Observatório da Inovação e Competitividade

Site do Observatório da Inovação da USP, uma iniciativa do IEA/USP, coordenado pelos Professores Glauco Arbix e Mário Salerno.

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CISB – Inovação aberta no setor de defesa: por que isso faz sentido

quinta-feira, outubro 4th, 2012

Fonte: Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro

Cláudio Mazzola, gerente de Inteligência Tecnológica da Clarke, Modet & Co

O setor aeroespacial e de defesa é  mundialmente reconhecido por seus incontáveis avanços no desenvolvimento de  tecnologia e inovação, devido a mais de um século de avanços técnicos sem  precedentes. Porém, o setor não se encontra mais em seu auge como que em épocas  de Guerra Fria. O cenário competitivo geopolítico e econômico mudou  significativamente na última década e o papel da indústria A&D, como grande  impulsionadora de inovações, foi enfraquecido e sendo sobreposto por outras  indústrias, derivadas da própria A&D, como a de tecnologia da informação e  comunicação.

Vem surgindo, então, a necessidade de se  investir em um novo modelo, que permita mais interação como  outros setores. É natural que soluções do setor A&D migrem com o tempo  para outras áreas. No entanto, começa a ser observado um fenômeno reverso de  interação entre setores, como que uma via dupla de conhecimento. Um grande  número de inovações, novas tecnologias e novos conceitos são e serão  descobertos em outros lugares: universidades, pequenas e médias empresas,  outras indústrias (telecomunicações, tecnologia da informação, química,  energia). Trata-se de um processo conhecido como outside in no modelo de  inovação aberta. Esses recursos criados para além dos muros podem e  devem ser utilizados internamente.

É importante que as empresas de A&D  possam capturar essas inovações e trabalhar em colaboração com universidades e  outras empresas no desenvolvimento de plataformas tecnológicas de  uso militar, principalmente nos chamados processos coupled (alianças, cooperação  e joint ventures para codesenvolvimento e  comercialização da inovação). Laboratórios de pesquisa do setor já estão  em parceria com os melhores universidades e instituições de pesquisa, de modo a  compreender, antecipar e preparar as próximas quebras de conceitos. É  o caso, por exemplo, da Nasa, que possui um centro de excelência em projetos  colaborativos para inovação onde, em conjunto com instituições de ensino como  Havard Business School, plataformas de crowd  sourcing como Innocentive e Yet2 e apoio de fundos governamentais, busca  oferecer soluções para os requisitos e demandas das agências governamentais  norte-americanas.

A troca com agentes externos é igualmente  benéfica para os parceiros. Muitas tecnologias desenvolvidas pelo setor de  A&D têm uso duplo civil e para defesa e são aplicáveis em outros setores,  principalmente nos campos de segurança, transporte, logística e tecnologia da  informação. Cabe ressaltar que questões relacionadas à mobilidade urbana,  comunicação, gestão de recursos hídricos e energéticos são fundamentais para  manutenção da vida dos grandes centros.

Um exemplo brasileiro que pretende  caminhar nessa direção é o polo de Guaratiba, onde já estão  presentes o Centro Tecnológico e o Centro de Avaliação do Exército, e que  vai abrigar, em breve, o Instituto militar de Engenharia (IME). A transferência  do IME para Guaratiba aproxima pesquisa e desenvolvimento criando um canal  de interação com a universidade mais acessível e eficiente.  O polo vai  ser então um campo de aplicação direta da inovação aberta, ao  unir indústria, governo e academia em uma sinergia semelhante à encontrada  nos parques tecnológicos suecos.

Vale lembrar que inovação aberta não  implica em disponibilizar tecnologia sensível sem se preocupar com modelos de  monetização. Inovação também é monetizar ideias novas e não apenas gerá-las.

A sueca Saab é um exemplo forte  de como esse processo pode ocorrer. A empresa possui um empreendimento  corporativo com foco em investimentos spin-in e spin-out, a Saab  Ventures. Quando surgem projetos promissores a partir das atividades de  Pesquisa e Desenvolvimento da Saab em que se percebe que podem ser mais bem  aproveitados por meio de novos negócios, eles passam por processos de spin  out. Ao mesmo tempo, o braço de investimentos do grupo busca empresas  emergentes que podem agregar valor ao core business da Saab e  incentiva o desenvolvimento de projetos inovadores independentes – é  o chamado spin in. A Saab também participa de redes de inovação como o  Lindholmen Science Park e o Mjerdevic Science Park.

A inovação aberta apoiada no tripé  universidade, empresa e governo, portanto, pode e deve ser um caminho em  diversas áreas, inclusive para o setor de A&D. O modelo começou a ser  implantado no Brasil por meio de diversos projetos na área de redes elétricas  urbanas inteligentes e de biocombustíveis de segunda geração,  visando à produção de polímeros verdes, além do incentivo aos parques  tecnológicos, com laboratórios de pesquisa e desenvolvimento de grandes  empresas, universidades, institutos de tecnologia, empreendedores e  investidores.

 

 

TERRA – Brasil importa tecnologia espanhola para desenvolver indústria de defesa

quinta-feira, agosto 23rd, 2012

O Brasil começou a importar tecnologia espanhola de “guerra” para desenvolver sua própria indústria de defesa e expandi-la para outros países da região, como o Equador e Paraguai, segundo informou nesta quinta-feira o jornal “Folha de S. Paulo”.

A tecnologia da empresa Tecnobit, que permite simular cenários e disparar tiros usando laser, será implantada no Brasil em dois centros de treino, avaliados em R$ 13 milhões.

A Tecnobit venceu uma licitação aberta em 2010 pelo Ministério da Defesa e treze altos comandantes militares viajaram para a Espanha para conhecer a tecnologia oferecida.

“Atualmente, os centros de treino disparam muito menos do que deveriam por falta de dinheiro e por estarem em zonas de conflito, como no Rio de Janeiro”, declarou ao jornal o general do Exército Fernando Vasconcellos, que fez parte da missão que viajou para Madri.

Os centros brasileiros funcionarão em Resende (Rio de Janeiro) e Santa Maria (Rio Grande do Sul) e entrarão em operação em 2014, de acordo com as informações.

Os equipamentos espanhóis permitem simular disparos de canhão e outras armas com laser virtual, aumentando a intensidade do treino e evitando usar munição real, o que representaria uma economia anual de R$ 49 milhões para o Exército brasileiro.

Os soldados serão equipados com GPS, que ajudarão a determinar a posição exata em enfrentamentos simulados. Outros equipamentos contabilizarão os disparos, avaliarão o desempenho e criarão cenários geográficos semelhantes à realidade.

No centro de treino em Madri, a empresa capacita militares da tropa espanhola no Afeganistão.

Com a transferência da tecnologia espanhola para o Brasil, outros países da região, como o Equador e Paraguai, mostraram interesse em implantar o mesmo modelo de treinamento. EFE

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6098207-EI238,00-Brasil+importa+tecnologia+espanhola+para+desenvolver+industria+de+defesa.html

 

Visita de Kris Balderston, diretor do Global Partnership Initiative, e representante especial para parcerias globais na Secretária de Estado do governo norte-americano

segunda-feira, agosto 13th, 2012

Kris Balderston, diretor do Global Partnership Initiative, e representante especial para parcerias globais na Secretária de Estado do governo norte-americano, visita São Paulo. Antes de seu papel no Departamento de Estado do governo dos EUA, Balderston foi o primeiro diretor legislativo da senadora Hillary Clinton, em Janeiro de 2001. Tal fato deu-se antes de servir como “Deputy Chief of Staff ” de Hillary Clinton, de 2002 a 2009.

O evento será no consulado geral dos Estados Unidos em São Paulo, no dia 16 de agosto, das 19:30 às 21:30.

sexta-feira, julho 27th, 2012

Sistema de informações e análises sobre Engenharia no Brasil, reunindo os principais dados dessa atividade. Confira!

O EngenhariaData – Sistema de Indicadores de Engenharia no Brasil – disponibiliza num único portal web as principais séries históricas sobre formação de engenheiros, mercado de trabalho e produção científica da Engenharia no Brasil. A reunião desses indicadores visa facilitar a consulta por pesquisadores, gestores de políticas públicas, empresas, instituições de ciência, tecnologia e inovação, jornalistas e demais interessados no tema, possibilitando a elaboração de análises sobre a evolução da Engenharia no país e comparações internacionais.

Acesse aqui o site do EngenhariaData

Evento: “O fácil e o difícil na formulação de políticas públicas”

quinta-feira, maio 17th, 2012

Dando continuidade ao ciclo de palestras “Humanas em sociedade: transpondo os muros da academia”, Glauco Arbix, professor livre-docente do Departamento de Sociologia – FFLCH/USP falará sobre ”O fácil e o difícil na formulação de políticas públicas”.

O evento ocorrerá dia 18/05/2012, sexta-feira, às 18h, na sala 14 do prédio de Filosofia e Ciências Sociais da FFLCH/USP, localizada à Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 – Cidade Universitária, São Paulo -SP.

Para mais informações, acesse o site dos organizadores.

Pentágono se prepara para guerra cibernética

domingo, abril 15th, 2012

13 de abril de 2012, 14h12, Por Agências, REUTERS

A instituição está criando um sistema de compra rápida de ferramentas virtuais para defender redes militares

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/link/pentagono-se-prepara-para-guerra-cibernetica/

WASHINGTON – O Pentágono está estabelecendo um processo de aquisição rápida que permitiria o desenvolvimento de novas ferramentas de guerra cibernética em questão de dias ou meses, se isso fosse urgentemente necessário, afirmou o Departamento da Defesa dos Estados Unidos em relatório ao Congresso norte-americano.
O processo, que seria supervisionado por um novo Conselho de Administração do Investimento Cibernético, quer enxugar os procedimentos tradicionalmente lentos para aquisição de equipamento de defesa a fim de se enquadrar ao ritmo acelerado dos acontecimentos no ciberespaço, segundo o relatório.
O Congresso, em uma lei de defesa aprovada no ano passado, instruiu o Pentágono a desenvolver uma estratégia que permitiria adquirir rapidamente armas, aplicativos e outras ferramentas de guerra cibernética. O Pentágono enviou um relatório ao Congresso no final do mês passado para delinear essa estratégia.
Conforme o relatório, do qual a Reuters obteve uma cópia nesta quinta-feira, 12, o processo de aquisição de ferramentas de guerra cibernética pelo Pentágono terá duas linhas – uma acelerada e uma regular -, e o caminho escolhido seria selecionado de acordo com a urgência do assunto.
“Essa estrutura permite que processos alternativos de aquisição sejam adaptados à complexidade, custo, urgência da necessidade e cronograma de implementação associados ao desenvolvimento da ferramenta de guerra cibernética que esteja sendo desenvolvida”, afirma o relatório.
“Os programas com maior risco e maior tempo de implementação, e portanto maior custo e complexidade, serão administrados com maior fiscalização e abordagens mais centralizadas”, acrescenta.
Sob o processo, as necessidades cibernéticas poderiam ser identificadas e definidas por muitas organizações diferentes no departamento.
O Comando Cibernético das forças armadas norte-americanas, uma organização de combate criada quase dois anos atrás para defender as redes militares e executar operações ofensivas de guerra cibernética caso assim instruído, validaria as necessidades. O pessoal do Comando Cibernético definiria qual das duas linhas de aquisição seria usada.
A abordagem rápida seria em geral empregada “em resposta a necessidades urgentes e críticas para nossas missões, em apoio a operações correntes ou para combater novas ameaças”, afirma o relatório.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/link/pentagono-se-prepara-para-guerra-cibernetica/

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