de 100.000 m², dedicada à instalação de laboratórios para o desenvolvimento e execução de projetos de pesquisa colaborativa em parceria com a Unicamp e financiados por empresas e outras instituições públicas e privadas inovadoras. As negociações para instalações no Parque também já começaram e estão sendo articuladas por meio da Inova Unicamp.

A gerente do Centro de Inovação em Software (Inovasoft) da Inova Unicamp, Iara da Silva Ferreira, explicou que para se instalar no Parque a empresa deve ter um projeto de pesquisa envolvendo uma unidade de pesquisa da universidade. “As empresas deverão investir em estrutura, além de arcar com o custo do condomínio”, afirmou.

Um projeto elegível também deve cumprir os seguintes requisitos: o financiamento deve ser da própria empresa e a execução do projeto de pesquisa deve ter duração determinada, sendo que a proposta do projeto a ser desenvolvido em parceria deve ser relevante para as unidades de ensino e pesquisa. As propostas serão avaliadas pelo Conselho Superior do Parque Científico.

O processo de seleção é público e está aberto a qualquer organização de base tecnológica, de todo o país. Empresas que queiram se instalar no Parque têm como opção de financiamento para a construção de laboratório o crédito acumulado do ICMS, já que as companhias integrantes de parques tecnológicos, que compõem o Sistema Paulista de Parques Tecnológicos, podem utilizá-lo para pagamento de bens e mercadorias adquiridos.

Outras formas de incentivo também podem ser utilizadas, como da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Mais informações: www.unicamp.br/unicamp/divulgacao/2011/05/31/comecam-as-obras-do-parque-cientifico-da-unicamp