Observatório da Inovação e Competitividade

Site do Observatório da Inovação da USP, uma iniciativa do IEA/USP, coordenado pelos Professores Glauco Arbix e Mário Salerno.

Archive for fevereiro, 2012

Defesanet – MB inaugura a Unidade Piloto de Hexafluoreto de Urânio e o Centro de Instrução e Adestramento Nuclear ARAMAR

sexta-feira, fevereiro 17th, 2012

MB inaugura a Unidade Piloto de Hexafluoreto de Urânio e o Centro de Instrução e Adestramento Nuclear ARAMAR
Empreendimentos possibilitam formação de mão-de-obra especializada para o submarino com propulsão nuclear e representam um marco no enriquecimento de urânio no Brasil
16 de Fevereiro, 2012 – 14:50 ( Brasília )
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No dia 16 de fevereiro, será inaugurada a Unidade Produtora de Hexafluoreto de Urânio (USEXA) e o Centro de Instrução e Adestramento Nuclear ARAMAR (CIANA), nas dependências do Centro Experimental ARAMAR (CEA), da Marinha do Brasil, em Sorocaba (SP).

Com as presenças do Ministro de Ciência e Tecnologia e Inovação – Sr. Marco Antônio Raupp -, do Comandante da Marinha – Almirante-de-Esquadra Julio Soares Moura Neto – e do Diretor-Geral do Material da Marinha – Almirante-de-Esquadra Arthur Pires Ramos -, o evento representa um passo importante no Programa Nuclear da Marinha, que por sua vez, viabilizará a construção do primeiro submarino nuclear brasileiro. Além disso, trata-se de um marco para o país no processo de enriquecimento de urânio, possibilitando a produção de combustível nuclear para as usinas de geração de energia.

Saiba Mais:

Unidade Piloto de Hexafluoreto de Urânio – USEXA

A USEXA é uma unidade piloto onde se converte o minério beneficiado de urânio (“yellow cake”) em hexafluoreto de urânio (UF6) gasoso. Em síntese, a conversão de urânio é um conjunto de processos físicos e químicos que versam sobre a transformação de compostos de urânio, onde o UF6 é o produto final. Este é a matéria prima para a etapa de enriquecimento de urânio, posterior à conversão. Isto é, sem a conversão de urânio não é possível produzir combustível nuclear para as usinas como as de Angra.

A USEXA dimensionada para produção 40 ton de UF6 natural/ano, sendo uma das poucas unidades novas em comissionamento no mundo. Os trabalhos técnicos e projetos de sistemas da USEXA baseiam-se em estudos e pesquisas feitas nos anos 90 no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares – IPEN, acrescendo-se instrumentação, materiais e dispositivos eletrônicos atualizados e engenharia para aumento de escala. A USEXA apresenta um índice de nacionalização de cerca de 80%, gerando-se empregos de nível médio e superior, na sua maioria, na região de São Paulo e Sorocaba.

O início de operação da USEXA representa, assim, mais um marco alcançado na solidificação da engenharia nuclear no campo industrial do Brasil. A USEXA serve também como referência à futura unidade de conversão a cargo da INB, incluindo-se o licenciamento ambiental e nuclear.

Centro de Instrução e Adestramento Nuclear ARAMAR – CIANA

O Laboratório de Geração Núcleoelétrica (LABGENE) é uma planta nuclear, projetada por brasileiros e que está sendo construída em ARAMAR com seu término previsto para 2014.

Tendo em vista a necessidade de possuir um centro capaz de prover a formação adequada dos futuros operadores do LABGENE e das futuras tripulações dos Submarinos Nucleares Brasileiros (SN-BR), a Marinha construiu o CIANA, totalmente voltado para a formação de pessoal.

O objetivo principal dessa gama de estudos e treinamentos é capacitar os alunos para a obtenção da licença de operação do LABGENE a ser concedida pela Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN, após terem sido aprovados em um conjunto de provas teóricas e práticas.

Na fase atual, o CIANA preparará não só operadores do LABGENE, o qual possui forte similaridade física e funcional com a parte de propulsão do Submarino Nuclear Brasileiro -SN-BR, mas também os futuros instrutores das tripulações ligadas aos meios de propulsão nuclear.

Fonte: http://www.defesanet.com.br/prosub/noticia/4822/MB-inaugura-a-Unidade-Piloto-de-Hexafluoreto-de-Uranio-e-o-Centro-de-Instrucao-e-Adestramento-Nuclear-ARAMAR

Ministério da Defesa – Seminário na Câmara discutirá reaparelhamento das Forças Armadas

segunda-feira, fevereiro 13th, 2012

Brasília, 10/02/2012 — O ministro da Defesa, Celso Amorim, participará da abertura do II Seminário de Defesa Nacional, promovido pela Frente Parlamentar de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados e pela Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE). O objetivo do encontro, que terá lugar na próxima quarta-feira (15/02), é debater a relação entre a Estratégia Nacional de Defesa (END), o desenvolvimento sustentado do Brasil e os interesses da sociedade brasileira.

Participarão da abertura o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Marco Maia; o presidente da Frente Parlamentar de Defesa Nacional, deputado Carlos Zaratini; e o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp.

Dentre os temas a serem discutidos estão os projetos estruturantes, o reaparelhamento das Forças Armadas, o fortalecimento da Base Industrial de Defesa e as medidas julgadas necessárias para o fortalecimento do setor, como a MP 544/2011, que estabelece normas especiais para as contratações e desenvolvimento de produtos e de sistemas de defesa.

PAED

O chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general-de-exército José Carlos de Nardi, abrirá o primeiro painel, do qual participarão os chefes de estado maior da Marinha, almirante-de-esquadra João Afonso Prado Maia de Faria; do Exército, general-de-exército Joaquim Silva e Luna, e da Aeronáutica, tenente-brigadeiro-do-ar Aprígio Eduardo de Moura Azevedo.

“Vamos apresentar um panorama amplo do Plano de Articulação e Equipamento de Defesa (PAED)”, disse o general De Nardi, “que irá estabelecer os fundamentos para o processo de modernização da Defesa nacional.”

Para o deputado Carlos Zaratini, o seminário é extremamente importante para aprofundar o debate sobre a criação de uma política industrial e de incentivo tecnológico dentro dos parâmetros estabelecidos pela Estratégia Nacional de Defesa. “Nosso objetivo é ampliar o máximo a autonomia de nosso parque industrial e de reverter a atual dependência de fornecedores estrangeiros”, ressaltou. Veja a programação completa.

Local: Auditório Nereu Ramos, Câmara dos Deputados
Data e hora: 15 de fevereiro, às 9h
Inscrições pelos endereços eletrônicos: abimde@abimde.org.br e comunicacao@abimde.org.br

Fonte: Ministério da Defesa/Assessoria de Comunicação Social
Contato: (61) 3312-4070 // 4071

Dilma e o espírito animal dos empresários

quarta-feira, fevereiro 8th, 2012
Por Cristiano Romero (do Valor Econômico)

Os investidores estrangeiros estão mais otimistas com o Brasil que os nacionais. Enquanto os primeiros seguem batendo recordes de aplicação no país em todas as modalidades de investimento, os residentes mostram desconfiança. Tem sido assim desde o pós-crise, principalmente a partir do último trimestre de 2010, quando a taxa de investimento passou a andar de lado.

A presidente Dilma Rousseff pretende ouvir nas próximas semanas representantes dos vários setores da economia. Obviamente, ela conhece entraves e gargalos que diminuem a competitividade da produção nacional, mas quer escutar o diagnóstico diretamente dos empresários.

Há a feliz constatação no governo de que o ciclo de reformas microeconômicas iniciado há nove anos, ainda na gestão de Antonio Palocci no Ministério da Fazenda, está perto de ser concluído, o que exige a formulação de novas medidas para melhorar o ambiente de negócios e reduzir os custos de produção no país.

Investidor externo está mais otimista do que o brasileiro

Houve avanços importantes nesse período, como a aprovação da Lei de Falências, a instituição da alienação fiduciária, a adoção de mecanismos para dinamizar o mercado imobiliário, a criação do sistema de defesa da concorrência, a bancarização. Foram iniciativas que, avaliadas em perspectiva, ajudaram a acelerar o crescimento da economia nos anos recentes.

O governo Dilma tenta avançar, agora, na conclusão dessa agenda, com a regulamentação da reforma da previdência do setor público, mediante aprovação do projeto de lei que institui o fundo de pensão dos funcionários públicos (conhecido como Funpresp). Paralelamente, adota medidas, como a privatização da gestão de aeroportos e a elevação dos investimentos públicos, para melhorar a infraestrutura. Já está na agenda também estudo para conceder à iniciativa privada a administração de portos.

Depois de conceder os três maiores aeroportos do país – Guarulhos (São Paulo), Viracopos (Campinas) e Juscelino Kubitschek (Brasília) -, em leilão marcado para segunda-feira, o governo incluirá na lista de concessão Galeão (Rio de Janeiro) e Confins (Belo Horizonte). “Esta é uma agenda vitoriosa da presidente”, diz um interlocutor frequente de Dilma.

O passo, este muito mais complicado que todos os outros, é mexer na tributação. A Receita Federal vem trabalhando desde o ano passado na simplificação de dois tributos – PIS e Cofins – que incidem sobre o faturamento das empresas. A conclusão desse trabalho pode facilitar não só a cobrança dos tributos, mas também a devolução de créditos devidos às empresas. O saldo, se o governo não cair na tentação de aumentar tarifa, pode ser a redução da alíquota efetiva paga pelos contribuintes, o que resultará, portanto, em diminuição da carga tributária.

Na seara dos impostos, qualquer mudança que facilite a vida dos contribuintes é positiva, mas, se ficar restrita à simplificação de PIS e Cofins, é muito pouco. O Brasil tem uma carga tributária elevada (cerca de 36% do PIB) para país em desenvolvimento, impostos de alta complexidade e regressivos. A presidente Dilma, segundo fonte com trânsito no Palácio do Planalto, tem consciência do problema.

Está claro para as mentes mais abertas de Brasília que o ciclo econômico recentemente vivido pelo país necessita de novo gás. A perda de fôlego do investimento privado mostra isso. Entre o primeiro trimestre de 2003 e o terceiro de 2008, quando a economia saiu de uma crise interna e entrou em outra, motivada por razões externas, a taxa de investimento da economia, medida a partir da relação entre a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que reflete a compra de máquinas e equipamentos pelas empresas, e o PIB, foi de 16,29 para 20,62, um salto, portanto, de 4,33 pontos percentuais do PIB.

O tombo da economia provocado pela crise internacional de 2008 foi tão forte que essa mesma taxa recuou para 17,02% do PIB no primeiro trimestre de 2009. Mesmo com a recuperação nos trimestres seguintes, os números são decepcionantes. No terceiro trimestre de 2011 (último dado disponível), a taxa de investimento chegou a 20,02% do PIB, já considerada a revisão da metodologia de cálculo do PIB feita pelo IBGE, medida que provocou incremento no valor apurado.

Uma outra forma de olhar o investimento é observar a evolução trimestral da FBCF. Depois de um forte avanço nos três primeiros trimestres de 2010, com taxas de crescimento superiores a 20%, o indicador vem mostrando desempenho pífio. No terceiro trimestre do ano passado, cresceu apenas 2,48% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Chama a atenção o fato de o investidor estrangeiro ter, neste momento, outra opinião sobre as perspectivas do Brasil. Na categoria investimento estrangeiro direto (IED), um termômetro do grau de confiança do empresário no desempenho do setor produtivo, os valores não param de crescer. Em 2011, bateu recorde (US$ 66,6 bilhões), neste ano deve ter um recuo normal por causa da crise mundial (mesmo assim, para US$ 50 bilhões, segundo melhor resultado da história, de acordo com o Banco Central) e, em 2013, voltar a acelerar (para US$ 70 bilhões, segundo estimativa do Credit Suisse).

Cristiano Romero é editor-executivo e escreve às quartas-feiras

40 anos de Bibliometria no Brasil

terça-feira, fevereiro 7th, 2012

Slides do seminário apresentado pelo Prof. Dr. Rogério Mugnaini, professor do curso de Gestão de Políticas Públicas da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo, sobre o tema “40 anos de Bibliometria no Brasil: da bibliografia estatística à avaliação da produção científica“, realizado em 28/11/2011, no Observatório da Inovação e Competitividade. Para abrir o arquivo PDF, clique aqui.

40 anos de Bibliometria no Brasil

terça-feira, fevereiro 7th, 2012

Vídeo do seminário apresentado em 28/11/2011 pelo Prof. Dr. Rogério Mugnaini, professor do curso de Gestão de Políticas Públicas da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo, sobre o tema

40 anos de Bibliometria no Brasil: da bibliografia estatística à avaliação da produção científica

Os slides do seminário encontram-se disponíveis em nossa Biblioteca e o arquivo PDF pode ser acessado diretamente clicando aqui.
Imagem de Amostra do You Tube

Inovação radical: empresas nascentes de base tecnológica

terça-feira, fevereiro 7th, 2012

Slides do seminário apresentado por Leonardo A. de Vasconcelos Gomes, doutorando pelo Departamento de Engenharia de Produção da POLI-USP, sobre o tema “Inovação radical: empresas nascentes de base tecnológica“, realizado em 21/11/2011, no Observatório da Inovação e Competitividade.
Para abrir o arquivo PDF, clique aqui.

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