Observatório da Inovação e Competitividade

Site do Observatório da Inovação da USP, uma iniciativa do IEA/USP, coordenado pelos Professores Glauco Arbix e Mário Salerno.

Archive for março, 2012

A experiência do CIETEC para a geração de Negócios Inovadores

sexta-feira, março 30th, 2012

Slides do seminário apresentado pelo Sérgio Risola, diretor do CIETEC e professor apoiador do Mestrado e Extensão na FEA/USP e professor assistente da pós-graduação de Inovação e Empreendedorismo e Gestão de Negócios da FGV, sobre o tema “A experiência do CIETEC para a geração de Negócios Inovadores“, realizado em 26/03/2012, no Observatório da Inovação e Competitividade. Para abrir o arquivo PDF, clique aqui.

A experiência do CIETEC para a geração de Negócios Inovadores

quarta-feira, março 28th, 2012

Vídeo do seminário apresentado em 26/03/2012 pelo Sérgio Risola, diretor do CIETEC e professor apoiador do Mestrado e Extensão na FEA/USP e professor assistente da pós-graduação de Inovação e Empreendedorismo e Gestão de Negócios da FGV

A experiência do CIETEC para a geração de Negócios Inovadores

Imagem de Amostra do You Tube

Os slides do seminário encontram-se disponíveis em nossa Biblioteca e o arquivo PDF pode ser acessado diretamente clicando aqui

São Carlos avança como modelo de pesquisa e tecnologia

terça-feira, março 27th, 2012

Fonte: Jornal Folha de São Paulo, veiculado em 25/03/2012

Estímulo a “doutores-empreendedores” faz município paulista crescer como metrópole e “cluster” tecnológico. Ambiente acadêmico voltado a pesquisas aplicadas e apoio da população são fatores do desenvolvimento

Para quem volta à cidade após duas décadas, São Carlos, a 232 quilômetros de São Paulo, está irreconhecível. As velhas casas que abrigavam repúblicas estudantis sumiram, trocadas por prédios. Nas ruas, o trânsito está mais agressivo. E você vai ao cinema do shopping Iguatemi.

O que a tornou tão parecida com São Paulo foi sua afirmação como “capital nacional da tecnologia” ou “do doutor-empreendedor”, expressões usadas para tentar descrever a união de universidades, centros de pesquisa e parques tecnológicos.

São Carlos se desenvolveu como “cluster”, concentração geográfica de formação, pesquisa e produção cujos modelos célebres são o Vale do Silício, nos EUA, e Seul, na Coreia do Sul. É como Vanderlei Bagnato, professor da USP São Carlos e coordenador da Agência USP de Inovação, descreve sua cidade.

“É hoje um cluster tecnológico de grande importância para o país”, diz. “Temos ambiente universitário com diversidade de temas, grande número de cientistas com espírito empreendedor, e a população tem orgulho e não vê o avanço como prejudicial.” O professor da USP destaca os setores de novos materiais, ótica e biotecnologia.

O prefeito Oswaldo Barba, ex-reitor da UFSCar (Federal de São Carlos), onde se formou engenheiro de materiais e se doutorou em engenharia química, diz que “no cenário nacional” já se pode falar em cluster, citando a média de 14,5 patentes por 100 mil habitantes -a média nacional é de 3,2, e a paulista, de 7,6.

Mas “no cenário internacional ainda não”, acrescenta, afirmando que “é preciso ainda ter a consolidação dos parques tecnológicos, estimular mais os pesquisadores a ser empreendedores”.

Bagnato também quer mais, para “acelerar o que começamos, com um grande instituto de tecnologia”. Barba, que é do PT, levou ao Ministério da Defesa um projeto de reunir as várias frentes abertas em tecnologia aeronáutica: centro de manutenção da TAM; linha de produção militar da Embraer, na vizinha Gavião Peixoto; fabricação de veículos aéreos não tripulados; cursos de engenharia aeronáutica (USP) e tecnologia em aeronaves (Instituto Federal de Educação).

Choque cultural

As criações da USP nos anos 50 e da Federal nos anos 60 foram os marcos iniciais da “capital da tecnologia”. Nos 80, surgiu a primeira de várias incubadoras de empresas, o ParqTec. A primeira eleição de um ex-reitor como prefeito, Newton Lima, em 2000, selou a união da cidade com suas universidades.

Hoje são empresas saídas das salas de aula, as “spin-offs”, como descrevem, que estão à frente do processo. Uma das primeiras foi a Opto Eletrônica, de Jarbas Castro. Ele se formou em São Carlos e viajou para o doutorado no MIT (Massachusetts Institute of Technology) no fim dos anos 70. “A universidade era fechada ao ambiente empresarial. Fui para o MIT e foi um choque cultural.”

O MIT é visto como modelo para inovação, unindo academia e empresa. “Tinha 15 colegas lá e os trabalhos que envolviam alguma geração de riqueza recebiam atenção absurda do orientador”, conta.

Voltou para seguir em pesquisa básica, “mas já com espírito de que não era pecado” fazer pesquisa aplicada. Em quatro anos, lançou a Opto e hoje relata que emprega 70 funcionários só em pesquisa e desenvolvimento, “16 Ph.D.s e uns 20 e poucos mestres”.

Bagnato prega equilíbrio. “Eu mesmo faço pesquisa básica, com fluidos quânticos. Inovação não é trocar ciência básica por aplicada, mas não perder as chances para que a ciência vire bons negócios para a sociedade brasileira.”

Daniel Vanzella, cientista da cidade com mais repercussão no exterior hoje, publicou em 2010 na “Physical Review Letters”, a principal em sua área, cosmologia. Sua teoria ecoou em revistas como a “New Scientist”, com enunciados como “Gravidade tem poder de gerar monstros de quantum”.

“Quando se fala em São Carlos, vem à mente polo tecnológico, não a parte teórica. Só que uma coisa que São Carlos me deu, e não é fácil achar, foi a compreensão de que cada área tem seu ritmo. Isso é uma tranquilidade, de pensamento, que não são todos os lugares que dão.”

Veículo aéreo não tripulado mira mais mercados

Tecnologia que mudou a indústria de Defesa dos EUA, a pesquisa dos veículos aéreos não tripulados (vants) começou em São Carlos nos anos 90, na USP, junto com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

Luciano Neris, diretor da AGX e doutor em engenharia elétrica pela USP, onde participou das pesquisas, diz que “o foco sempre foi criar sistema de baixo custo, para coletar imagem de área agrícola e ambiental”.

A maior clientela hoje é de fazendeiros e prestadores de serviços, mas a empresa “tenta galgar novos mercados”. Doou um vant ao Exército e mantém parcerias com a polícia ambiental paulista.

A AGX produz os modelos Tiriba (pequeno) e Arara (médio), para coleta de imagens, e desenvolve um maior, com aporte de R$ 8 milhões da Finep, em parceria com a Orbisat, que já faz radares para o Exército. O Sarvant terá “radar de abertura sintética” para monitorar a Amazônia.

Já a Embrapa Instrumentação desenvolve aplicativos para vants, relata o pesquisador Lúcio André de Castro Jorge, doutor pela USP São Carlos e responsável pelos sistemas apresentados na CeBit, feira mundial de tecnologia da informação realizada na Alemanha.

“Capital semente” ainda engatinha no município

O portal de artesanato Elo7 foi criado por ex-alunos da UFSCar, Juliano e Mônica Ipólito, e virou símbolo do boom de “startups” (empresas iniciantes) apoiadas por “venture capital” (capital semente) no país, atraindo os fundos americanos Accel e Insight.

Embora tenha desenvolvido a “vocação” para internet na cidade, Juliano estabeleceu o Elo7 -e foi descoberto pelos fundos- em Campinas.

O capital semente privado ainda está distante de São Carlos, que por ora se apoia em órgãos de fomento, como Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

Um dos motivos é a presença relativamente pequena de “startups” de tecnologia da informação, o maior alvo dos fundos -embora a cidade tenha empresas que atuam na área de produção de games.

Em outros setores, já é possível achar sinais de “venture capital” privado. É o caso da Nanox, de nanotecnologia, nascida na UFSCar. Gustavo Simões, químico pela universidade, diz que recebeu aporte do fundo brasileiro Novarum, o que permitiu estruturar a empresa.

E lançar “uma partícula que se adiciona ao plástico e mata bactérias e fungos”. Já com patente americana, a Nanox vai à NPE (National Plastic Exposition), nos Estados Unidos.

Ajustes na Plataforma Lattes estimulam a divulgação científica

quarta-feira, março 21st, 2012

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do CNPq, 14/03/2012

Em matéria veiculada em sua Sala de Imprensa, o CNPQ divulga a disponibilização de duas abas (na Plataforma Lattes), para que o pesquisador coloque informações sobre a inovação de seus projetos e pesquisa e possa listar, na outra, iniciativas de divulgação e educação científica.

Segundo o presidente do CNPq, Glaucius Oliva, as duas novas abas promoverão um maior contato da sociedade com a ciência e estimularão ainda mais a inovação.

Acesse aqui a matéria na íntegra

César Ades (1943-2012)

sexta-feira, março 16th, 2012

É com imenso pesar que o IEA registra a morte ontem, 14 de março, do prof.
César Ades, aos 69 anos, em
decorrência de traumatismos ocasionados por atropelamento na quinta feira
passada.

Ades era uma personalidade de grande importância no meio acadêmico
brasileiro, por sua estatura científica na área de psicologia experimental,
alta competência e dinamismo como professor e também pelas suas atividades
bem-sucedidas na gestão universitária. De fato, suas gestões à frente do
Instituto de Psicologia, em dois mandatos, e, posteriormente, do Instituto
de Estudos Avançados da USP foram marcadas por uma grande dedicação,
eficiência, comprometimento e visão de futuro.

O Instituto de Psicologia, o Instituto de Estudos Avançados e a Universidade
de São Paulo perdem, assim, um brilhante ex-aluno, professor, cientista e
gestor, cuja ausência será muito sentida nas salas de aula, nos
laboratórios, nas reuniões da Universidade, nos congressos brasileiros e
internacionais e, talvez mais importante, nas nossas vidas, já que o César
(como todos o chamavam) sempre tinha um sorriso e palavras agradáveis para
todos, dos mais humildes aos mais graduados, dos mais próximos amigos (que
eram muitos) aos que não conhecia.

15 de março de 2012
Direção do IEA

Política de inovação do Brasil: novos rumos e desafios

terça-feira, março 13th, 2012

Vídeo do seminário apresentado em 12/03/2012 por Fernanda de Negri, pesquisadora do IPEA e diretora da Assessoria de Acompanhamento e Avaliação do MCTI – sobre o tema “Política de inovação do Brasil: novos rumos e desafios”.
Imagem de Amostra do You Tube

Acesse aqui, em nossa bilbioteca, os slides da apresentação acima.

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